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Roteiro por Cancún e Riviera Maia, no México

Roteiro por Cancún e Riviera Maia, no México

Varamos de ponta a ponta na costa mais desejada do México para encontrar resorts e pousadas-butique, praias e cavernas, fast foods e alta gastronomia, sítios arqueológicos e recifes de corais, baladas e shoppings. E até um Cirque du Soleil

Por Betina Neves

“Digam seus nomes, façam uma dancinha e virem um shot de tequila”, disse o guia de Xoximilco, uma das atrações mais recentes de Cancún. Num barco comprido de madeira, passageiros que iam de idosos canadenses a um grupo de meninas da Guatemala em despedida de solteira eram convidados a interagir (com a providencial ajuda da tequila), enquanto ouviam histórias folclóricas mexicanas entoadas teatralmente pelo guia e recebiam quitutes típicos servidos em sequência. Nas pequenas ilhas pelas quais passavam, bandas musicavam o passeio com guitarrón mexicano e marimbas. As guatemaltecas e os vovôs acabaram bailando.

Na Cidade do México, capital do país, Xochimilco é um antigo distrito cortado por canais e ilhas flutuantes por onde navegam as trajineras, o tal barco comprido. Em Cancún, localizado na costa leste da chamada Península de Yucatán, Xoximilco (com “X”) é uma recriação do lugar com banho de Disneylândia (vide a lojinha de suvenires caríssima), impecavelmente bem-feita, que proporciona uma experiência surpreendentemente divertida.

Mais uma prova de que Cancún, que recebe sozinha 5 milhões de visitantes estrangeiros por ano (quase o mesmo que o Brasil todo), sabe como ninguém mesclar um turismo montado, fake mas funcional, a suas belezas naturais (cavernas, matas preservadas, praias caribenhas) e históricas (sítios arqueológicos maias), sempre com a rica cultura mexicana como pano de fundo.

A possibilidade de voar com companhias como Copa, TAM e Avianca (via Cidade do Panamá, Lima e Bogotá, respectivamente) trouxe um considerável aumento de quórum de brasileiros redescobrindo a região e indo além dos pacotes de sete noites à la CVC, que trouxeram os primeiros “brazucas” no fim dos anos 1990. Em parte porque Cancún e Riviera Maia (como é chamado o trecho de 150 quilômetros que vai até o sul de Tulum) cresceram e ganharam uma gama nova de hotéis e atrações que satisfazem tanto quem espera uma Orlando com praia quanto amantes de Jericoacoara ou Trancoso.

Tulum (Foto: shutterstock.com)

Tulum (Foto: shutterstock.com)

Cancún é um balneário verticalizado criado para os americanos irem à praia sem sentirem que estão muito longe de casa. Seus bulevares amplos e retilíneos têm construções posicionadas longe umas das outras que desencorajam caminhadas e incentivam transportes motorizados devidamente climatizados.

A Zona Hoteleira, disposta numa haste em forma de “7” que acompanha o litoral, tem propriedades de tamanho desmensurado programadas com uma dose alta de conforto para fazer você não querer deixar seus domínios (apesar de ter muita coisa para ver lá fora). A maior parte deles segue o sistema all-inclusive e fica de cara para a faixa de areia branquinha com mar que atinge tons quase impossíveis de azul.

  • A reportagem completa está disponível na edição 82 da revista Viajar Pelo Mundo.
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