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6 atrações imperdíveis para curtir em Cunha (SP)

6 atrações imperdíveis para curtir em Cunha (SP)

Conhecida como a cidade da cerâmica e das lavandas, Cunha rende uma viagem de carro tranquila e com muitos passeios ligados à natureza, boa comida e tradições artesanais

Por Tarcila Ferro

Cunha

Entre São Paulo e o Rio de Janeiro, Cunha desponta como um destino de viagem fácil para fazer de carro e que preenche com tranquilidade um final de semana. Melhor seria ficar pelo menos três noites para poder conciliar os passeios até as cachoeiras e trilhas, com as opções gastronômicas e os ateliês de cerâmica da região.

Com pouco mais de 20 mil habitantes, Cunha é o tipo de cidade que funciona ao redor da praça da Igreja Matriz. Mas não é no centro que a vida acontece para os turistas. Estar motorizado é essencial, já que parte dos atrativos fica espalhada ao longo da Estrada Parque Cunha-Paraty, oficialmente SP-171 Rodovia Paulo Virgílio, considerada uma das mais belas do Brasil. Só fique atento que o trajeto é repleto de curvas!

 

Como chegar em Cunha

A partir de São Paulo são 232 quilômetros realizados em parte pela Rodovia Presidente Dutra (BR-116) até chegar à Rodovia SP-171 sentido Guaratinguetá. São quatro pedágios pelo caminho, com um gasto médio de R$ 35 por sentido (portanto, reserve o mesmo valor para a volta). Faça a viagem durante o dia para aproveitar a beleza da Estrada Parque. A distância de Cunha até o Rio de Janeiro é de 302 km, de Guaratinguetá são 47km e 46 km de Paraty.

 

Quando ir para Cunha

Cunha é uma estância climática situada entre três Serras: do Mar, da Bocaina e do Quebra Cangalha. Está a mil metros de altitude, motivo de ter sempre uma brisa mais fria. Apesar disso, é um destino para aproveitar o ano inteiro. O apelo mais romântico fica para os meses de outono e inverno, em que as noites registram temperaturas mais baixas. No verão e na primavera, entretanto, é a vez do ecoturismo e das cachoeiras e trilhas. Durante todo o ano os ateliês de cerâmica e o Lavandário funcionam e a boa oferta de restaurantes ajuda a temperar a viagem.


Onde ficar em Cunha

Situada a 13 km da cidade, em uma propriedade com 200 mil metros quadrados de mata nativa preservada, a Pousada Candeias conta com apenas 10 chalés. Distantes uns dos outros e com garagem própria para cada um, eles atendem até quatro hóspedes. Além disso, são equipados com televisor, frigobar, rede na varanda e lareia para as noites mais frias. Cercada por um bosque de Araucárias, a pousada conta, também, com piscina climatizada, área com ofurô, sala de leitura e o restaurante, local em que é servido um delicioso café da manhã. Clique aqui para ver fotos da pousada e o preço da diária.

 

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Pousada Candeias

A Pousada Candeias conta com apenas 10 chalés e fica em uma propriedade de 200 mil metros quadrados (foto: Tarcila Ferro)

 

Onde comer em Cunha

Restaurante Veríssima

O Restaurante Veríssima fica próximo ao centro de Cunha e recebe, no máximo, 30 pessoas por vez (foto: Tarcila Ferro)

Cunha é famosa pela produção de pinhão, que está entre as mais expressivas do estado, além de shitake e a criação de trutas e de cordeiro. Esses ingredientes são, portanto, a base da culinária de restaurantes como o dO Gnomo, no eixo da estrada entre Guaratinguetá-Cunha. Truta grelhada com farofa de pinhão e purê de banana são servidos nas mesas posicionadas no gostoso jardim do restaurante.

Já no centro de Cunha, as opções ficam para o Veríssima, ambiente gracinha decorado com a cerâmica da região e que também prioriza a culinária local; ao lado, o restaurante Quebra Cangalha investe em receitas tradicionais mineiras e na culinária tradicional da cidade.

Já na Estrada Paraty-Cunha vale o stop no Moara Café, para comprar produtos da região e tomar um delicioso café com torta no jardim da propriedade.

Próximo dali, a Fazenda Aracatu é o endereço para comprar pães caseiros, bolo de pinhão, geleias, compostas e, por fim, tomar sorvete produzido com o leite da vaca da raça Jersey, criada nos fundos da fazenda.

