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Campanha Gaúcha: os Pampas de Baco

Campanha Gaúcha: os Pampas de Baco

Em um roteiro de cinco dias a partir de Uruguaiana, descobrimos um pedacinho ainda inexplorado do Rio Grande do Sul. Vinícolas tradicionais e familiares compõem uma viagem na medida para quem quer sentir na ponta da língua o potencial dos vinhos brasileiros

Por Samirah Fakhouri

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Vinhedos, chimarrão, churrasco no estilo fogo de chão e um horizonte que parece não ter fim. Assim é a Campanha Gaúcha, na região dos Pampas, que abraçam uma grande porção do Rio Grande do Sul e se estendem até a fronteira com o Uruguai e a Argentina. Apesar de pouco conhecidas ainda, as vinícolas da Campanha têm tudo para ganhar as taças dos apaixonados por vinhos. Isso porque, por lá, o solo rico em granito e calcário, marcado por verões quentes e secos e invernos frios, dá às uvas mais estrutura, o que se traduz em tintos bem encorpados e equilibrados.

Esse pedaço dedicado às tradições pampeiras e à vitivinicultura pode ser desvendado no roteiro a seguir. Bem amarrado, ele costura sete das 14 cidades que formam a Campanha. Ao longo de cinco dias, demos check em Uruguaiana, Itaqui, Santana do Livramento, Dom Pedrito, Bagé, Pinheiro Machado e, enfim, Candiota. É um mergulho no interiorzão do Rio Grande do Sul, explorando um terreno que nem sempre entra no mapa do viajante, mas que encanta pelo clima acolhedor e rústico. Boa parte das vinícolas oferece visitas guiadas pela produção, incluindo degustação, bem como atividades que vão além das uvas. O clima campestre comanda as refeições ao ar livre, a observação de estrelas, o passeio de charrete, as trilhas e a contemplação do entardecer.

Campanha Gaúcha

Vinícola Guatambu (foto: Júlio Soares)

Prepara!

A melhor forma de chegar à região é voando de Porto Alegre até Uruguaiana, em um trajeto de cerca de uma hora e quarenta e cinco minutos. Quem for dirigir, entretanto, encara 634 km de estrada. Uruguaiana serve como porta de entrada para o roteiro e fica a pouco mais de uma hora da vinícola Campos de Cima, em primeiro lugar no nosso circuito. Nossos pernoites, contudo, foram em Santana do Livramento e Bagé.

Reserve pelo menos quatro noites na região. Afinal, é bom saber que as vinícolas são bem distantes umas das outras, o que exige deslocamentos longos. E torna o carro ou a van de excursão imprescindíveis, aliás. Quem deseja provar vinhos em todas as vinícolas, deve contratar uma agência local para os passeios, assim pode beber sem se preocupar com a estrada.

Diferentemente da Serra Gaúcha, em que a rota do enoturismo já é toda desenhada, na Campanha o segmento ainda está se organizando. Por isso, ter um roteiro pré-montado faz toda a diferença na hora de explorar a região. Sendo assim, prefira as bodegas que conciliem os passeios com refeições, para ganhar tempo.

A colheita acontece de janeiro a março, no verão. Na primavera, a região fica especialmente bela e o clima ameno convida para passeios ao ar livre. Enquanto isso, de maio a agosto, o outono e o inverno são lindos; mas também gelados, ideais para degustar o resultado da vindima.

Dia 1

Campos de Cima, em Itaqui

Melhor start, impossível: a vinícola Campos de Cima fica a pouco mais de uma hora de Uruguaiana e conta com bons tintos. Sua história une três mulheres e o sonho de produzir vinhos finos. Quem toca o negócio são a mãe Hortência Ayub e as filhas Manuela e Vanessa. As primeiras videiras foram plantadas em 2002, com cepas vindas da França e da Itália. Desde então, a fazenda centenária da família Ayub, antes dedicada apenas à pecuária, passou a investir também na vitivinicultura. A vinícola foi aberta em 2008, em uma construção moderna e cheia de charme.

