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Jericoacoara: um paraíso no Ceará

Jericoacoara: um paraíso no Ceará

Dunas imensas, lagoas azuis com redes para descansar e hotéis de luxo fazem parte de Jericoacoara, destino cada vez mais procurado pelos turistas no Nordeste do Brasil

Por Karina Cedeño

Jericoacoara

Jijoca de Jericoacoara. Parece um trava-língua, mas é o nome de um dos mais encantadores destinos do Ceará. Jeri, como é carinhosamente conhecido, é um município localizado a 300 quilômetros de Fortaleza e caiu no gosto dos viajantes e no ibope das redes sociais por unir dunas de areia branca e lagoas intensamente azuis com a simplicidade das crianças brincando descalças nas ruas.

 


Taxa de Turismo

Em Jeri, todo turista deve pagar a Taxa de Turismo Sustentável, que custa R$ 5 por dia de estadia e pode ser paga pela internet, antes da viagem. Portanto, basta acessar o site da Prefeitura de Jijoca de Jericoacoara (jijocadejericoacoara.ce.gov.br) e imprimir o voucher gerado após o pagamento. Caso prefira, pode pagar a taxa na entrada da vila, em um dos postos da prefeitura que ficam ali. Depois, é preciso apresentar o voucher no momento do seu check-in onde irá se hospedar.


 

Como chegar em Jeri

O aeroporto mais próximo fica em Cruz, a 30 quilômetros de Jeri, e recebe alguns voos da Gol e da Azul, partindo respectivamente de São Paulo e Belo Horizonte. Táxis e transfers privativos ou compartilhados levam de Cruz até Jeri.

Porém, como a oferta de voos é pequena, descer no aeroporto de Fortaleza também pode ser uma opção. De lá, são 300 quilômetros até Jeri, que levam mais de cinco horas por conta da condição das estradas.

O ideal, então, é contratar transfers, pois o trecho final deve ser feito em jardineiras ou veículos 4×4. Ou seja, carros não estão permitidos a circular dentro da vila de Jericoacoara.

Dunas e lagoas em Jeri

Dunas e lagoas compõem a paisagem de Jeri (foto: shutterstock)

 

De vila de pescadores a destino turístico 

O mais surpreendente é que, há 20 anos, Jeri não passava de uma pequena vila de pescadores sem energia elétrica. Foi a beleza que trouxe a fama, mas a fama não inflou o ego: não há asfalto, não há trânsito, não há nem postes nas ruas (a rede elétrica é, abençoadamente, subterrânea). O dress code oficial prevê apenas chinelos para andar pelas ruas de areia e para dançar forró, o hino oficial por lá.

Jeri é uma vila pé na areia

Jericoacoara é uma vila pé na areia (foto: shutterstock)

É justamente na Rua do Forró que o coladinho dois a dois pega fogo em lugares que esbanjam simpatia, como o Restaurante da Dona Amélia, por exemplo.

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Enquanto shows ao vivo comandam o arrasta-pé desengonçado dos estrangeiros e o gingado bem ritmado dos moradores, pratos preparados com pescados e frutos do mar saem da cozinha a todo momento, com destaque para o camarão no abacaxi, a moqueca de dourado e o peixe na brasa, além de drinques com frutas.

Camarão no abacaxi

Camarão no abacaxi do restaurante Rústico e Acústico (foto: Karina Cedeño)

Fora as pistas de dança e os restaurantes, o centrinho de Jeri é um bem-bolado de lojas, barraquinhas, sorveterias, bares e até supermercado. Se a noite é para dançar forró, o dia é para explorar a região.

A areia branca e macia das dunas em contraste com o azul do céu é quase hipnótico ao viajante. Por fim, a adrenalina é garantida ao descer as dunas em um bugue, em um 4×4 ou um UTV (mix de quadriciclo com carro).

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E a não ser que você tenha muita experiência em dirigir nas dunas, nem pense em se aventurar dirigindo ali: a areia fofa é traiçoeira e perigosa. Sendo assim. procure sempre um motorista credenciado. Ao chegar ao alto das dunas, aproveite para contemplar o silêncio e a imensidão de um lugar como esse.