 

Confira as principais atrações da cidade

Lavandário

Desde que inaugurou em 2013, a atração é uma mais popular da estância climática. A combinação de geografia e clima ajuda as lavandas a florescer o ano todo nos campos de Maria Fernanda Luís, que começou a plantação como um hobby.

Hoje, são mais de 40 mil pés de lavanda apreciadas por visitantes que não param de chegar, especialmente no concorrido horário próximo ao entardecer. A visita é feita por um caminho demarcado, já que o campo é protegido por cerca (ou seja, nada de tirar selfies em meio às plantas).

Lavandário

Lavandário (foto: Karina Ibanez/shutterstock)

Sorvete de lavanda

Sorvete de lavanda à venda no Lavandário (foto: Tarcila Ferro)

Sendo assim, as fotos ficam para o mirante de madeira construído ao redor de uma frondosa árvore e para a charmosa casa em estilo provençal à beira da plantação.

Ali funciona uma lojinha de produtos cosméticos, culinários e de artigos de decoração. Há boa oferta de óleo essencial, aromatizador de ambientes, xampus e cremes hidratantes – não só de lavanda, como também à base de verbena, gerânio, manjericão e alecrim.

 

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Por fim, toalhas de mesa bordadas com desenhos de lavanda e objetos de madeira ficam no sobre piso. No café ao lado, o sorvete de lavanda (R$ 15) servido na casquinha faz sucesso. Aproveite para levar uma muda para casa (R$ 10).

Estrada Paraty- Cunha, Km 54, s/n°. Por conta da pandemia, o horário de funcionamento é de sexta a domingo, das 10h até o pôr do sol. É feita medição de temperatura na entrada. Ingresso: R$ 15, menores de 12 anos não pagam. Aceita cartões. lavandario.com.br.

 

Ateliês de cerâmica

Cunha é a cidade da cerâmica, então reservar um tempo para visitar os ateliês faz parte de qualquer programação. As principais oficinas ficam ao redor do centrinho histórico e são abertas aos visitantes sem agendamento prévio. Mais do que ver as peças finalizadas, a cerâmica de Cunha é uma arte que deve ser apreciada ainda na fase de produção. A primeira e mais tradicional técnica usada na cidade, a queima em forno noborigama, é realizada em Cunha desde os anos de 1970.

Criado na China e difundido no Japão, o forno à lenha com câmaras interligadas é construído em declive e alimentado por madeira até a temperatura passar dos 1.000°C. As peças moldadas à mão vão sendo colocadas até enchê-lo. Depois de aceso, a queima é realizada durante mais de 30 horas. Ao esfriar, a abertura da fornada, que acontece cerca de cinco vezes por ano, já se tornou evento no calendário da cidade.

Em lugares como o ateliê Suenaga e Jardineiro, por exemplo, os fornos ficam nas laterais com as peças em fase de pré-produção expostas, inclusive dentro dos fornalhas. Já as peças finalizadas estão à venda, dando à loja um ar de galeria de arte! Enfim, outros endereços para ver a técnica são os Ateliê Mieko e Mário (os precursores do método na cidade), o Ateliê do Antigo Matadouro e a Oficina de Cerâmica. Já na técnica da queima de raku, as peças recebem acabamento ainda incandescentes – e também podem ser acompanhadas pelos turistas.

Casa do Artesão e mais

Um compilado da produção da cidade está reunido na Casa do Artesão, associação com cerca de 60 artesãos e artistas da cidade. O visitante encontra no espaço peças utilitárias e decorativas de cerâmica, madeira, tecido, prata, papel, lã e algumas obras incluem sementes, frutas e bambu.

Mas nem só de argila vive o artesanato de Cunha. Afinal, prata e pedras brasileiras são a matéria-prima para os trabalhos dos artesãos do Lápis Lazúli, ateliê que produz joias sem cola, usando apenas a pressão de um martelo.


Cachoeiras do Pimenta e do Desterro

Marcos que sinalizam a antiga Estrada Real

Marcos que sinalizam a antiga Estrada Real podem ser vistos no caminho para as cachoeiras (foto: Tarcila Ferro)

Reserve uma tarde inteira para ir até as duas cachoeiras. Distantes cerca de 12 quilômetros do centro da cidade, os dois pontos rendem deliciosas horas de descontração e água gelada.

