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Maresias: belas praias no litoral paulista

Maresias: belas praias no litoral paulista

Tour de bicicleta, mergulho em cachoeira, rapel e praias escondidas recheiam um roteiro de atrações para quem tem Maresias como destino, mas deseja ir além da sua orla

Por Tarcila Ferro

Praia de Maresias
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Foram as ondas da praia de Maresias que catapultaram Gabriel Medina à fama internacional, da mesma forma que foi Gabriel Medina que catapultou Maresias para a fama nacional. Jogar os holofotes para essa praia de São Sebastião, a 170 quilômetros da capital, foi um salto e tanto para o litoral norte de São Paulo.

Paulistana que sou, Maresias faz parte da minha memória afetiva graças ao bar e casa noturna Sirena, responsável por fazer muito jovem cair na estrada para um bate-volta cansativo (três horas só para ir). Isso lá no começo dos anos 2000. O sucesso da balada começou a se refletir no agito à beira-mar e a praia logo virou point para os surfistas, caiçaras, descolados, engomadinhos…

Então, o tempo passou e Maresias não perdeu lugar no pódio entre as melhores praias do litoral paulista. Pelo contrário, com o crescimento dos condomínios e a abertura de diversos bares, restaurantes, hotéis e pousadas, a praia pertencente ao município de São Sebastião começou a mostrar que tem fôlego para além da sua orla.

 

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Trilhas, tour de bike, cachoeiras, mirantes e cantinhos pouco conhecidos preenchem um cardápio de atrações que ajudam a expandir a dobradinha de banho de mar e espreguiçadeira na areia. Portanto, mais do que nunca, é hora de redescobrirmos lugares que, até então, achávamos que conhecíamos muito bem!

Praia de Maresias

Praia de Maresias (foto: APHM)


Como chegar a Maresias

A partir de São Paulo, o trajeto pode ser feito pela Rodovia dos Imigrantes, Mogi-Bertioga e Rodovia dos Tamoios. Independentemente de qual delas, é preciso acessar a Rodovia Rio-Santos para chegar a Maresias. A praia fica a 170 km de São Paulo, 9 km de Ilhabela, 80 km de Ubatuba, 115 km de São José dos Campos, 134 km do Guarujá e 445 km do Rio de Janeiro.

 

Quando ir

Por ser um destino de praia, o verão é altíssima temporada com muito movimento, preços elevados e temperaturas que passam de 30° C. Ou seja, ideal para quem gosta de badalação. Além disso, é a época que mais chove, mas isso não chega a atrapalhar.  Os meses de outono (março a junho) são os preferidos pelos surfistas, pois o mar apresenta mais ondulações. No inverno chove pouco, então é uma boa época para caminhadas à beira-mar e para fazer passeios. Na primavera, os dias ensolarados e as temperaturas amenas são um convite para curtir com mais tranquilidade.

 

Passeios em Maresias

Todos os passeios citados aqui foram feitos com a empresa Maresias Tur (maresiastur.com.br, WhatsApp: 12/ 99650-9051), com sede junto ao Hostel Caiçara, na Av. Dr. Francisco Loup, 500. Nossa viagem contou com o apoio da APHMBR (Associação de Pousadas, Hotéis, Bares e Restaurantes de Maresias). Com 41 associados, a associação reúne empresários do ramo hoteleiro e de serviços, que trabalham em conjunto para promover o turismo na região. Os hotéis e restaurantes mencionados são associados à APHMBR (saiba mais em praiademaresias.com.br).

 

Passeio de bicicleta

Os 14 quilômetros percorridos pelo Biketour 360° (R$ 35 por pessoa) mostram ao visitante um lado de Maresias que só os moradores conhecem. Pedalando pelo sentido contrário ao da praia, em direção à Serra do Mar, os bairros mais simples criam um contraste com as construções à beira-mar.

Biketour

Biketour (foto: Tarcila Ferro)

Pedalando ora pela rua, ora por trilhas que adentram a mata, os guias vão contando mais sobre o tipo de vegetação, a história e curiosidades do local, enquanto enfatizam as belezas, sem deixar de pontuar os problemas – é chocante escutar que Maresias não tem saneamento básico!

Poço do Caetano 

O passeio faz uma pausa no Poço do Caetano, uma piscina natural formada pelo Rio Maresias, com dois metros de profundidade e água geladíssima. Os banhos ali podem começar com um pulo das pedras mais altas ou então você pode ir se acostumando devagarinho nas partes mais rasas. Banhistas aproveitam para se sentar debaixo das quedas menores, que funcionam como uma hidromassagem natural.

