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15 destinos imperdíveis na Argentina

15 destinos imperdíveis na Argentina

Não importa quantas vezes você visite o nosso vizinho: sempre haverá uma paisagem nova esperando para roubar a cena na sua foto

Por Paulo Mancha D'Amaro

Elencamos 15 paradas indispensáveis na Argentina para você não perder nenhum detalhe do destino. Confira a seguir:

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El Chaltén

Muita gente considera a visita a El Chaltén como uma extensão da viagem a El Calafate. Afinal, ambos os recantos patagônicos ficam relativamente perto (200 quilômetros entre si) e os dois dão acesso ao belíssimo cenário do glaciar Perito Moreno. Então, por que ir a El Chaltén? A resposta está no clima de aventura do lugar.

Há as geleiras, claro, mas o vilarejo de apenas 1.600 habitantes contempla ainda os montes Fitz Roy, Torre e Chaltén, bem como o vasto Campo de Gelo Patagônico Sul. Ou seja, não faltam opções de trekking, escalada e expedições pela natureza privilegiada da província de Santa Cruz. Aliás, mesmo tendo “apenas” 3.405 metros de altitude, o Cerro Fitz Roy é um dos picos mais difíceis de escalar do mundo, almejado, por isso, pelos célebres montanhistas.

 

 

Buenos Aires

Durante décadas, a capital argentina foi conhecida como “a mais europeia das metrópoles sul-americanas”. Nos últimos 20 anos, porém, ela ganhou personalidade própria sem perder seu charme inconfundível. Inesquecível visitar o folclórico Caminito, no bairro da Boca, local que inspirou tangos e paixões. Da mesma forma, não deixe de conhecer o Museu do Boca Juniors e o estádio La Bombonera – dois ícones do futebol.

Sem falar, claro, do elegante bairro da Recoleta, dos cafés da Calle Florida, do vibrante calçadão de Puerto Madero, do formoso Teatro Colón ou do Malba – o Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires, onde figura o quadro brasileiro Abaporu, de Tarsila do Amaral.

Buenos Aires | foto: shutterstock

 

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Mendoza

Localizada no extremo oeste da Argentina, é uma região de vinhos de altíssima qualidade, responsável por 70% da produção do país e com mais de cem vinícolas abertas à visitação. Mendoza exibe dezenas de restaurantes bem cotados, incluindo o célebre bistrô 1884, do chef Francis Mallmann.

Tem mais: colada aos Andes, a província ostenta rios caudalosos, ideais para prática de rafting, cidadezinhas históricas como Uspallata e uma pequena estação de esqui chamada Los Penitentes. Ah, lembrando da Puente del Inca e o Parque Natural Aconcágua, onde se ergue a montanha mais alta das Américas, a 6.961 metros acima do nível do mar.

Mendoza | foto: divulgação

 


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Ushuaia

É o fim do mundo – no melhor sentido do termo. Graças à latitude quase polar, tornou-se destino certo de quem gosta de esportes de inverno, com uma estação de esqui das mais pitorescas: a do Glaciar Martial, a apenas sete quilômetros do centro. Enquanto isso, o complexo invernal de Cerro Castor, a 26 quilômetros da cidade, é o maior e mais famoso, tendo sediado diversas competições internacionais de esportes de neve.

Esse rincão da Terra do Fogo oferece, também, passeios para ver pinguins, lobos-marinhos e aves endêmicas do extremo sul da América. A cidade em si, por sua vez, exibe marcos históricos como o Trem do Fim do Mundo e a Praça Malvinas Argentinas.

Ushuaia | foto: shutterstock

 

Bariloche

Ela é, certamente, o mais famoso destino de inverno da América do Sul. San Carlos de Bariloche tem 130 mil habitantes, mas sua população quase triplica todos os anos entre junho e setembro, época em que as famosas montanhas Catedral e Tronador atraem gente de todo o continente.

Ali se praticam esqui, snowboard, tubbing, snowmobile… Ou seja, não faltam opções, pistas e equipamentos montanha acima. Mas Bariloche não é só neve, afinal. O local é cercado de lagos, como o Nahuel Huapi, por exemplo, que oferece diversas alternativas de lazer o ano todo – até mesmo a navegação em direção ao Chile, que fica a poucos quilômetros dali.

