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Península de Maraú: a joia do litoral baiano

Península de Maraú: a joia do litoral baiano

Ela é bem menos conhecida que a maioria dos redutos praianos
da Bahia – e justamente por isso você precisa visitá-la!

Por Paulo Mancha D'Amaro

Quando me falaram do lugar, não dei muita importância. Península de Maraú? Sabia de um grande resort que havia se instalado por ali e não muito mais. Para mim, a falta de referências deixava esse ponto do litoral da Bahia bem atrás dos destinos consagrados como Itacaré, Morro de São Paulo, Porto Seguro, Costa dos Coqueiros etc.

Felizmente, eu estava enganado. Acredite, leitor da Viajar, a tal Península de Maraú é um recanto costeiro incrivelmente bacana e variado, ainda que pouco conhecido dos brasileiros em geral. Antes de tudo, vamos situá-la na geografia e na história. A península fica na porção central do litoral baiano, cerca de 200 quilômetros ao sul de Salvador e pouco mais de cem ao norte de Ilhéus.

Separa a Baía de Camamu do Oceano Atlântico e, devido a seu isolamento, engloba um santuário ecológico repleto de lagoas, ecossistemas marinhos, piscinas naturais, restingas, arrecifes, manguezais, cachoeiras, trilhas… E claro, praias de rara beleza, onde, na maioria dos casos, nada há além de umas poucas pousadas. Cidades? Bem, tem a própria Maraú, sede do município, que dá nome ao lugar, com seus 20 mil habitantes. E alguns pequenos povoados ao longo dos 40 quilômetros da península – dentre os quais se destaca a charmosa vilazinha de Barra Grande, no extremo norte.

(Foto: shutterstock.com)

(Foto: shutterstock.com)

A cidadezinha de Maraú fica logo no início da península, no lado voltado para o continente. É um vilarejo de pescadores muito simples, mas que merece uma visita rápida. Fundada em 1717, tem uma história, no mínimo, curiosa. Seus primeiros habitantes foram frades capuchinhos italianos que vieram catequizar os índios da região. Depois, chegaram os ingleses, que ali instalaram a Usina John Grant de destilação de querosene, em 1860.

E, finalmente, um visitante ilustre perambulou por ali no começo do século 20: o escritor e aviador francês Antoine de Saint-Exupéry, autor de O Pequeno Príncipe, que, diz a lenda, apaixonou-se pelo lugar e chegou a viver em um casebre nas imediações, em 1930. Graças ao relevo intrincado – uma espécie de penhasco debruçado sobre a água –, a cidade de Maraú permite fazer belas fotos do estuário do Rio Maraú, a partir do Mirante da Cidade Alta.

O que mais me atraiu, no entanto, foram dois marcos históricos. O primeiro é a Igreja de São Sebastião, construída em 1855 pelos frades italianos, com um interessante acervo de objetos e imagens sacras. O outro é a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, erguida no final do século 18 pela Irmandade dos Negros do Cambuízo.

  • A reportagem completa está disponível na edição 81 da revista Viajar Pelo Mundo.