Antes de qualquer mergulho, os guias dão uma geral para ver se não há cobras na água, já que o entorno de cachoeiras é um local propício para elas aparecerem. E não é que tinha uma? Logo que percebeu movimentação, ela saiu nadando e deixou os visitantes curtirem seu espaço por alguns minutinhos…

 

Em direção à praia

Depois da pausa energizante que só um banho de água gelada pode oferecer, o tour continua e segue em direção à praia. Pedalando por trechos da ciclovia e também na rua, a parada é no pontão da praia de Maresias, em um local batizado de Canto do Moreira. As bicicletas ficam ali e a caminhada é pela areia fofa até as pedras.

Subir os rochedos exige um pouco de força nas pernas e atenção em onde pisar. Ao chegar ao alto, a vista para os cinco quilômetros de praia e a para água quebrando com força nas rochas é de arrepiar. Além disso, as ondas fortes desse trecho são um prato cheio para os surfistas. Programe-se para voltar também no entardecer e ver um pôr do sol daqueles. O passeio todo leva de três a quatro horas.

Caso tenha ficado na dúvida se dá para fazer o passeio na companhia de crianças pequenas, digo que sim! Afinal, fiz todo o tour levando minha filha de 4 anos na cadeirinha da garupa – isso quer dizer que foram 17 quilos a mais. Na hora de subir as pedras é preciso ajudar os pequenos, segurando-lhes as mãos.

Subida nos rochedos

Subida nos rochedos (foto: Tarcila Ferro)

 

Maresias vista do Canto do Moreira (foto: Tarcila Ferro)

 

Para explorar: Paúba e Calhetas

Paúba e Maresias são praias vizinhas, interligadas por uma trilha de terra de pouco mais de um quilômetro. O começo da trilha é perto da sede da Maresias Tur, de onde partimos caminhando (R$ 75 por pessoa).

Trilha para Paúba

Trilha para Paúba (foto: Tarcila Ferro)

Com alguns trechos de subida, especialmente no começo, o passeio é tranquilo e as explicações do guia Guilherme sobre as espécies de plantas deixam tudo mais interessante. Quanto mais subimos, mais a beleza da região vai ganhando o horizonte. No ponto mais alto, enfim, o visual para as duas praias rende minutos de descanso e contemplação.

Mais à frente, uma área com rochedos debruçados sobre o mar virou pano de fundo para fazer rapel (R$ 60). Com apenas dez metros de altura, é uma boa oportunidade para quem nunca praticou a atividade, inclusive crianças, além de render fotos lindas.

Ao chegar a Paúba, estique até a Capela Nossa Senhora Imaculada Conceição, a duas ruas da orla, para conhecer um pouco mais dessa vila de pescadores que acabou virando um refúgio no litoral norte. Sem a badalação e o movimento de Maresias, a praia de pouco mais de 500 metros rende boas horas de preguiça à beira-mar.

Rapel em Maresias

Rapel (foto: APHM)

 

Praia de Paúba

Praia de Paúba (foto: Tarcila Ferro)

 

Conhecendo a praia de Calhetas

Mais longe, a praia de Calhetas é um verdadeiro achado. Distante dez quilômetros de Maresias, ela tem acesso apenas pela portaria de um condomínio fechado, que permite a livre entrada de pedestres, mas proíbe carros. Sendo assim, sem bolsão de estacionamento, muitos motoristas acabam parando no acostamento da Rodovia Rio-Santos, de forma irregular.

Como fui com a Maresias Tur, a van nos deixou e buscou quatro horas depois, exatamente pela dificuldade de estacionar no local. Dá portaria até a praia são 15 minutos de caminhada por uma rua asfaltada, que é fácil de descer na hora de chegar, mas cansa com a subida na volta.

 

Cachoeira de Calhetas

E ali não fica só a praia, mas também a Cachoeira de Calhetas, que, apesar de não ser boa para banho, por não ter piscina aos pés da queda, é um lugar lindo, cercado de mata, com um costão rochoso de onde despenca a água. Ótimo ponto para rapel, só que dessa vez só para quem tem um pouco mais experiência, já que são 95 metros de altura (R$ 150 por pessoa).