E o visitante também tem à sua disposição mais de uma centena de restaurantes, cafés e lojas do delicioso chocolate local.

Bariloche | foto: shutterstock

 

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San Martín de Los Andes

San Martín de Los Andes se tornou, nos últimos anos, um must para quem quer esquiar e curtir o frio de modo mais exclusivo, com menos agitação e mais glamour. Fica às margens do belíssimo Lago Lacar, quase na fronteira com o Chile. Sua estação de esqui se espalha pelas encostas do Cerro Chapelco.

Não faltam na cidade – e por todas as imediações – pequenos hotéis de charme, pousadas sofisticadas, cafés com cara de Europa e lojas de grife. Tem também as casas de chá, como a Arrayan, no topo de uma colina, com uma vista panorâmica que, certamente, já vale a viagem… Portanto, prepare a câmera do seu celular.

San Martín de Los Andes | foto: shutterstock

 

El Calafate

Localizada na província de Santa Cruz, no sul do país, El Calafate é o principal ponto de acesso ao glaciar Perito Moreno, uma das mais famosas geleiras do planeta.

Com uma frente de cinco quilômetros e mais de 60 metros de altura, a barreira de gelo é parada obrigatória, pois oferece um espetáculo quando porções se desprendem e caem na água, formando um pequeno tsunami. Além da visita de barco, dá para fazer trekking na geleira e conhecer outros glaciares, como o Upsala e o Spegazzini, por exemplo.

El Calafate | foto: shutterstock

 

Villa La Angostura

Esta é outra das alternativas a Bariloche que emergiram nos últimos anos na Patagônia argentina. A cidadezinha turística do departamento de Los Lagos, no sul da província de Neuquén, tem apenas 11 mil habitantes. Fica no setor norte do Parque Nacional Nahuel Huapi, entre as encostas das montanhas de Quetrihue, Inacayal e Belvedere. Ou seja, em um vale isolado, com ar de conto de fadas.

Além da (chiquérrima) estação de esqui do Cerro Bayo, oferece muitas opções de passeios na natureza durante todo o ano. Também é um destino internacionalmente famoso para pesca esportiva e observação de pássaros. Entretanto, não se engane com o tamanho do vilarejo: ele tem 47 hotéis e pousadas, bem como mais de cem restaurantes, cafés e bares.

Villa La Angostura | foto: shutterstock

 

Salta

Raramente visitadas por brasileiros, a província e a cidade de Salta quase sempre deixam quem vai até lá de queixo caído. Isso devido à beleza do casario colonial (a cidade foi fundada em 1582) e à natureza exuberante do noroeste argentino – que é, aliás, zona de transição entre o chaco (plano e úmido) e o altiplano andino (montanhoso e seco).

Mas a atração mais famosa é o Tren a las Nubes (Trem Para as Nuvens), uma das mais longas estradas de ferro cênicas do mundo. O passeio dura um dia inteiro e leva até as imediações do vilarejo de San Antonio de Los Cobres, nos Andes, a 4.200 metros de altitude, passando por penhascos, viadutos e bosques de montanha – não raro, em meio a uma espessa e mística neblina. Daí o nome Trem Para as Nuvens.

Salta | foto: shutterstock

 

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Córdoba

Há quem diga que esta é a mais injustiçada e subestimada metrópole da América do Sul. Faz sentido, já que a cidade de quase 1,5 milhão de habitantes (segunda mais populosa do país) é vibrante, repleta de história, arquitetura destacada e atrativos culturais.

Possui tantas universidades e escolas que, por isso, ganhou o apelido de La Docta (A Culta). Córdoba ostenta patrimônios da humanidade reconhecidos pela Unesco, como a Manzana de los Jesuítas, um conjunto de construções coloniais de rara beleza, muito bem preservadas. Isso sem contar os seus 32 museus, 25 bibliotecas, oito teatros e três observatórios astronômicos.

Todos eles, inclusive, com intensa programação de festivais e mostras o ano todo. Por isso, um destino certo para quem ama cultura.