O passeio começa por um tour na propriedade; em seguida, visita os parreirais e finaliza com a degustação. As provas são feitas a partir de dois rótulos da casa. Grupos acima de dez pessoas podem escolher até quatro tintos e ainda um espumante. Enfim, a visita fica completa com um almoço ou jantar com pratos típicos da região (apenas para grupos acima de 20 pessoas). No entanto, para prolongar a experiência, o viajante pode reservar a Wine House. A casa de dois quartos para até quatro pessoas conta com cozinha equipada e churrasqueira fogo de chão.

Rodovia BR-472, km 481, trevo de acesso a Itaqui, camposdecima.com.br

Onde ficar

Como a próxima vinícola fica a 300 km de distância, faça o pernoite na cidade seguinte, em Santana do Livramento, lugar com maior número de bodegas do roteiro. Assim, reserve duas noites na cidade. Ali, a opção é o Confort Fronteira Hotel, com quartos simples, mas confortáveis. Conta com piscina e academia. Café da manhã, Wi-Fi e estacionamento estão inclusos nas diárias. Av. João Belchior Goulart, 2.070, Santana do Livramento. Para conferir fotos e diárias, clique aqui.

Fachada do Campos de Cima

Vinícola Campos de Cima (foto: Júlio Soares)

Dia 2

Pueblo Pampeiro, em Santana do Livramento

A história da vinícola Pueblo Pampeiro remete ao começo do século 20, quando a família Obrakat deixou a Alemanha para fugir da guerra. Instalados em um amplo terreno entre o Uruguai e o Brasil, os imigrantes começaram a produzir leite, queijos e vinhos de laranja. Então, quase 100 anos depois, a quarta geração da família se uniu ao enólogo uruguaio Javier Michelena para iniciar a plantação das videiras, focando em cultivo orgânico e caseiro. O produto considerado o carro-chefe da Pueblo Pampeiro é o Indómito, um tipo licoroso inspirado nos vinhos fortificados europeus, sobretudo o do Porto.

Além disso, a vinícola também capricha na produção caseira de geleias, que são servidas em uma grande mesa de madeira durante a degustação. Portanto, programe-se para passar o dia ali, unindo a prova de vinho com almoço e caminhadas para curtir a natureza da região. É possível fazer o pernoite no casarão colonial da propriedade, aliás.

O desafio é chegar, já que a estrada que vai de Santana do Livramento até a zona rural da cidade é de terra, rendendo quase uma hora de sacolejo no carro. A vinícola também disponibiliza transporte a partir de Santana, desde que agendado com antecedência. Av. Sete de Setembro, pueblopampeiro.com

Selo de autenticidade

Os vinhos brancos, rosados, tintos e espumantes produzidos na região da Campanha Gaúcha agora contam como selo de Indicação de Geográfica (IG). Ou seja, apenas produtores estabelecidos nessa região e que sigam as normas técnicas de cultivo e comercialização podem utilizar a indicação geográfica no rótulo de seus produtos. Na prática, é uma conquista e tanto para as vinícolas da Campanha Gaúcha.

Vinícola nos Pampas

Transporte a partir de Santana (foto: Júlio Soares)

 

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Dia 3

Cordilheira de Sant’Ana, em Santana do Livramento

Reserve a manhã para a Cordilheira de Santa’Ana, vinícola sonhada pelo casal de enólogos Rosana e Gladistão. A propriedade tem 20 hectares de vinhas, que produzem 5 mil garrafas por ano, entre Merlot, Cabernet Sauvignon e Chardonnay, por exemplo. Com cara de butique, ela abre para visitas e degustações. Próximo à Rodovia BR-158 (no km 553 converter à esquerda e seguir pela Estrada Municipal), cordilheiradesantana.com.br

