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Gramado e Canela: as protagonistas da Serra Gaúcha

Gramado e Canela: as protagonistas da Serra Gaúcha

Entre os pedacinhos mais europeus do Brasil, as cidades gaúchas se firmam como destino eclético, com boa gastronomia, eventos internacionais e muita diversão

Por Thelma Lavagnoli

Ao saber da minha viagem a Gramado, minha melhor amiga questionou sobre o que eu iria fazer na cidade pela terceira vez: “Você já não conhece tudo o que tem por lá?” Minha resposta foi que, ali, repetir o programa não seria ruim, afinal, quem não gosta de comer chocolate, conhecer bons restaurantes e admirar o cenário desse pedacinho da Serra Gaúcha, a cerca de duas horas de Porto Alegre?

Contudo, Gramado e a vizinha Canela vão além de frio, fondue e jantares em frente à lareira. Aos pouquinhos, a região tem se reinventado, provando que é divertida para casais, famílias com crianças e até quem viaja sozinho. O centrinho de Gramado, cortado pela Avenida Borges de Medeiros (a principal da cidade), é uma excelente introdução à região, e se hospedar por ali pode ser mais caro, mas é uma boa opção.

No passeio, dá para visitar a Igreja Matriz São Pedro Apóstolo, de meados do século 20. Ela não é muito grande, então seu principal atrativo é o fato de ter sido construída com pedras basálticas e as estátuas dos 12 apóstolos de Jesus que adornam a praça diante dela.

Ao lado está o Palácio dos Festivais, que sedia o Festival de Cinema de Gramado (em 2016, realizado entre 26 de agosto e 3 de setembro), onde acontece a entrega do Kikito, a nossa versão do Oscar. Outra coisa que também ganhou adaptação nacional é a calçada da fama: diante do palácio, há placas no chão com assinatura de Antônio Fagundes e outros atores brasileiros.

E em Gramado, não precisa andar muito para decidir que já é hora do primeiro café ou chocolate quente do dia (daqueles bem encorpados). Portanto, basta atravessar a avenida para chegar à Rua Coberta, com diversos cafés, restaurantes e lojinhas. É bem turística? É, mas os preços não são tão mais altos que no restante da cidade; o único problema é que os lugares são disputados – principalmente em dias de chuva, no inverno ou durante o Natal Luz, quando a via ganha decoração especial.

A área central compreende ainda uma série de lojinhas de roupas, acessórios, suvenires e, claro, sapatos. Ali tem a Panvel, a rede de farmácias da região Sul com linha própria de cosméticos. O que também tem aos montes são as lojas de chocolates. As principais marcas da região são Prawer, Caracol, Florybal e Lugano, com pelo menos algumas décadas de tradição.

Fondue do Restaurante Colosseo (Foto: divulgação)

Fondue do Restaurante Colosseo (Foto: divulgação)

A Lugano, inclusive, administra o Mundo de Chocolate, ainda na Borges de Medeiros. Da Torre Eiffel ao carro do Mr. Bean e o Taj Mahal, o espaço reúne mais de 200 esculturas feitas com a guloseima. Há uma pirâmide de chocolate fosco para evidenciar sinais de deterioração, um trecho da Muralha da China que é a peça mais pesada do local, além da icônica torre francesa, que levou 110 horas para ser concluída, pesa 800 quilos e conta com, aproximadamente, 1.500 parafusos de chocolate.

Ainda a pé, vale seguir até a Praça das Etnias. Muito conhecida pela área da forneria, onde diversas comunidades gaúchas se revezam para vender cucas, pães e outras delícias gastronômicas. O melhor? É tudo bem baratinho: com R$ 10 dá para provar o pão com linguiça, a minicuca de doce de leite e ainda levar uns biscoitinhos para casa – pagamento só em dinheiro!

Ali também está a Casa do Colono, loja que aumenta o número de opções engordativas à disposição, com embutidos, geleias, biscoitos, além do tradicional chimarrão – bebida tradicionalíssima feita com erva-mate e água bem quente. Se calhar de viajar e estiver aquele friozinho em que os termômetros registram menos de 10 °C, melhor não fugir do clichê mais saboroso da região e se programar para uma noite de fondue.

