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Mendoza: dos Andes aos vinhos

Mendoza: dos Andes aos vinhos

Conheça Mendoza em um roteiro recheado com as principais especialidades da cidade argentina, desde as vinícolas até a cordilheira

Por Samirah Fakhouri e Tarcila Ferro

Mendoza, Argentina

Vinhedos e Andes. Eis os dois grandes motivos para rumar até Mendoza, cidade aos pés da cordilheira e que é responsável por 70% de toda a produção de vinho feita no país. Saiba o que fazer em Mendoza com este roteiro de viagem. Afinal, são mais de mil bodegas que funcionam a todo vapor, sendo que uma centena delas abre suas portas para os visitantes.

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A paisagem de Mendoza é composta pelas cordilheiras

A paisagem de Mendoza é composta pela Cordilheira dos Andes (foto: shutterstock)

Além de produzir, armazenar, envazar e vender, as vinícolas em Mendoza sabem do seu potencial como atração turística, portanto, não medem esforços para seduzir cada vez mais os apaixonados por vinhos.

Sendo assim, o programa mais cobiçado por lá é fazer um pinga-pinga pelas vinícolas. Aliás, entre um gole e outro, o turista ainda pode, por exemplo, encaixar passeios de bicicleta pelas vinhas, piquenique nas plantações, sobrevoo de balão e almoço nos excelentes restaurantes das bodegas.

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Como chegar em Mendoza

A partir do Brasil, saem voos diretos de São Paulo a Mendoza, pela Gol, todas as quintas e domingos. Nos demais dias, é preciso fazer conexão em Buenos Aires. Para explorar a região é uma boa ideia é alugar carro, porém, se a intenção é aproveitar as provas de vinhos, o melhor é fechar o traslado com os operadores locais, porque a fiscalização é rígida e as multas, bem generosas.

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Parque Provincial do Aconcágua

Parque Provincial do Aconcágua (foto: Facebook/reprodução)

O que fazer em Mendoza

Encaixar três vinícolas por dia é viável, mas a visita se torna mais afobada pois os horários são sempre pontuais. Aliás, não esqueça de fazer reservas. Mas, para quem está mais na pegada slow travel pode investir em duas degustações por dia. Além disso, conciliar o passeio com o almoço é uma ótima aposta: a Familia Zuccardi e o The Vines Resort & Spa, por exemplo, têm restaurantes excelentes e a combinação passeio + refeição harmonizada com os vinhos da casa são certamente um sucesso.

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Distante pouco mais de mil quilômetros da capital argentina, a província divide sua viticultura em três regiões principais: Maipú, a 15 quilômetros, Luján de Cuyo, a 20 quilômetros e o Vale de Uco, a 80 quilômetros. O último é o mais afastado e o endereço de muitas superbodegas. Mas, o diferencial de Uco certamente é a altitude, que varia de 850 a 1.500 metros. Então os vinhos produzidos ali são mais encorpados.

O clima semidesértico e o solo fértil da província criam o ambiente adequado para o cultivo das uvas. Entretanto, apesar de o Malbec ser a estrela local, a produção de Merlot, Cabernet Sauvignon, Pinot, Syrah, Tempranillo, Torrontés e Chardonnay são expressivas.

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Vinícolas em Mendoza

Vinícolas em Mendoza (foto: shutterstock)

Passeios pelas Vinícolas

Vale a pena começar o giro pelas áreas produtoras mais próximas da cidade. Nessa linha, a Familia Zuccardi é a primeira da lista distante 33 quilômetros. Além da tradicional visita às caves e a degustação, oferece atividades como cursos de culinária, passeios de bicicleta e de carros antigos pela plantação e sobrevoos de balão. Aliás, a dica é almoçar por ali: o restaurante Casa del Visitante tem menu degustação com sete etapas harmonizado com os melhores rótulos da casa. O endereço é: Ruta Provincial 33, km 7,5.

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Em seguida, na vinícola O. Fournier você conhece um projeto arrojado e ultramoderno, já que, externamente, parece um museu de arte; por dentro, é uma bodega high tech com passarelas suspensas interligadas à sala de degustação e aos laboratórios. Aliás, por lá o visitante pode fazer seu próprio vinho. O endereço é: Calle Los Indios, s/no, Valle de Uco.