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Dunas de Jericoacoara

Dunas de Jericoacoara (foto: shutterstock)

Vale a pena, então, parar por um longo instante para fechar os olhos, respirar fundo e absorver toda a plenitude de Jeri. Aqui e ali avistam-se algumas lagoas formadas pela água da chuva, como a Azul e a Paraíso, que são próximas e compartilham areia branca e águas cristalinas. Lá estão as irresistíveis redes mergulhadas na lagoa, cujas fotos bombam no Instagram.

Redes na lagoa

Redes na lagoa (foto: shutterstock)

Para ficar completo, escolha uma rede ali para chamar de sua e emende com um almoço regado a frutos do mar em um dos restaurantes pé na areia.

 

Clubes de praia com refeições 

Se a ideia é passar o dia por lá, considere ficar em um beach club. Há quem ache o fim da picada pagar para ficar na praia, há quem ache prático e confortável. Gostando ou não, as tendas do Alchymist Beach Club são bem tentadoras.

Espreguiçadeira do The Alchymist Beach Club

Tenda do The Alchymist Beach Club (foto: Karina Cedeño)

Ali, só para entrar pagam-se R$ 20, com direito a usar estrutura como duchas, armários, banheiros e cadeiras. Para ficar nas tendas e espreguiçadeiras o valor é mais alto, e se for almoçar por ali, reserve uma graninha a mais, já que os pratos mais em conta, como o peixe ao molho de camarão ou o espaguete também com camarão, custam a partir de R$ 70 por pessoa.

De qualquer forma, no final do dia, a tradição é ir até a Duna do Pôr do Sol para ver o entardecer, com rodas de capoeira embalando os últimos raios de sol.

Duna do Pôr do Sol

Duna do Pôr do Sol (foto: Karina Cedeño)

 

Pedra Furada e muito mais

Mas o que quer dizer, afinal, a palavra Jericoacoara? Dizem que o nome vem do tupi-guarani e significa “buraco de tartarugas”, já que é o lugar escolhido para a desova de tartarugas marinhas.

Há também a versão de que Jeri quer dizer “jacaré tomando sol”, nome que foi inspirado em um dos principais pontos turísticos do destino: a Pedra Furada.

 

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Quem a vê na maré baixa pode jurar que tem o formato de um jacaré. Durante os meses de junho e julho, por exemplo, a grande diversão é tentar fotografar o pôr do sol através do arco formado pela pedra.

Para chegar a ela, é preciso fazer uma caminhada de dois quilômetros pela Praia da Malhada caso a maré esteja baixa. Se não estiver, uma alternativa é caminhar pelo Morro do Serrote, que margeia a praia.

Pedra Furada

Pedra Furada (foto: shutterstock)

Neste último caso, é preciso descer o morro para chegar até a Pedra Furada e o trajeto é bem íngreme, com diversas pedras soltas e o risco de escorregar. Portanto, todo cuidado é pouco.

Também venta muito por lá, então, atenção para não se desequilibrar na descida. Volte antes de escurecer, caso contrário, o nível de dificuldade na subida do morro aumentará consideravelmente.

Há, também, a opção de ir de charrete (em média R$ 20 por pessoa) do início da trilha do Serrote até um local mais próximo ao ponto turístico, mas mesmo assim você terá de descer o morro a pé para se aproximar da Pedra Furada. Para ir além, rume até o Mangue Seco, um dos mais belos cenários de Jeri.

Mangue Seco

Mangue Seco (foto: Karina Cedeño)

 

Desbravando o Mangue Seco

Após atravessar o Rio Guriú de balsa, a mudança de vegetação revela árvores muito altas com galhos alaranjados, dos quais pendem redes e balanços convidativos para uma foto que terá como testemunha o mar em tons de verde e azul-turquesa.

Leia também: Como fazer boas fotos de viagem com o celular

Redes na Lagoa do Paraíso

Redes na Lagoa do Paraíso (foto: shutterstock)

A lista de programas pode incluir também visita ao berçário dos cavalos-marinhos. Um passeio de canoa pelo Riu Guriú (R$ 10 por pessoa) revela os hábitos desses adoráveis animais que de tão frágeis correm risco de extinção.