No Restaurante Colosseo, a Sequência de Fondue na Pedra custa R$ 89 por pessoa, mas você come à vontade. Ela in-clui a tradicional de queijos, com diversos tipos de pãezinhos; as carnes (como filé mignon, picanha e frango) para cozinhar na pedra, que chega bem quente à mesa para que você mesmo prepare sua refeição; além, é claro, da fondue de chocolate para a sobremesa.

Snowland (Foto: divulgação)

Snowland (Foto: divulgação)

Diversão em grande escala Quando o assunto é diversão, tem um endereço que é cada vez mais sinônimo de Gramado: o Snowland, parque de neve indoor com 16 mil m², a seis quilômetros do centro. Com menos de três anos de funcionamento, teve investimento de R$ 60 milhões e se tornou um dos grandes atrativos locais. Ele tem capacidade para receber mais de 3 mil pessoas por dia, e o valor do ingresso, disponível a partir de R$ 89, varia de acordo com a idade do visitante e a temporada.

Primeiro contato de muitos brasileiros com esportes de inverno, funciona o ano todo e está dividido em duas áreas. O Vilarejo Alpino compreende minicentro comercial, pista para patinação no gelo, simulador 7-D e praça de alimentação – tudo com decoração e arquitetura que remetem aos Alpes Suíços. A outra é a Montanha de Neve e, para ter acesso, o visitante precisa vestir uma roupa térmica disponibilizada pelo parque (já no valor do ingresso), pois a temperatura do ambiente é baixa, entre -3 °C e -5 °C.

Prática de Snowboard (Foto: divulgação)

Prática de Snowboard (Foto: divulgação)

Ali, é normal ouvir gritinhos animados de quem se aventura na pista de 120 metros para praticar esqui ou snowboard. Você pode alugar o equipamento no local, por R$ 60, e quem não é muito familiarizado paga R$ 130 para ter direito também à aula com os instrutores. Já o tubing é uma espécie de boia em que o visitante senta, segura nas bordas e desliza pista abaixo. Simples assim, é uma opção que não exige experiência nem gastos adicionais.

Por outro lado, provando que clássicos ostentam o título por um motivo, o Mini Mundo segue como uma das atrações mais visitadas da cidade, mesmo depois de décadas desde sua fundação. É praticamente uma cidade em miniatura, que reúne réplicas de construções de diversas partes do mundo, além de ferrovia, aeroporto, barcos, carros e até uma ciclofaixa recém-inaugurada – quase tudo 24 vezes menor do que a realidade.

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Mini Mundo (Foto: Thelma Lavagnoli)

A reprodução do Castelo de Lichtenstein é uma das mais populares, junto com a do Museu Paulista, que tem 171 janelas e 84 portas como o prédio original. Cheias de detalhes, as obras rendem fotos divertidas! Quando chegar, procure o Nelson, que, diariamente, faz visitas guiadas com direito a piadas, curiosidades e dicas de onde fazer os tais cliques com ilusões de ótica.

Ele contou que são mais de 17 pontos, mas esse número sempre aumenta. Enquanto isso, fotografava uma família que aparentava estar menor do que a réplica em miniatura da Igreja Matriz de Santo Antônio, de Tiradentes (MG). Foi impossível não sorrir com a cara de espanto do garoto de 8 anos ao ver a foto no seu smartphone.

Parque do Lago Negro (Foto: divulgação)

Parque do Lago Negro (Foto: divulgação)

Se o tempo estiver bom, dá para esticar o passeio até o Parque do Lago Negro, a cerca de dois quilômetros de distância. Após um incêndio que arrasou a imensa mata na região, Leopoldo Rosenfeldt criou o lago, decorando os arredores com árvores importadas da Floresta Negra da Alemanha – o nome, portanto, não é por conta das águas.

Um passeio a pé pelas margens, repletas de hortênsias durante o verão, rende belas fotos e não custa nada. Também há a opção de entrar na água a bordo dos pedalinhos em formato de cisne, mas nesse caso é preciso desembolsar R$ 20 para duas pessoas.