A praia fica a alguns metros da cachoeira. Sem infraestrutura nenhuma (ou seja, não há nem banheiro), os visitantes precisam levar água, lanche e toalhas para passar umas horinhas ali. Com a porção de areia cercada por água dos dois lados, a sensação é de estar em uma ilha. Enquanto do lado direito o mar é gostoso para banho, do lado esquerdo, a quantidade de pedras inviabiliza o mergulho.

Por fim, há um jardim na parte central com grama e coqueiros que correm monte acima. Subindo ali, a paisagem é para um mar sem fim, pontuado por algumas ilhas. Uma dela é a Montão de Trigo, visitada em um passeio de barco (R$ 265) e dona de uma série de histórias, com a que diz que ela é habitada há mais de 300 anos.

Famílias caiçaras vivem ali e se sustentam da pesca e venda de artesanato. O curioso é que só pode morar na ilha quem nasceu nela ou se casou com um nativo. Há pouca estrutura e não há eletricidade, mas seu entorno é excelente para mergulho e snorkeling, motivo de muito barcos pararem naquelas águas.

Praia de Calhetas

Praia de Calhetas (foto: shutterstock)

 

Ficar e curtir

Depois de aproveitar um outro lado de Maresias, ficar na praia e explorar todo o leque de serviços dali é uma boa. Parte do burburinho fica na Av. Dr. Francisco Loup. Ali, lojinhas de moda praia e de artesanato dividem espaço com hostels, pousadas, hotéis e um bom número de restaurantes.

É também o endereço do Beco da Mulher Maravilha – uma viela com chão de pedra e muros grafitados cheios de cor, caricaturas, imagens abstratas e frases de impacto. É a versão “feminina” do Beco do Batman, que fica na Vila Madalena, em São Paulo. O bacana é que a street art de Maresias não fica restrita apenas a esse corredor. Um grupo de 30 artistas participou do projeto comunitário Colorindo Maresias, idealizado pelos arquitetos do Studio Carlito e Renata Pascucci, que resultou em 250 murais espalhados por várias ruas locais.

 

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O Instituto Gabriel Medina também fica na avenida, em uma bela construção estampada com a foto do surfista, nascido em São Sebastião, beijando o troféu de campeão mundial. A entidade ajuda e apoia jovens que sonham em ter o surfe como carreira. Por conta da pandemia, as visitas ao espaço estão suspensas. Perto dali, a Praça Internacional do Surfe, com pista de skate e várias barraquinhas de artesanato, homenageia de novo o esporte mais adorado da região.

Beco da Mulher Maravilha

Beco da Mulher Maravilha (foto: APHM)

 

Boa gastronomia

Sem sair desse miolo, a sorveteria Rochinha é parada obrigatória no litoral norte paulista para quem gosta de sorvete de massa. Além dos clássicos, seu repertório de sabores é ampliado com opções como banana caramelada, coco com abóbora, merengue de morango, pudim de leite e pitaia, entre outras sugestões servidas em potinhos ou na casquinha e com acompanhamentos sortidos – de balas a caldas e farofas. Smoothies, açaí e tapiocas são um acréscimo ao menu, para quem quer ir além do sorvete.

Na mesma avenida, o restaurante Posto 8 foca seu cardápio em pizzas e crepes, já o Balada Mix serve PFs na hora do almoço – como o trivial filé de frango, arroz e fritas – ou então os especiais da casa, a exemplo do Salmão Philadelphia, com cream cheese e salada de quinoa.

 

Frutos do mar e jantar a dois

Aberto há três décadas, o restaurante Terral empolga tanto pelo ambiente – um mix de objetos de diferentes partes do mundo, garimpados durante as viagens de seu proprietário – como pelo cardápio focado em frutos do mar e pescados. Badejo na chapa, anchova assada e risoto com mix de camarão e marisco puxam as sugestões. Opções veganas e infantis também constam no cardápio.

Para um jantar a dois com vista para a praia, reserve uma mesa no bacanudo Guató, dentro do Hotel Mauí. Mais descontraído, o Badauê também tem endereço privilegiado de frente para o mar e ficou famoso ao apostar em comida japonesa e nas pizzas servidas à noite. Esse bem-bolado gastronômico é um espelho de como Maresias é um destino versátil e que tem muito mais do que areia e mar para oferecer. Sorte a nossa!

Merluza gratinada do restaurante Terral (foto: Tarcila Ferro)

 

Sorvetes Rochinha

Sorvetes Rochinha (foto: Tarcila Ferro)

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