Almadén, em Santana do Livramento

A oito minutos da Cordilheira de Santa’Ana, fica a Almadén, marca que começou a escrever sua história no Brasil em 1976. Décadas depois, é uma das maiores do gênero no país, com 450 hectares de plantação. Suas bebidas são acessíveis em supermercados e costumam ter preços bem em conta. Os vinhos e espumantes têm como características serem jovens e frutados. A vinícola faz parte do Grupo Miolo Wine e não cobra pelas visitas – mas grupos acima de 15 pessoas precisam de agendamento. No passeio, os visitantes conhecem as etapas da produção e entendem como funciona a colheita mecânica, sendo a Almadén uma das primeiras empresas a aderir ao sistema. Por fim, programe-se para ver o pôr do sol do terraço, de onde o entardecer se mistura com a plantação. Estrada Municipal Livramento, Passo da Cruz, s/nº, Vila Palomas, miolo.com.br

Região vitivinícola no Sul

Vinhos Almadén (foto: Júlio Soares)

Dia 4

Guatambu Estância do Vinho, em Dom Pedrito

A Guatambu Estância rende um passeio completo pelos belos cenários da Campanha Gaúcha. A produção começou em 2003 e hoje é uma das vinícolas mais famosas da região, chegando a receber 5 mil visitantes por ano. O almoço também é concorrido por ali, sobretudo para quem deseja provar o autêntico churrasco pampeiro. A visita dura uma hora e é feita por um enólogo, que explica sobre a produção e os vinhos da prova. Além disso, outro passeio que pode ser feito na vinícola é o piquenique no campo, incluindo tábua de aperitivos. Rodovia BR-293, km 265, s/nº, Zona Rural, guatambuvinhos.com.br

Estância Paraizo, em Bagé

A Estância Paraizo é uma fazenda que começou sua história em 1790, com a chegada da família Mercio de Portugal. Dedicada a agricultura e pecuária, a estância iniciou o cultivo de uvas em 2000. Seu vinhedo conta com três hectares de castas variadas, como por exemplo a Cabernet Sauvignon importada da Itália, e dois hectares de Shiraz, vinda da África do Sul. As degustações acontecem em um galpão rústico de pedra, repleto de referências pampeiras. É um ótimo lugar também para um jantar, com direito a tour de observação das estrelas na companhia de um astrônomo. Ademais, na propriedade há uma capelinha com mais de 100 anos. Rodovia BR-153, km 610 no sentido Porto Alegre/Bagé ou km 611 no sentido Bagé/Porto Alegre, estanciaparaizo.com

Onde ficar

Reserve duas noites para dormir em Bagé. O Dallé Hotel fica na avenida central da cidade e conta com estrutura pequena e confortável. As diárias incluem café da manhã. Av. Santa Tecla, 451, Bagé. Para conferir fotos e valores, clique aqui.

Vinícola no Rio Grande do Sul

Vinícola Paraízo (foto: Júlio Soares)

Dia 5

Peruzzo, em Bagé

O sonho de produzir vinhos e cuidar da terra motivou a família Peruzzo a abrir sua vinícola na Campanha Gaúcha em 2008. A propriedade é muito bonita e, durante o tour com direito a brinde na sacada, os visitantes descobrem os aromas dos vinhos, assim como todas as etapas da produção. Estrada do Forte Santa Tecla, s/nº, vinicolaperuzzo.com.br

Azeite Batalha, em Pinheiro Machado

Em seguida, para dar uma pausa na farra enoturística, reserve uma horinha para aprender sobre a produção e degustação do azeite de oliva. A visita à fábrica do Azeite Batalha passa pela plantação e mostra a colheita mecânica e os demais processos: Desde a azeitona verdinha ao líquido já na garrafa rotulada. Grupos podem almoçar ali, mas apenas com agendamento prévio. Estrada da Guarda Velha, 20, azeitebatalha.com.br

Batalha Vinhas & Vinhos, em Candiota

Em franca expansão, que prevê a duplicação da área de cultivo e uma nova e moderna cave, a vinícola realiza degustações simples com três rótulos ou mais elaboradas, que são harmonizadas com churrasco fogo de chão. Sendo assim, opte pela segunda opção e se despeça da Campanha Gaúcha com uma taça na mão e uma bela carne assada. Rodovia BR-293, km 144, vinhosbatalha.com.br

Pampas - RS

Dança típica dos Pampas (foto: Júlio Soares)

Viagem a convite do Projeto Imagem: Enoturismo na Campanha Gaúcha.

 

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