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A Inglaterra de Shakespeare

A Inglaterra de Shakespeare

No 400º aniversário da morte do dramaturgo, seguir os seus passos é uma viagem criativa

Por Cristiane Sinatura

Aqueles chegados em uma conspiração dirão que William Shakespeare não foi o verdadeiro autor das peças atribuídas a ele. Alguns mais radicais podem até defender que o dramaturgo inglês sequer existiu. Pois desde 1999, o ex-ator Declan McHugh se dedica a explorar o centro financeiro de Londres à frente de um tour guiado, expondo provas da vida do Bardo – que teria circulado por aquelas mesmas ruas na virada do século 16 para o 17.

Entre uma explicação e outra, McHugh declama versos de seu ídolo, sobre o qual mantém um acervo de 800 publicações. Ele próprio planeja lançar um livro sobre a “Londres de Shakespeare”, resultado de toda a vasta pesquisa que embasa o seu walking tour.

Shakespeare, afinal, demanda imaginação. Já era assim na sua época, quando a maioria das peças era apresentada sem cenários nem figurinos e os papéis femininos tinham de ser obrigatoriamente vividos por atores jovens. E continua assim ainda hoje, quando se busca ver a Inglaterra em que ele viveu ou entender sua vida e obra.

De toda sua carreira, não restam manuscritos originais, mas o First Folio, livro publicado por dois amigos depois da morte de Shakespeare, registra 37 peças de sua autoria. Da sua vida pessoal, há cerca de 20 documentos, como os registros de batismo e óbito, compra de imóveis e testamento.

Palco do Globe Theatre (Foto: divulgação)

Palco do Globe Theatre (Foto: divulgação)

Há dois anos, a Inglaterra comemorou com eventos especiais os 450 anos do nascimento de seu “poeta nacional”, em 23 de abril. Agora, em 2016, o país tem nova programação para marcar os 400 anos da morte dele – exatamente na mesma data. É o momento de celebrar um legado: ele encabeçou uma fase muito profícua das artes dramáticas na Inglaterra, conhecido como teatro elisabetano, e da própria língua inglesa, à qual acrescentou cerca de 3 mil novas palavras. Shakespeare – o Bardo, contador de histórias – tinha o dom de entreter todo o povo igualmente, dos pobres aos ricos, que iam ao mesmo lugar em busca da mesma diversão: o teatro.

Declan, o ator guia, está certo, enfim. Ninguém fictício poderia construir um legado dessa magnitude. Basta circular pela Inglaterra de mente e olhos abertos para ver a vida e a obra de Shakespeare se materializarem – seja em Londres, onde ele fez fama e dinheiro no teatro; seja em Windsor, cenário da única peça a se passar no Reino Unido daquele tempo; seja em Stratford-Upon-Avon, onde ele nasceu e morreu.

  • A reportagem completa está disponível na edição 81 da revista Viajar Pelo Mundo.