Vinícola O. Fournier

Vinícola O. Fournier (foto: divulgação)

Vinhos e gastronomia

Já no The Vines Resort & Spa o forte não é o passeio pelas vinhas, mas sim a hospedagem no hotel e o almoço no restaurante Siete Fuegos. Dessa forma, o cardápio é o destaque. A casa oferece carnes assadas em fornos a lenha, em um processo de sete passos e muitas horas, feito à vista dos clientes. Certamente é uma boa opção para uma refeição. O endereço é: Ruta Provincial 94, km 11, Tunuyán, Valle de Uco.

Vinícola com linhas futuristas, a Séptima tem diversos programas de passeio e degustação. O restaurante María fica no terraço e oferece uma vista estonteante para as Cordilheiras dos Andes. Mas, para chegar até lá, é possível comprar o tíquete do Bus Vitivinícola, que funciona no esquema hop-on, hop-off (pode subir e descer em diversos pontos). O endereço é: Ruta Internacional, nº 7, km 6,5.

Vinícola-Séptima

Vinícola-Séptima (foto: divulgação)

Bodegas por Mendoza

Catena Zapata figura entre as vinícolas que ajudaram a levar o nome de Mendoza para além das fronteiras do país. A bodega fundada pelo italiano Nicolás Catena, no século 19, deu o pontapé ao iniciar a produção do Malbec, aclamado como o “vinho dos argentinos”. Em formato de pirâmide, tem um terraço incrível no topo e uma biblioteca de enologia completa. Ou seja, o passeio é uma verdadeira aula de história sobre a produção argentina. O endereço é: Calle J. Cobos, s/no, Agrelo, Luján de Cuyo.

Vinícola Catena Zapata

Vinícola Catena Zapata (foto: divulgação)

Na Bodega Tapiz, o passeio pelo plantio é feito em uma carruagem do século 15. Durante o tour, o condutor explica sobre o solo argiloso e o clima e mostra uma criação de lhamas. A vinícola faz parte da rede Zolo que detém também o Club Tapiz, um mix de hotel com restaurante. Entre as boas pedidas do cardápio, vale apostar no bife ao alho com batatas rústicas e alecrim. O endereço é: Molina Pedro, Ruta 60 km 2.5, Maipú.

Club-Tapiz

Bodega Tapiz (foto: Samirah Fakhouri)

Explorando o centro de Mendoza

O gostoso de Mendoza é que, apesar de viver do vinho, há também outros atrativos para conhecer na região. Afinal, a cidade é uma graça, com ótimos hotéis, cassinos, restaurantes e bares animados, principalmente os concentrados ao longo da agitada Avenida Aristides Villanueva, onde a noite mendocina acontece.

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É ali que fica a cervejaria artesanal Antares com produções inusitadas feitas com mel, vinho, uísque, chocolate e até café para animar os cervejeiros de plantão. De dia, o rolê pode começar pela Plaza Independência, a maior e mais importante da cidade com várias atrações ao longo do ano. Em seguida, vá até a Plaza Pedro del Castillo, local em que a cidade foi fundada em 1561. Ao redor foram construídas as primeiras igrejas, casas e comércios.

Parque General San Martín

Parque General San Martín (foto: Samirah Fakhouri)

Mas o ponto mais interessante para visitar certamente é o Parque General San Martín, com um belo conjunto de portões moldados em ferro e esculturas espalhadas por suas largas alamedas arborizadas. O lugar foi batizado em homenagem ao grande herói nacional, José de San Martín, responsável por libertar a Argentina do domínio espanhol.

Ali há uma bela fonte inspirada nos quatro continentes e mostra a visão que se tinha do mundo na época. Além dos cantinhos relaxantes, há possibilidade de visitar o zoológico, o Museu de Ciências Naturais e Antropológicas e o Estádio Malvinas Argentina, de 1978.

Mais atrações pelo centro de Mendoza

O passeio continua com a subida ao Cerro de La Gloria para ver o monumento mais famoso em homenagem a San Martín. Ou seja, trata-se de uma escultura enorme feita pelo artista uruguaio Juan Ferrari, com várias simbologias que remetem às estratégias de batalha do general. Posteriormente, chegando ao topo do cerro, você encontrará um mirante que dá vista para Mendoza quase inteira. Portanto, é um ótimo lugar para tirar fotos, beliscar alguma comidinha e comprar suvenires, alfajores e azeites.