Ao ar livre

Eu estou entre as muitas pessoas que torcem o nariz ao falar de zoológico, mas o Gramado Zoo é muito interessante e vai contracorrente do que se espera de muitos desses locais, pois aqui os bichinhos colaboram para a educação ambiental. Tem araras vítimas do tráfico, onça-pintada que era mantida em lugar irregular e coruja que ficou com uma asa só depois de ser atingida por um tiro de chumbinho. São mais de 1.500 animais da fauna brasileira que estão aqui porque foram apreendidos, vítimas de algum tipo violência, ou nasceram em cativeiro e não se adaptariam à natureza.

No lugar das jaulas, há espaços com vidros blindados e viveiros de imersão reproduzem o habitat das espécies. Em todos, os animais têm um ponto de fuga, área que o público não consegue ver. É uma forma de respeitá-los e, por isso, é preciso entender que talvez você visite o local, mas não consiga ver o pinguim, por exemplo, pois ele se esconde depois de ser alimentado.

Gramado Zoo (Foto: divulgação)

Gramado Zoo (Foto: divulgação)

Há plaquinhas espalhadas por todos os lados, explicando de onde é cada animal, se está ou não em extinção, detalhes sobre sua alimentação e outras informações. O trajeto pelo zoológico pode ser feito a pé, por um caminho pavimentado, seguindo a sinalização sem acompanhamento de um profissional. Contudo, quem gosta de ouvir explicações pode se programar para ir ao local aos sábados, quando acontece visita guiada – geralmente por um dos biólogos ou veterinários que trabalham no local – sem custo adicional ao valor do ingresso (R$ 54 para adultos).

Aproveitando que o local fica em Várzea Grande, bairro mais afastado do centro, vale a pena combinar ao passeio uma visita ao Le Jardin Parque de Lavanda, com acesso gratuito – de carro, são apenas cinco minutos desde o zoo. Esse é um espaço para passear, observar o jardim que permanece florido o ano todo, com diversas espécies de plantas, independente da floração das lavandas entre outubro e dezembro. O lugar conta, ainda, com estufas abertas ao público, loja temática que comercializa cosméticos e outros artigos inspirados na flor que dá nome à atração e um pequeno café.

No meio do caminho

Na maioria das vezes, Gramado e Canela até parecem um só destino. Vizinhas, as cidades se complementam, afinal, estão a menos de dez quilômetros de distância. Para ir de uma a outra, há várias alternativas: o táxi sai por cerca de R$ 45, mas há ainda a opção de contratar tours (privativos ou em grupo) com a Brocker Turismo, a partir de R$ 59, ou então utilizar o Bus Tour. No último caso, o visitante compra uma passagem por R$ 59 e pode utilizálo durante o dia todo para circular, no esquema hop-on e hop-off, ou seja, embarca e desembarca quantas vezes quiser.

No caminho entre as duas cidades, pela Avenida das Hortênsias, estão algumas atrações que fogem do perfil tradicional associado à região – quem espera encontrar estátuas de Albert Einstein, heróis da Marvel e artistas como o coreano Psy na Serra Gaúcha? O Museu de Cera Dreamland reúne diversas peças inusitadas como essas e, durante a alta temporada, há filas na porta para entrar.

Bus Tour (Foto: divulgação)

Bus Tour (Foto: divulgação)

Outro programa diferente é o Super Carros Gramados, endereço com dois andares dedicados à paixão auto-mobilística. Ele reúne modelos-desejo da Lamborghini e outros fabricantes tão famosos quanto, games, simulador de Fórmula 1 e bar temático. Lá, dá até para fazer test drive de carrões, como uma Ferrari F355 Gallardo – basta estar disposto a desembolsar R$ 390 por um percurso de pouco mais de oito quilômetros.

Ainda na mesma avenida está o Reino do Chocolate, espaço temático com diversos ambientes e objetos ligados à produção do doce e uma das lojas mais visitadas da marca Caracol – o ingresso custa R$ 10. O pozinho para fazer o chocolate quente da região é bem gostoso e pode ser uma ótima opção de lembrancinha, além das tradicionais barrinhas e bombons. A via abriga, também, o Café Colonial Bela Vista, um dos endereços mais tradicionais da cidade para provar o famoso café da tarde. Com preço fechado, a partir de R$ 75, serve cerca de 80 opções de quitutes, entre pães, bolos, embutidos e até apfelstrudel. Não há regime que resista!

Mundo a Vapor (Foto: divulgação)

Mundo a Vapor (Foto: divulgação)

E a poucos minutos dali, um prédio chama atenção pelo grande trem “caído” diante da fachada. É a reprodução de um trágico acidente que ocorreu na França, em que uma locomotiva desgovernada atravessou uma parede e ficou pendurada a 12 metros de altura. Apesar dessa história não ter tido um final feliz, em solo gaúcho, ela serve como atrativo na entrada do parque Mundo a Vapor e é cenário para fotos de muitas famílias.

Como o nome pode sugerir, o local reúne cerca de 20 máquinas, fábricas e usinas em miniatura que funcionam a vapor. A maior parte foi feita pelos irmãos Omar e Benito Urbani, há muitos anos (a primeira é da década de 1950), de maneira informal, sem escalas precisas, estudos oficiais ou muitas referências. O relógio a vapor, por exemplo, é um dos únicos no mundo e foi criado apenas com base em um cartão-postal do relógio de Vancouver. Outro destaque é a Fábrica de Papel que, dizem, é a menor do mundo em plena atividade.

Vale lembrar que manter tudo funcionando exige muita manutenção e, se algo quebra, não há um lugar para comprar as peças, então os profissionais do parque precisam criar uma substituta a olho. É impossível não se impressionar com moinhos, compressores, serrarias ou usinas que, ali, funcionam sem energia elétrica. O passeio leva cerca de uma hora se o visitante ouvir as explicações disponíveis sem pressa. Além disso, aqueles que viajam com crianças devem aproveitar mais alguns momentos na parte externa do Mundo a Vapor, que conta com circuito de trilhos para um passeio de trem com duração de, aproximadamente, três minutos – os pequenos adoram.

Catedral de Pedra (Foto: Thelma Lavagnoli)

Catedral de Pedra (Foto: Thelma Lavagnoli)

Já no centro de Canela propriamente dito, praticamente tudo tem como ponto de referência a Catedral de Pedra. Inaugurada oficialmente em 1987, ela tem 65 metros de altura, estilo gótico e é revestida com pedra basalto. O interior não é lá muito impressionante, mas a parte externa rende ótimas fotos (foi, inclusive, uma das mais curtidas no nosso Instagram: já segue o @revistaviajar?).

Seus arredores guardam – adivinhem! – mais lojas de chocolates, butiques e restaurantes. Entre eles, o Empório Canela, mistura de bar, restaurante, livraria, sebo e lojinha de decoração – muitas das almofadas, dos quadrinhos e antiguidades que fazem parte do ambiente retrô estão à venda. Tudo escolhido a dedo pelos proprietários Fernanda e Rafael, que diariamente estão no local atendendo os clientes. Dá para almoçar e provar pratos como o filé recheado com queijo brie, risoto de aspargos frescos e mix de cogumelos. É bem servido e custa R$ 59,90.

Uma alternativa é fazer a pausa para refeições mais leves. O cardápio também tem sanduíches, mais de dez opções de café, seleção de caipirinhas, chocolates e sucos. Contudo, o endereço em frente à Catedral não foi suficiente e o casal resolveu criar o Magnolia, em um casarão supercharmoso de 1958, na Rua Dona Carlinda. Com foco em cinema, o restaurante tem uma salinha de projeções que, três vezes por semana, exibe, gratuitamente, longas como Casablanca.

A programação inclui, ainda, apresentações de bandas, brunch uma vez por mês e baladinhas com um DJ que só toca vinil. O foco na sétima arte se estende à decoração – o ambiente tem um ar meio O Grande Gatsby – e ao cardápio. O drinque Fellini leva Aperol, vodca, água de coco e suco de limão (R$ 18); e a sobremesa Brigite é uma fondue de chocolate com Baileys para compartilhar (R$ 28). Entre os pratos principais, provei o pappardelle com carne, molho de mostarda e conhaque (R$ 48).

Fora do miolo central, a sete quilômetros, Canela apresenta alguns programas ao ar livre bem interessantes, como a Cascata do Caracol. O turista tem duas opções para observar a queda d’água de 131 metros: pelo Parque Estadual do Caracol ou então fazer o passeio dos Bondinhos Aéreos – Parques da Serra, que leva cerca de uma hora. Na primeira alternativa, há diversos pontos de observação e trilhas em meio a áreas de mata preservada – contudo, a escada que leva de fato aos pés da cascata está fechada para obras.