 

 

Península Valdés

Poucos lugares no mundo são tão bons para avistar baleias quanto este recanto litorâneo argentino. A Península Valdés faz parte da Patagônia e tem uma área de aproximadamente 4 mil km² (três vezes o tamanho do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, para se ter uma ideia).

Suas falésias e enseadas são de rara beleza, mesmo no frio inverno da região. Abrigam, ainda, uma grande variedade de espécies de aves migratórias, focas, pinguins, orcas e golfinhos.

Mas o grande atrativo mesmo são os passeios de barco que levam os visitantes a alguns poucos metros das baleias-francas. Mais de 2 mil delas têm as águas de Valdés como casa em boa parte do ano, fato que garantiu à península o status de Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1999.

Península Valdés | foto: shutterstock

 

Rosário

Terra natal de Che Guevara e Lionel Messi, a terceira maior cidade da Argentina é um instigante mosaico cultural e social. Com seu amplo porto às margens do Rio Paraná, responde por boa parte da economia do país, o que lhe garantiu, ao longo dos tempos, bairros opulentos, prédios modernos e um ar muito cosmopolita.

A metrópole de um milhão de pessoas, contudo, também revela amplos e agradáveis bulevares que remontam ao início do século 20. Daí a grande elegância de Rosário, que virou atração turística independente de marcos e lugares pontuais. Não que eles não existam: se você for para lá, certifique-se de conhecer o gigantesco Monumento à Bandeira, a histórica Catedral de Rosário e o mirante 360 graus dos futuristas edifícios Torres Dolfín Guaraní 1 e 2.

Rosário | foto: shutterstock

 


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Jujuy

Diferente de tudo. Assim é conhecida a região de Jujuy, no norte da Argentina. Em vez da agitação de Buenos Aires ou Rosário, um gigantesco território desértico, com pouquíssima gente. No lugar da paisagem nevada e dos bosques de Bariloche, os tons avermelhados das montanhas áridas do altiplano andino. Ao invés dos pinguins e focas da Patagônia, as lhamas e vicunhas da fronteira com a Bolívia.

Em Jujuy, você se depara com o bucolismo dos desertos de sal, ladeados por cactos e comunidades cheias de casinhas de adobe – mas tudo muito bem preparado para o turismo hoje em dia. Imperdível, por exemplo, fazer um tour fotográfico pelo Cerro de los Siete Colores. Ou um passeio cultural pelo histórico povoado de Tilcará, notório por seus artesãos e sua gastronomia singular.

Jujuy | foto: shutterstock

 

Parque Nacional Iguazú

Um erro frequente dos brasileiros que vão a Foz do Iguaçu é esquecer-se de conhecer o lado argentino das cataratas. Oferecendo uma perspectiva completamente diferente do fenômeno natural, o “lado de lá” tem outras atrações. Não faltam hotéis de categoria internacional e até um campo de golfe nas imediações. Isso para não falar de Puerto Iguazú, a cidade mais próxima, a dez minutos de carro.

Ela tem centros comerciais, lojas duty-free, bons restaurantes especializados em carnes, feira de artesanato, cassinos e atrações culturais, como o Museu de Imagens da Selva e o Centro de Reabilitação para Aves Guira Oga, por exemplo. Para os fãs das baladas, há pubs e opções diferenciadas, como o Icebar Iguazúbar de gelo que ferve (com o perdão do trocadilho) nos fins de semana.

Parque Nacional Iguazú | foto: shutterstock

 

Tucumán

Muitas surpresas é o que reserva esta província pouco conhecida dos brasileiros. Situada no norte da Argentina, na região de transição entre o úmido chaco e as áridas serras pré-andinas, Tucumán orgulha-se tanto de sua natureza preservada – um deleite para os observadores de pássaros – quanto de sua história – ali, na cidade de San Miguel, foi escrita a Declaração de Independência da Argentina.

É obrigatório fazer os tours campo e montanha adentro (até parapente tem!) e desbravar edificações icônicas como a Casa de la Independencia, o Parque Centenário 9 de Julio e o Teatro San Martín. Detalhe: por abrigar nada menos que cinco universidades, a cidade é repleta de jovens e, consequentemente, de vida noturna.

Tucumán | foto: shutterstock

 

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