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Por fim, para fechar o dia, o jantar fica por conta do restaurante 1884, na Bodega Escorihuela, localizado a 15 minutos de carro do parque. Tem ambiente descontraído e delícias como polvo ao molho de páprica e filé de costela ao pesto (o valor por pessoa é 1.200 pesos, cerca de R$ 230).

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Variedade de pães no restaurante 1884

Variedade de pães no restaurante 1884 (foto: Samirah Fakhouri)

Serpenteando pelos Andes

Sem dúvida, a viagem a Mendoza só fica completa depois de conhecer o majestoso Monte Aconcágua, com seus 6.962 metros de altitude. Afinal, ele é a joia do Parque Provincial do Aconcágua, distante 180 quilômetros da cidade. O caminho é feito pela Ruta 7, estrada com 370 quilômetros que vai até Santiago, no Chile. O trajeto até o parque dura cerca de duas horas e é pontuado por 14 túneis. Entretanto, merece destaque o visual que o vulcão inativo Tupungato proporciona durante o percurso.

Mas, antes de chegar ao parque, a parada é na Puente del Inca. Ou seja, uma ponte natural esculpida pela ação do Rio Caves. Com 48 metros de comprimento e suspensa sobre o rio, a estrutura chama a atenção por sua cor amarelada, resultado da concentração de enxofre.

Puente del Inca

Puente del Inca (foto: shutterstock)

Três quilômetros à frente, é a vez de entrar no Parque Provincial do Aconcágua. Conhecido como o “Teto das Américas”, atrai montanhistas de vários países em uma das mais perigosas escaladas do mundo. Mas, turistas comuns podem aproveitar as vistas à beira da estrada ou do mirante do parque, além de poder contratar caminhadas guiadas – atenção, porém, aos males da altitude, como enjoo e tontura.

A época mais recomendada para visitação é entre novembro e março, sendo meados de dezembro a janeiro considerados o período de alta temporada. Por fim, caminhando devagar e tomando água em pequenos goles, o visitante consegue curtir algumas horinhas diante dessa majestosa montanha, que certamente vale a pena a visita.

Onde se hospedar em Mendoza

Em nossa viagem, ficamos em hotéis com localização privilegiada, vistas para paisagens incríveis e boa gastronomia. Um deles, por exemplo, é o hotel InterContinental, bem localizado ao lado do Mendoza Plaza Shopping e conhecido como um dos mais sofisticados da cidade e próximo de várias vinícolas. 

Divididas entre suítes e apartamentos, as acomodações dão vista para a cidade ou para os Andes – aliás, vale acordar cedo para ver o dia nascer entre as distantes montanhas. 

Quarto do Intercontinental Mendoza

Quarto do InterContinental Mendoza (foto: Samirah Fakhouri)

A área de lazer conta com cassino, piscina coberta, spa academia. restaurante Olivas, por sua vez, serve o café da manhã, com iluminação natural vinda dos janelões de vidro. Por fim, o Bar La Barrica tem almoços executivos e jantares regados a coquetéis, com cortes tradicionais de carne.  

O grande diferencial do hotel, porém, são os passeios turísticos guiados, com transporte (ônibus ou carro privativo). O city tour que fizemos no primeiro dia deste roteiro custa a partir de 500 pesos. Já o passeio pela cordilheira sai desde 1.500 pesos. Outros tours disponíveis levam ao Atuel Canyon (cânion que fica ao sul de Mendoza e guarda uma das mais procuradas vistas da cidadea partir d$ 1.600) e às Termas Cacheuta (hotel rodeado pela Cordilheira dos Andes, bem equipado de piscinas quentinhas, spa e cassino, a partir d$ 2.200). Para conhecer as vinícolas, há várias saídas ao longo da semana, custando a partir d$ 900. 

Hotel com gastronomia renomada

Outra opção de hotel é o The Vines Resort & Spacujo forte  não é o passeio pelas vinhas, mas sim a hospedagem e o almoço no restaurante Siete Fuegos – um verdadeiro oásis em meio ao deserto mendocino. O cardápio leva a assinatura do chef Francis Mallmann, que escolhe elementos tradicionais da culinária argentina. As carnes são assadas em fornos a lenha, em um processo de sete passos e muitas horas, feito à vista dos clientes. Almoça-se contemplando um visual cercado de montanhas e vinhedos.

The Vines Resort & Spa

The Vines Resort & Spa (foto: divulgação)

 

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