HomeDestinosAmérica do SulDois dias na Ilha de Marajó: veja o que fazer

Dois dias na Ilha de Marajó: veja o que fazer

Dois dias na Ilha de Marajó: veja o que fazer

Esticada indispensável para quem está em Belém do Pará, a ilha é uma bela e impactante introdução à Selva Amazônica

Por Thelma Lavagnoli

A Ilha de Marajó, no Pará, é pedaço bem especial encravado na mais densa floresta tropical do mundo, com o plus de ter sua paisagem pontilhada de mangues. Algo completamente único no nosso país. Maior arquipélago flúvio-marítimo do planeta, banhado pelo Oceano Atlântico e pelos rios Amazonas e Tocantins, a ilha é maior que países como a Bélgica e possui o mais vasto rebanho de búfalos do Brasil. 

A dica para quem vai passar dois dias ali é concentrar a viagem em Soure, principal cidade da ilha (ao todo são 12). Para chegar a partir de Belém, os viajantes contam com os eficientes catamarãs de alta velocidade da empresa Tapajós Expresso Hidroviário, que partem ao lado da Estação das Docas e fazem a travessia em duas horas até Soure (bilhetes podem ser comprados pela internet, a partir de R$ 48). Os barcos são modernos, com bar, televisão e Wi-Fi.   

Nos primeiros minutos em Marajó, você vai perceber que o pavimento nas ruas é raro, que as motos são o meio de transporte mais comum (muitos mototáxis se oferecem para levar os visitantes do porto até o hotel) e que os búfalos circulam tranquilamente como donos do pedaço.  

Como o calor é sempre persistente na região, nada melhor que começar o passeio pelas praiasBarra Velha, a cerca de três quilômetros do centro da cidade, tem acesso fácil e é uma bela introdução às belezas naturais marajoaras. Aqui, árvores com raízes e caules à mostra surgem no meio da areia e as águas são mais escuras (isso acontece porque a maioria das praias combina mar e rio). E em algumas épocas, como o inverno, a maré costuma subir e deixar a vegetação de mangue ainda mais aparente. Na hora de colocar o pé na água, fique atento às arraias. Para evitar um pisão indesejado, caminhe sempre arrastando os pés, principalmente nas partes mais rasas. 

Praia da Barra Velha

Para conhecer mais da famosa cerâmica da região marajoara, vale esticar até o Ateliê Arte Mangue Marajó, misto de loja, oficina e escola de produção de cerâmica, que funciona sob a direção de Ronaldo Guedes, um dos artistas mais conhecidos do Pará. Além de ver belos vasos, esculturas e adereços, o visitante pode fazer sua própria peça em (aula paga à parte) – ele molda e finaliza com a pintura.  

Seguindo a linha de experiências típicas, a Fazenda São Jerônimo rende pelo menos meio período de diversão. O espaço serviu de cenário para a novela global Amor, Eterno Amor, de 2012, e a terceira edição do reality show No Limite. Hoje, é famosa por oferecer tours de barcotrilhas em meio a áreas de mata preservada e passeios de búfalo. Também faz parte das atividades oferecidas passeio de canoa e caminhada pela passarela de madeira rodeada por cenários de mangues.  

Para conhecer mais da vida do marajoara, nada melhor que entrar em suas comunidades. A Praia do Pesqueiro, a dez quilômetros de Soure, é uma bela introdução à região, com casinhas em estilo palafita de cor rosa, azul e verde, que ficam ainda mais vivas e enfeitadas durante a época do Círio de Nazaré, em outubro. A praia soma quatro quilômetros de areias claras e telhadinhos de sapé fazem as vezes de guarda-sóis. Passeios de búfalos, canoa e trilhas ecológicas também são ofertados ali.  

Peças do Ateliê Arte Mangue Marajó

Já a Vila do Céu é um local ainda intocado, acessado por uma barquinha. Há um restaurante que só abre com agendamento prévio e que funciona de forma colaborativa: são os próprios moradores que atendem os turistas. Tudo bem casual.  O PF dali é feito com peixe da região (filhote ou dourado, que vivem em água salobra), arroz, feijão e farofa. Dá para passar a tarde tomando cerveja, enquanto se curtem a praia e as dunas combinadas com a cor do mar dessa ilha incansavelmente mágica.  

Quando ir 

De julho a dezembro, chove menos e as temperaturas ficam perto dos 30 °C na Ilha de Marajó. Por se tratar de uma região amazônica, chove bastante e o calor é constante, por isso o ideal é evitar o período de verão 

Onde se hospedar 

Hotel Casarão da Amazônia Em um casarão do século 19 reformado, possui apenas dez acomodações. Diárias a partir de R$ 260. Quarta Rua, 626, Soure, casaraoamazonia.com.br 

Onde comer 

Bar e Restaurante Patú-Anú Ambiente simples, boa opção para conhecer a culinária local e experimentar filé de búfalo com queijo Marajó e receitas com os pescados da região. Travessa 14, 667, Soure.
 

Leia também:

Belém do Pará: uma obra-prima da Amazônia

Veja dicas de hotéis e pousadas em Belém do Pará

Compartilhar: