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Paraty: o que fazer, onde comer e se hospedar

Paraty: o que fazer, onde comer e se hospedar

Praias, alambiques, restaurantes, hospedagem de charme e eventos culturais dão tom a essa cidade, que serve de refúgio o ano inteiro. Veja o que fazer em Paraty

Por Carolina Maia, Letícia Martins e Eduardo Vessoni

Praticamente no meio do caminho entre São Paulo e Rio de Janeiro, Paraty parece nos transportar para uma viagem no tempo, por conta de suas construções de arquitetura colonial tombada, datadas do século 17. 

Além disso, tem a natureza, com porções de Mata Atlântica preservadas em lugares como, por exemplo, o Parque Nacional da Serra da Bocaina, a Área de Proteção Ambiental do Cairuçu, a Reserva da Juatinga e o Parque Estadual da Serra do Mar. Isso sem falar nas belas praias do destino. Afinal, opções não faltam para relaxar e admirar o mar azul.

Não à toa, Paraty acaba de ser reconhecida como Patrimônio Mundial da Unesco, assim como Ilha Grande. Sem contar, é claro, a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que costuma acontecer todo ano, trazendo diversos debates literários. Ou seja, o destino está com tudo mesmo! Então, anote as dicas e boa viagem!

 

As melhores praias de Paraty 

Para aproveitar o quesito praia, Paraty demanda carro ou, melhor ainda, barco. Afinal, é do cais do porto que saem os clássicos passeios de escuna, os quais podem ser contratados na recepção das pousadas. É um bom resumo das belezas da Baía de Paraty: ao longo de um dia inteiro, os roteiros incluem quatro ou cinco paradas, como as ilhas da Pescaria e Comprida e as praias Vermelha e da Lula, por exemplo.

Há opção de almoço a bordo e aluguel de snorkel para mergulhar. A escuna, aliás, é aposta certeira para quem quer economizar tempo e dinheiro. Entretanto, se estiver a fim de algo mais exclusivo, contrate um barco que faça roteiros personalizados.

Assim se chega ao Saco do Mamanguá, um braço de mar que se espicha oito quilômetros continente adentro e, rodeado por montanhas, é a versão tropical de um fiorde. A área é salpicada por cerca de 30 praias tranquilas, além de comunidades caiçaras e uma área de mangue preservada, com biodiversidade que impressiona.

Saco do Mamanguá

Saco do Mamanguá (foto: shutterstock)

 

Praia do Pontal

Praia do Pontal (foto: Catarina Belova/shutterstock)

 

Praia do Sono

Praia do Sono (foto: shutterstock)

 

Vista panorâmica do mar em Paraty

Vista panorâmica do mar em Paraty (foto: shutterstock)

 

Trindade e outras praias

Ao sul de Paraty, uma estradinha tortuosa leva a Trindade, vila alçada à fama nos anos 1970 pelos hippies que ali montaram suas comunidades. Depois vieram os aventureiros em busca das trilhas que revelam praias selvagens e intocadas (vide a Praia do Sono, alcançada com uma hora e meia de caminhada).

A praia mais popular é a do Meio, de fácil acesso e servida por quiosques pé na areia. Depois de um riacho e uma trilha de meia hora (ou cinco minutos de barco), está a Praia do Cachadaço, famosa pelas piscinas naturais que se formam na maré baixa e transbordam de gente no verão.

Mesmo com o desenvolvimento turístico, os ares de vila praiana continuam a soprar em Trindade, especialmente nos restaurantes caseiros e nos campings à beira-mar. Portanto, um complemento perfeito para a dobradinha rústico-chique com Paraty.

Praia de Trindade

Praia de Trindade (foto: alexsandros stergiou/shutterstock)

 

Praia do Cachadaço

Praia do Cachadaço (foto: shutterstock)

 

Hotéis e pousadas em Paraty 

Em nossa viagem a Paraty, ficamos hospedados na Pousada Literária (antigo Hotel Coxixo, da atriz Maria Della Costa). Situado na principal rua do Centro Histórico, o casarão colonial foi adquirido em 2011 e os atuais gestores mantiveram a ideia de sempre ficar bem longe dos grandes centros urbanos e ter hotéis pequenos em locais que viabilizem, assim, projetos de restauro e sustentabilidade.

Casas vizinhas à propriedade foram compradas para aumentar a área da pousada e, também, o conforto dos hóspedes. Portanto, são somente 13 apartamentos, nove suítes, duas vilas (Paraty Mirim e Trindade) e uma casa, a Aurora, que comporta até seis pessoas.

Bem estruturadas, têm produtos Natura e frigobar que pode ser customizado pelo hóspede, além de detalhes que vão até o teto, feito com palha de dendê proveniente de Trancoso. Não à toa, já que é a única pousada na cidade com 39ª chancela Virtuoso, que reúne hospedagens de luxo ao redor do mundo.

Suíte Paraty

Suíte Paraty, na Pousada Literária (foto: divulgação)

 

Piscina da Pousada Literária

Piscina da Pousada Literária (foto: divulgação)

O paraíso dos livros

Pousada Literária faz jus ao seu nome: além de ser a hospedagem oficial durante a famosa Festa Literária de Paraty (Flip) e sediar o coquetel de abertura, conta com uma biblioteca incrível com 1.200 clássicos da literatura mundial e brasileira. Ou seja, um paraíso para quem gosta de livros.

Aliás, os livros estão por todos os cantos, inclusive na decoração dos quartos: é uma grata surpresa descobrir grandes obras-primas a seu dispor, selecionadas de acordo com suas preferências. Não deu tempo de terminar a leitura? Sem problemas! A pousada muitas vezes acaba presenteando o hóspede com o exemplar.

De quebra, logo ao lado fica a Livraria das Marés, projetada pela arquiteta Bel Lobo, com mais de 4 mil livros à venda, uma pâtisserie de menu assinado pelo renomado chef belga Frédéric de Maeyer e um espaço multiuso para workshops, apresentações musicais e palestras.

 

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Gastronomia da Pousada Literária

Outro chef belga, Bertrand Materne, cuida do restaurante da pousada, o Quintal das Letras, que prioriza a tradicional culinária caiçara, com o conceito farm to table (da fazenda à mesa). Então espere por ingredientes frescos e orgânicos que chegam diariamente vindos da Fazenda Bananal, que pode ser visitada pelos hóspedes.

Por fim, o café da manhã na Pousada Literária é um exemplo irresistível: foi graças às sugestões do Seu Ademir, funcionário da casa há 30 anos, que fugi da dieta com as deliciosas geleias de acerola, banana e laranja, com o waffle de massa de pão de queijo e muito mais…

Para relaxar, tem piscina aquecida e o Spa Poesia, que traz um menu diverso de terapias faciais e corporais. As ervas agroecológicas usadas nos tratamentos vêm diretamente da horta da Fazenda Bananal e podem ser escolhidas pessoalmente pelo cliente no bar de esfoliantes. E tem ainda passeios exclusivos, como a escuna Maria Panela, que navega pelo Saco do Mamanguá, onde os hóspedes podem caminhar pela praia, nadar e praticar snorkeling ou stand up paddle. Uma delícia!

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Centro histórico de Paraty, cachaças e cerveja

Quem visita o Centro Histórico de Paraty terá, certamente, muitas atrações para ver. Uma delas é a Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios, padroeira da cidade. Há também a Casa da Cultura, com exposições sobre a história e as artes locais. As ruelas exclusivas para pedestres, por sua vez, são tomadas por ateliês, restaurantes, bistrôs, cafés e várias lojinhas, muitas delas especializadas em cachaça – uma das atrações de Paraty.

Armazém da Cachaça, por exemplo, fica numa esquina na rua principal do centro histórico e conta com 1.280 opções, que custam de R$ 30 até a bagatela de R$ 2.155! A cultura da bebida é tão marcante na cidade que, em agosto, tem seu próprio evento: o Festival da Pinga. Então, se prepare.

Igreja Santa Rita de Cássia

Igreja Santa Rita de Cássia (foto: shutterstock)

 

Centro histórico de Paraty

Centro histórico de Paraty (foto: shutterstock)

 

Visitas a alambiques

Em qualquer época do ano, os interessados no assunto não podem deixar de fora do roteiro visitas a alambiques – dos mais de cem estabelecimentos que funcionaram no município a partir de meados de 1700, atualmente só há sete. O programa é uma boa para entender melhor sobre toda a produção de aguardente e, claro, participar de umas boas degustações.

É o caso do Sítio Pedra Branca, em uma das mais belas regiões de Paraty: o Vale da Pedra Branca, onde a natureza preservada combina belas cachoeiras com vistas para o mar e a serra. Então, comece degustando a famosa Gabriela, que, em referência ao romance de Jorge Amado, leva em sua composição cravo e canela. É uma delícia!

Sítio Pedra Branca

Sítio Pedra Branca (foto: divulgação)

 

Atrativos além do básico na cidade

Linda como ela só, Paraty é um lugar para se conhecer e voltar sempre que a saudade bater. Entretanto, vale lembrar que é um destino para ser explorado além do básico.

Veja algumas opções de passeios diferentes que podem ser feitos por lá:

 

Festa Literária de Paraty

Vale a pena começar pela Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Durante o evento, o centro histórico de Paraty vira uma tenda gigante.

Livros são pendurados nas árvores para que as crianças possam colher as histórias diretamente do pé; mesinhas e cadeiras ficam dispostas no meio das ruelas, a fim de que se possa beber e respirar literatura; enquanto isso, no interior das livrarias e dos casarões bem-preservados do século 19, acontecem oficinas, bate-papo com autores e exposições. Há quem dispense as areias quentes e as águas geladas para passar uma tarde literária em Paraty, em um roteiro que vai muito além do básico.

Flip Paraty

Festa Literária de Paraty (FLIP)

 

Festa Literária de Paraty

Os participantes da FLIP também assistem a palestras (foto: shutterstcoK)

 

Festa da Cachaça e mais

Na sequência da Flip, o calendário cultural contempla o Festival da Cachaça Cultura e Sabores de Paraty. No entanto, não é preciso esperar a Festa da Cachaça para experimentar os destilados artesanais.

Em qualquer época do ano é possível visitar o lugar onde eles são produzidos. Mesmo se você não for chegado em uma “branquinha”, vai gostar de conhecê-los durante um dos passeios de jipe que as agências oferecem com saídas diárias, entre 10h e 11h, e retorno previsto para as 17h. Na Paraty Tours, por exemplo, a excursão sai do centro histórico e vai sentido à zona rural da cidade, a três quilômetros e meio do trevo Rio-Santos (R$ 80 por pessoa).

 

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Na primeira das quatro paradas que a expedição faz, o turista tem contato com a Mata Atlântica na Fazenda Pedra Branca e pode conhecer espécies nativas do Brasil, como o jequitibá, uma das maiores árvores da região, e o urucum. Ou seja, um passeio que vai muito além do básico.

A incursão de poucos minutos de caminhada floresta adentro termina na cachoeira da Pedra Branca para um banho e um mergulho gelados na piscina natural. A propriedade é particular e os donos cobram uma taxa de R$ 3 para manutenção.

Cachoeira da Pedra Branca

Cachoeira da Pedra Branca (Foto: Letícia Martins)

 

Cachaças de Paraty

Cachaças de Paraty (foto: shutterstock)

 

Velejando em Paraty 

Você já imaginou fazer uma viagem de veleiro? Pois a nossa aventura começa na Marina do Engenho, a oito quilômetros do centro histórico de Paraty, na enseada da Boa Vista. Afinal, o local é ponto de partida de barcos que podem ser alugados até mesmo por pessoas como eu e você, que não têm a sorte das contas bancárias com cifras inflacionadas.

Nessa hospedagem flutuante, viajantes contam com todas as facilidades de uma casa, como quartos com banheiros, sala de estar e cozinha completa. Além disso, trocam os barulhentos passeios das escunas por roteiros personalizados. “Um veleiro não é apenas um meio de transporte. Navegar já é o passeio”, explica Augusto Germano Pestana, da Wind Charter, empresa de aluguel de veleiros na América do Sul.

Segundo o condutor do barco (skipper) Paulo Rodrigo Moreira, a navegação na região é favorecida por ilhas protegidas dos ventos, com águas mais calmas. “É sempre esse mar tranquilo com várias ilhas que dão abrigo”, completa Moreira.

Baía de Paraty

Baía de Paraty (foto: By Drone Photos Videos/shutterstock)

 

Paraty

Paraty proporciona um contato intenso com o verde (foto: shutterstock)

 

Ilhas do Cedro e da Cotia

Com praias desertas e mar de águas tranquilas, as ilhas do Cedro e da Cotia são alguns dos melhores locais do Brasil para ancorar veleiros. Afinal, é lá que os navegantes procuram isolamento para os pernoites a bordo. A primeira fica ao norte de Paraty, rodeada por Mata Atlântica e com vista única da imponente cadeia montanhosa da Serra do Mar.

O local abriga duas praias pequenas (do Sul e do Norte) com águas que convidam para a prática de caiaque ou stand up paddle e têm estrutura náutica para os tripulantes, como bares e restaurantes.

Já a Cotia, uma ilha estreita na enseada de Paraty-Mirim, é conhecida pelas praias em suas extremidades, conectadas por uma trilha fácil de 30 metros de extensão até as piscinas naturais do lado de fora. Em ambas, porém, o cenário é o mesmo: ilha de mata densa com espécies como jacarandás e cedros, praias desertas e um mar sereno que faz a gente esquecer que está embarcado.

Ilha do Cedro

Ilha do Cedro (foto: shutterstock)

 

Quanto custa alugar um veleiro em Paraty?

As diárias variam de R$ 500 a R$ 7 mil, de acordo com a embarcação, cujas dependências podem acomodar até oito pessoas. Para quem não tem habilitação para conduzir barcos, a empresa oferece serviço de skipper, como é chamado o capitão, e até de hostess (R$ 350 cada um), responsável pela organização, limpeza e preparação de refeições a bordo.

Assim como em uma locadora de carros, o cliente deve devolver o veleiro com o tanque cheio, cujos valores finais variam de acordo com o roteiro da viagem. Para essa reportagem, por exemplo, o custo de combustível foi de R$ 260, aproximadamente, para quatro dias de navegação. A alta temporada vai de dezembro a março, enquanto os valores mais baixos valem para os meses de baixa temporada (junho, agosto e setembro). Saiba mais aqui!

Veleiro em Paraty (foto: shutterstock)

 

Velejando em Paraty

Velejando em Paraty (foto: shutterstock)

 

Saco do Mamanguá

Mas é em terra que se tem uma das experiências mais marcantes da viagem. O Saco do Mamanguá, o equivalente brasileiro a um fiorde, é um braço de mar com oito quilômetros de extensão.

Ele abriga 36 praias desertas de águas mansas represadas por montanhas e tem acesso ao Pico do Pão de Açúcar. A subida de uma hora, enfim, deixa Paraty aos nossos pés.

A trilha fechada que começa na Praia do Cruzeiro exige disposição, mas mirantes naturais renovam o fôlego antes da parada final sobre a rocha, que leva esse nome em homenagem ao morro homônimo da capital do Rio de Janeiro.

Turista admira a vista do Saco do Mamanguá

Turista admira a vista do Saco do Mamanguá (foto: shutterstock)

A caminhada de 1,4 quilômetro tem entrada gratuita e a contratação de guia é opcional. Não muito longe do início da trilha, na margem oposta, o Restaurante do Dadico é um clássico do Mamanguá. Ele está em funcionamento há quase 20 anos na Praia do Pontal.

Esbanjando pratos elaborados com ingredientes sempre frescos, retirados das águas do Mamanguá, o cardápio é enxuto e sem grandes surpresas. O local é conhecido pelo píer com vista para o mar e os carros-chefes são as porções de lula (R$ 60) e robalo (R$ 80).

Porção

Porção de lula (foto: Eduardo Vessoni)

Na maré alta, o Mamanguá dá acesso também à Cachoeira do Rio Grande, com navegação em botes ou caiaques até o início da trilha curta, que leva a um poço protegido por mata fechada. O passeio, que pode ser contratado no próprio Saco, vale mais pela passagem por cenográficos canais sinuosos em área de manguezal do que pela cachoeira em si, cujas águas mais frias e escuras podem frustrar.