Mas fique tranquilo, pois a fauna que vive neste mangue é bem preservada graças ao trabalho de conscientização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Passeio de bug em Jeri

Passeio de bugue em Jeri (foto: shutterstock)

 

Uma boa contadora de histórias

Se estiver com tempo, faça um passeio de bugue até a Lagoa de Tatajuba, localizada no município de Camocim (a 90 quilômetros de Jeri). Além da lagoa com suas redes mergulhadas e dos restaurantes à beira-mar, a comunidade revela um grande tesouro: a pequena barraca da dona Delmira Chagas.

Por trás de todas as conchas, cocos e artesanatos à venda, estão as boas histórias dessa moradora que acompanhou como ninguém a evolução da vila de Tatajuba – e também sua ruína quando, na década de 1980, fortes ventos fizeram com que as dunas soterrassem 150 casas e igrejas da região.

Dona Delmira

Dona Delmira conta histórias de Tatajuba (foto: Karina Cedeño)

Até hoje é possível ver, sob as densas camadas de areia, partes de telhados e construções mais altas aparecendo discretamente. As histórias da simpática senhora envolvem também o naufrágio de um navio de contrabando em 1915, do qual ainda é possível avistar a carcaça.

“É ao redor dele que muitos moradores veem luzes misteriosas durante a noite e ouvem ruídos de conversas e músicas”, comenta a gentil senhora sobre possíveis fantasmas que rondam o local.

 

Onde comer em Jericoacoara

 

Peixes da Barraca do Didi

Peixes da Barraca do Didi (foto: Karina Cedeño)

Em Jeri, boas opções de restaurantes não faltam. Portanto, separamos as melhores que encontramos por lá:

Rústico e Acústico: no centrinho de Jeri, o ambiente faz jus ao nome, com mesas de madeira e toalhas de crochê colorido. Traz no cardápio pratos que levam nomes de músicas brasileiras. Experimente o camarão no abacaxi e o crepe de Nutella com morango.

Serafim: também no centrinho, os menus criativos levam ingredientes bem harmonizados, em pratos como o Peixe no Coco e Sinfonia de Frutos do Mar. Por fim, não deixe de provar os drinques da casa.

Bistrô Caiçara: outra boa opção no centrinho, destaca-se pela qualidade dos pratos com frutos do mar, em um ambiente bastante acolhedor. No térreo há uma loja com artesanato local e suvenires.

Barraca do Didi: localizado em Tatajuba, a 70 quilômetros de Jeri, um dos grandes diferenciais aqui são as mesas à beira da lagoa. Os peixes e lagostas oferecidos são frescos e temperados na medida certa.

 

Quando ir a Jericoacoara

Antes de ir a Jeri, é importante saber que a temperatura por lá varia de 22 °C a 35 °C. A melhor época para ver as lagoas é de janeiro a junho, quando as chuvas são constantes – mas rápidas, portanto não chegam a estragar as férias.

 

Hospedagem sofisticada no Casana Hotel

A pouco mais de 30 quilômetros da vila de Jericoacoara está localizado o município de Cruz. Lá fica a Praia do Preá, ideal para a prática do kitesurfe graças aos fortes ventos que sopram ali.

É nesse cenário rústico que está localizado o sofisticado Casana, um hotel-butique que conta com apenas oito bangalôs em meio à mata (as diárias custam a partir de R$ 4.060 com pensão completa).

Interior de um dos bangalôs

Interior de um dos bangalôs (foto: Karina Cedeño)

Com uma piscina de borda infinita deslumbrante, o hotel foi idealizado como sonho do casal Paula Tonini e Bruno Caiado. Eles contam que o nome Casana transmite a ideia de se sentir em casa dentro de uma cabana – uma senhora cabana, é preciso dizer!