Emporio Canela (Foto: divulgação)

Emporio Canela (Foto: divulgação)

Os bondinhos fazem um trajeto que dura pouco mais de uma hora e passa por três estações. A primeira delas é a central, com área de alimentação e acesso à tirolesa (paga à parte). A segunda, a 250 metros da base da cascata, tem como destaques a trilha em área nativa e a sala com esculturas de madeira que reproduzem a aparência e também o som dos animais. A parada final é diante da cascata, com a melhor vista dela para fotos. Para adultos, esse passeio custa R$ 39.

Para terminar o dia, se o tempo estiver firme, vale a pena ir à Cervejaria do Farol. Ela tem uma torre ótima para observar o entardecer – são 137 degraus, mas a vista compensa. Além disso, o local é a prova de que a Serra Gaúcha pode até ser famosa pelos vinhos, mas como uma região de origem alemã, também tem boa produção de cervejas. Vale a pena fazer o tour com degustação: por R$ 15, o visitante conhece as diversas etapas de fabricação e ainda prova quatro tipos da bebida. A seleção vária bastante e, durante o inverno, compreende uma Pilsen (única que é fixa e está disponível em qualquer época do ano), Red Ale, entre outras.

E como beber e dirigir nunca é uma boa combinação, a cervejaria oferece serviço de traslado cortesia de ida e volta aos hotéis da região para seus clientes durante a noite. Já o Bistrô da Lu tem se tornado referência em refeições mais elaboradas. Aberto aos finais de semana, tem menu com entrada e prato principal para o almoço (de R$ 69 a R$ 75) e degustação com cinco etapas no jantar (R$ 98).

A chef Lú Diehl conta que o menu costuma mudar de acordo com a disponibilidade dos ingredientes. Entretanto, sempre que possível, ela serve um peixe ou fruto do mar, filé (que é uma carne democrática) e, no último prato, costuma surpreender. Para ter uma ideia, provei uma de suas criações com carne de javali.

Terrinha de surpresas

Quando achei que a região já tinha me surpreendido o suficiente, deparo-me com homens gigantes, dinossauros, animais e seres místicos. Assim mesmo, tudo junto e misturado, no Parque Terra Mágica Florybal, que reúne mais de mil esculturas espalhadas por uma área de mata nativa.

Das primeiras que encontramos durante o passeio, o Guardião da Floresta é também uma das mais impressionantes, com 11 metros de altura. Ele simboliza proteção à flora e é um mirante com vista para grande parte da propriedade. São dois quilômetros de trilha e o cenário divertido é a reprodução do mundo imaginário que marcou a infância do fundador da marca Florybal Chocolates, Valdir Cardoso, que administra a propriedade.

Em uma área de 67 mil metros, o parque tem, ainda, simulador de montanha-russa, cinema 7-D, tobogã de 70 metros em meio à mata, apresenta-ções com bonecos, teatro, playground com camas elásticas, minitrenzinho e piscina de bolinhas, além de restaurante, lanchonete, lojinha e enfermaria.

Alpen Park (Foto: divulgação)

Alpen Park (Foto: divulgação)

Há cenários curiosos, como uma caverna de cristais e o Território dos Dinossauros, com bonecos que emitem sons e se movimentam – ali, uma das atrações extras é o Voo do Pterodáctilo (um teleférico com cem metros de extensão, sob as asas de um dinossauro) por R$ 10. O parque está mais afastado dos pontos centrais de Gramado e Canela, mas oferece transporte gratuito de ida e volta a partir das diversas lojas Florybal das duas cidades.

Com outro perfil, o Alpen Park reúne diversas atrações emocionantes. Entre elas, a maior montanha-russa de aço do Rio Grande do Sul, que tem percurso de 438 metros e áreas para a prática de rapel, tirolesa e arvorismo, além de muro de escalada. É possível comprar ingressos individuais para cada brinquedo ou passaportes que combinem mais de um com valor reduzido. Assim, Gramado e Canela quebram mais alguns estereótipos e provam que são tranquilas apenas se o visitante quiser.

 

 

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