 

Pouso da Cajaíba

A leste do Saco do Mamanguá, o Pouso da Cajaíba é uma das paradas mais cênicas do trecho sul da Baía da Ilha Grande. Essa enseada é um dos pontos mais isolados de Paraty e parte de uma sequência de praias pouco frequentadas. Isso por conta de seu acesso difícil (apenas por mar e a mais de duas horas de viagem de Paraty).

Sorte de quem chega a bordo de um veleiro e vai contornando aquela geografia selvagem em forma de ferradura, com início na Praia Deserta e final na faixa de areia que dá nome à enseada.

Localizada em área preservada da Reserva Ecológica da Juatinga, a região abriga desde pequenas faixas de areia até a Praia Grande da Cajaíba, com quase um quilômetro de extensão.

Destaque para a Praia da Itaoca, com sua igrejinha pé na areia e as porções fartas e sequinhas de peixe do restaurante caseiro da Praia Grande da Cajaíba, onde começa também uma trilha até a cachoeira de mesmo nome. E assim a Baía da Ilha Grande parece seguir do jeitinho que Seu Orlando encontrou quando nasceu, sete décadas atrás.

Pouso da Cajaíba

Praia da Sumaca, em Pouso da Cajaíba (foto: shutterstock)

 

Onde comer em Paraty 

Lugares onde comer em Paraty não faltam. Afinal, sobram opções gastronômicas, e das mais variadas. Uma delas é o Restaurante Pippo. Inspirado na dolce vita e comandado há seis anos pelo siciliano de mesmo nome (apelido de Giuseppe), incorpora em seus pratos os pescados locais.

Uma das estrelas do menu, aliás, é o Talharine à Dona Santina, à base de abobrinha, pupunha e camarões com molho de ovas de peixe, que pode ser seguido pela deliciosa Torta Tartufo al Cioccolato como sobremesa. De quebra, você também pode vir a se encantar pela pequena Clara, de 2 anos, a filha de Pippo que às vezes dá pinta por lá.

Já o Thai Brasil é comandado por Marina Schlaghaufer, uma simpática e extrovertida alemã que, curiosamente, trabalha com gastronomia tailandesa. O restaurante abriu suas portas em 2000 e desde então é muito badalado.

Afinal, os pratos seguem o estilo da decoração feita pela própria Marina: bem coloridos. E ainda são perfumados e deliciosos. Vale dizer que quem não é muito fã do estilo picante pode pedir versões sem pimenta.

Restaurante Thai

O restaurante Thai (foto: divulgação)

 

Da fazenda para a mesa

Do mesmo grupo da Pousada Literária, a Fazenda Bananal, a cerca de 20 minutos do Centro Histórico de Paraty, foi aberta recentemente para visitações. Envolto pela Mata Atlântica, o casarão onde funcionava a sede foi restaurado, o que permitiu manter as características originais de uma fazenda do período colonial.

Desde 2015, a Fazenda Bananal é listada como o único Observatório Privado de Aves do Brasil, onde são feitos a identificação e o monitoramento de espécies. Lá também está localizada a trilha indígena dos Guaianás, que ligava Paraty ao Vale do Paraíba e foi reutilizada pelos colonos como o Caminho do Ouro.

 

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Além disso, os visitantes podem explorar as plantações da propriedade e a queijaria – que processa todo o leite produzido pelas vacas e cabras criadas na fazenda, além de conhecer a história dos diversos ciclos de produção no Brasil, como o da cana e o da farinha de mandioca.

Além da horta orgânica de 5 mil m², com cerca de 60 variedades, há ainda duas agroflorestas produtivas (em breve três), com espécies frutíferas e madeireiras, raízes e legumes.

Toda a produção vai para os dois restaurantes do grupo (o da própria fazenda e o Quintal das Letras, anexo à Pousada Literária), para os funcionários, para doação e para os hóspedes que, ao final da estada na pousada, são agraciados com uma cesta fresquinha. Um mimo inusitado e sustentável.    

Restaurante Quintal das Letras

Prato do Restaurante Quintal das Letras (foto: divulgação)

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