HomeDestinos5 dias em Paris: dicas de passeios, hospedagem, onde comer e muito mais

5 dias em Paris: dicas de passeios, hospedagem, onde comer e muito mais

5 dias em Paris: dicas de passeios, hospedagem, onde comer e muito mais

Um roteiro econômico por Paris, com as principais atrações e achados na cidade + dicas de restaurantes e hotéis que cabem no bolso

Por Mari Campos

Paris continua linda e acolhedora como sempre e o melhor de tudo é que há muita opção para quem quer curti-la gastando pouco. Pensando nisso, desenhamos um roteiro de cinco dias pela capital da França para mão de vaca nenhum reclamar: tem passeios gratuitos, restaurantes estrelados por € 30, bons hotéis a € 70, além de dicas para economizar nos museus, no transporte… Fantastique! Confira a seguir o nosso roteiro econômico por Paris:

 

Dia 1

Siga aquela torre! Hora de ser (re)apresentado a Paris! Peguei, de cara, um dos excelentes city tours a pé gratuitos, oferecidos pela empresa Sandeman’s New Tours – é só se inscrever antecipadamente pelo site deles (www.neweuropetours.eu) para o dia e horário preferidos. Por três horas, caminhei com um grupo de viajantes de distintas partes do planeta (em ritmo supertranquilo), sendo apresentada às suas principais atrações, que vêm acompanhadas por muitas histórias.

Eu já conhecia todas elas, mas ver a expressão de encanto e fascínio na cara dos meus companheiros de tour ao passar pela Notre-Dame, ver a Torre emoldurada pelo Sena ou descobrir os encantos de Saint-German foi quase como revisitá-la pela primeira vez. Ao final da tarde, tomei o metrô até a Torre Montparnasse, o único arranha-céu da região central de Paris, construído anexo à estação de trens homônima.

O passeio não é grátis, mas são € 15 muitíssimo bem investidos: é de lá, do último andar da torre, que se tem a vista mais bonita de Paris. Dá para ver todos os seus ícones enfileirados no skyline – palavra de quem já subiu mais de uma vez em todos os mirantes possíveis da cidade.

Estão ali, claramente visíveis do terraço panorâmico, a Torre Eiffel, o Museu dos Inválidos, o Arco do Triunfo, a Sacré-Coeur, o Pompidou, o Arco de La Défense… Subindo no final da tarde, a gente ganha o bônus de ver tudo isso emoldurado pelo pôr do sol e, logo em seguida, a cidade se iluminando com o cair da noite, num programão tipo dois em um (em tempo: existe também a opção de comprar o tíquete por € 20 e poder visitar a torre duas vezes num intervalo de até 48 horas).

A iluminação da Torre Eiffel, oh la là!, exibidona logo à nossa frente, cintila e pisca e é impossível não se juntar ao coro deslumbrado dos outros visitantes com um “ohhhhhh” quando começa.

 

Dia 2

Arco do Triunfo

Arco do Triunfo (foto: shutterstock)

Comecei o segundo dia pelo Arco do Triunfo, construído por Napoleão como um símbolo da vitória francesa. Apesar de não ser tão alto, subir ali é uma boa opção para entender como as quadras parisienses são irregulares – e vista nos dias limpos, é mesmo deslumbrante. Além disso, na parte interna, há um interessante museu sobre sua construção e a própria história francesa. Dali, desci a Champs-Elysées, a mais famosa avenida do mundo, até Place de la Concorde.

A caminhada nas calçadas superlargas e arborizadas é longa, mas bastante prazerosa, com muitas lojas e restaurantes. Antes de chegar à praça, fiz um desvio para ver de perto o belo Grand Palais e o vizinho Petit Palais, dois belíssimos exemplos da fascinante arquitetura parisiense. Quem vai com mais tempo pode – e deve! – conferir as excelentes mostras em cartaz. Passando pelo obelisco da Place de la Concordia, entrei no Jardim das Tulherias, um dos mais gostosos de Paris.

Com direito a laguinho, crianças correndo, leitores preguiçosamente instalados em suas cadeiras e muito piquenique em seus gramados, o jardim é o pretexto perfeito para um pit stop na caminhada e para o people watching – que em Paris, oui, oui!, é mesmo imperdível. Pelos portões laterais do jardim, é possível escapar do sossego idílico para o movimento da Rue de Rivoli, com seus hotéis, cafés, restaurantes e infinitas lojinhas de suvenires. É ali que fica a casa Angelina, do mais famoso chocolate quente da cidade – se não houver fila, vale entrar e deliciar-se com o chocolate, noir ou blanc, espesso e quentinho.

Museu do Louvre (foto: shutterstock)

Reabastecida, voltei ao jardim por um de seus outros portões laterais só para passar por baixo do segundo arco mais famoso de Paris, o belíssimo Carrousel du Louvre. Foi só atravessá-lo e, voilà!, lá estavam o gigante Museu do Louvre e suas inconfundíveis pirâmides bem à minha frente. Conhecer propriamente o Louvre é outra das tarefas parisienses que pressupõe muitas visitas: o acervo é enorme, espalhado por distintas alas e andares do complexo. Numa primeira vez, está perdoado em ser mais prático e ater-se à Mona Lisa, à Vênus de Milo e seu artista favorito. Caso esteja voltando, amplie seu campo e se permita perder-se nesse mundo paralelo que é o Louvre. Os € 15 do ingresso valem a pena – ou, então, vai bem saber que todo primeiro domingo do mês, de outubro a março, tem entrada gratuita.

Se seu itinerário em Paris incluir a visita a mais que três museus, compre o Paris Museum Pass, um dos melhores passes turísticos da região. Disponível em versões de dois, quatro e seis dias e com preços desde € 39, esse passe libera a entrada em mais de 60 atrações de Paris e região, incluindo Louvre, D’Orsay, Museu Rodin, Palácio de Versalhes e até o Arco do Triunfo.

Representa uma economia e tanto! Melhor ainda: com ele, a gente tem entrada diferenciada e evita as longas filas das bilheterias. Com o dia terminando, é só sair do museu pelo outro lado, às margens do Rio Sena, para instalar-se na mítica Pont des Arts. Apesar de hoje já não ostentar mais os milhares de cadeados do amor que punham em risco sua estrutura, continua sendo uma das pontes mais românticas da cidade. Nos meses quentes, muitos estudantes parisienses fazem piquenique ali mesmo aos finais de tarde, com a vista para a Notre-Dame de um lado e a Torre Eiffel do outro.

 

 

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