Piscina de borda infinita do Casana Hotel

Piscina de borda infinita do Casana Hotel (foto: Karina Cedeño)

Por dentro do Casana Hotel

As acomodações têm tamanhos a partir de 80 m² e todas contam com deque privativo de madeira, espreguiçadeiras de frente para o mar, cama king size (ou duas de solteiro), roupa de cama Trousseau de algodão egípcio com 600 fios, amplos banheiros com amenidades Granado e, por fim, uma seleção de chás que fica à disposição dos hóspedes para preparar no quarto.

Suíte do Casana Hotel

Suíte do Casana Hotel (foto: Karina Cedeño)

Com decorações diferentes umas das outras, as suítes são automatizadas com controles para abrir e fechar cortinas e
acender ou apagar as luzes. Nas Suítes Master, por sua vez, o destaque é a banheira de hidromassagem e o espaço interno com 100 m²; na Master com Piscina, o plus é exatamente a piscina privativa de borda infinita.

Ainda há Suíte Master com dois quartos, ideal para famílias. Por sinal, crianças e adolescentes também são bem-vindos no quarto com beliches que acomodam até seis pessoas e que atende com banheiro interno duplo e ainda um chuveiro ao ar livre.

Chuveiro externo da suíte

Chuveiro externo da Suíte (foto: Karina Cedeño)

 

Gastronomia refinada 

Quem comanda a cozinha do Casana é o chef Renato Machado, que após ter aulas com o restaurateur Alain Ducasse e de ter trabalhado no estrelado Oro, no Rio de Janeiro, ao lado do chef Felipe Bronze, e também no Belmond Hotel das Cataratas, em Foz do Iguaçu, trouxe sua expertise para aguçar o paladar dos hóspedes de Jeri.

Guioza de camarão tortelloni de queijo gorgonzola com purê de maçã e peixe com palmito assado e purê de banana-da-terra são algumas de suas especialidades.

Enfim, veganos e vegetarianos são contemplados com opções de tartar de legumes e lasanha de berinjela ao pesto. No café da manhã vale apostar nas tapiocas e nos pães caseiros feitos ali mesmo e no suco de uva verde com água de coco.

Camarões preparados pelo chef Renato Machado

Camarões preparados pelo chef Renato Machado (foto: Karina Cedeño)

Já o mixologista e sommelier de chás Gustavo Smolinski é quem toma conta do Bar Lounge Piscina. Pergunte a ele qualquer coisa e terá uma verdadeira aula de história, ingredientes e origens dos mais variados tipos de chás. Sem contar a possibilidade de ter aulas práticas para fazer drinques com o bartender.

 

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Aulas de kitesurf

O hotel oferece aulas pagas de kitesurfe para quem quiser aproveitar os bons ventos da Praia do Preá, com instrutores formados pela International Kiteboarding Organization (IKO) e pela Associação Brasileira de Kitesurf (ABK).

O hotel oferece pranchas e outros equipamentos para a prática do kitesurf

O hotel oferece pranchas e outros equipamentos para a prática do kitesurfe (foto: Karina Cedeño)

Isso sem contar o Kite Lounge completo com pranchas e equipamentos disponíveis para locação (vale observar que o hotel aluga equipamentos somente para velejadores com o nível 3 da IKO).

Kitesurfe

Kitesurfe (foto: Dan Baciu/shutterstock)

Portanto, durante sua estada, vai ser comum ver kiteboarders profissionais circulando pelo hotel, como o atleta Lasse Walker, que estava hospedado no Casana quando estive lá.

Agosto e novembro são os meses em que venta o tempo todo, por isso mais propícios para a prática do esporte. E lembre-se de que ir à praia para tomar sol com esses fortes ventos não é muito recomendável, sendo preferível ir durante a manhã para não ser atingido por um tempestade de areia.

Turista praticando kitesurf

Turista praticando kitesurfe (foto: shutterstock)

Por fim, outra opção que o Casana oferece aos aventureiros são os passeios de UTV com piquenique (também pago à parte).

O hotel ainda tem uma academia toda equipada e até uma sala de reunião com vista para o mar – malhar e até trabalhar pode ficar muito interessante em um lugar assim.

Viagem a convite do Casana Hotel.

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