Parte do trajeto percorre trechos da antiga Estrada Real – caminho usado para levar ouro de Minas Gerais até o Rio de Janeiro no século 17 (marcos com o símbolo ER surgem em alguns pontos).

Assim como naquela época, o caminho permanece de terra e com alguns buracos que podem judiar do carro (ande devagar!). Em dias de chuva, mude de planos para o carro não atolar.

Conhecendo as cachoeiras

A Cachoeira do Pimenta tem quatro níveis de queda, então prefira começar por cima e ir descendo até a piscina natural que fica na base. Estacione próximo à trilha e caminhe cerca de 200 metros até o alto da queda. Apesar de curto, o caminho é estreito e bem íngreme. Não dá para se banhar ali, então escolha um cantinho para sentar e colocar o pé na água para se refrescar.

Cachoeira do Pimenta

Na parte mais alta da Cachoeira do Pimenta não é possível se banhar, apenas colocar os pés na água (foto: Tarcila Ferro)

O mergulho acontece apenas aos pés da cachoeira, com um largo espaço para banho. Apesar do movimento aos finais de semana, as regras que não permitem som alto, acampamento e fogueira ajudam a manter o clima tranquilo. Na base há uma lanchonete bem simples e banheiros.

Já a Cachoeira do Desterro fica a um quilômetro e meio de distância dali, sendo preciso entrar em uma propriedade particular para estacionar o carro. Diferente da Pimenta, que conta com diversos níveis, a do Desterro é um conjunto só formado por duas quedas e a piscina natural.

Em ambos os casos, não é preciso pagar para visitar as quedas e cuidado redobrado com as crianças, já que a profundidade pode ser traiçoeira.

Cachoeira do Desterro

Visual para a Cachoeira do Desterro (foto: Tarcila Ferro)

Pedra da Macela

Conhecer o principal cartão-postal de Cunha exige fôlego, mas a recompensa para os que sobem o Pico da Macela é a deslumbrante vista para Paraty e sua baía. A trilha da Pedra da Macela fica dentro do Parque Nacional da Serra da Bocaina. As placas na estrada Paraty-Cunha sinalizam a direção correta e no km 65 é preciso entrar em um desvio e completar os últimos quatro quilômetros em estrada de terra. Na entrada no parque, é hora de deixar o carro e começar a subir.

O tamanho da trilha não assusta, afinal, são 2.345 metros. A questão é que são mais de dois quilômetros de subida íngreme. Sendo assim, por ser considerada uma trilha de nível médio de dificuldade, pessoas com problemas de joelho e coluna não devem arriscar.

Asfaltado, porém esburacado, e com a largura de uma rua, o caminho corre serra acima sem nenhum banquinho para salvar. Água potável também não há, logo é imprescindível levar a sua própria garrafinha.

Pedra da Macela

Pedra da Macela (foto: Tarcila Ferro)

A montanha da Pedra da Macela tem altitude de 1840 metros, sendo o ponto de maior elevação da região. O pico fica no limite entre os municípios de Cunha e Paraty. No alto, há uma antena da companhia energética de Furnas, o que explica o motivo do celular funcionar super bem lá de cima.

O mirante é disputado na hora do nascer e do pôr do sol. Portanto, se quiser tranquilidade, suba em outro horário. E fica a dica: só faça o passeio em dias de tempo aberto para conseguir ver a beleza da Serra do Mar harmonizada com o mar e a cidade de Paraty ao fundo! Contemple o visual, tire bastante fotos e prepare-se para descer!

 

O Olival

Um campo de oliveira em plena Serra do Mar! É isso mesmo que você vai encontrar ao visitar o Olival. Afinal, são 1.300 pés de oliveiras, de quatro espécies distintas, cultivadas para a extração de azeite de oliva extra virgem. O pomar ainda é jovem e não está em fase de produção: para se ter uma ideia, uma oliveira precisa de 25 anos para atingir seu ápice produtivo e são necessários 10 quilos de azeitonas para produzir um litro de azeite. De qualquer forma, o visitante pode caminhar em meio às oliveiras escutando música clássica ou fazer a visita guiada que explica as condições de cultivo e manejo da plantação. Por fim, o passeio fica completo reservando uma mesa no belo restaurante ao lado do campo. Estrada Cunha x Paraty, km 58,3, oolival.com.br.

 

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Contemplário

Mais um ponto para curtir e fotografar lavandas. No Contemplário também há o cultivo de outras plantas aromáticas, como alecrim e capim limão, por exemplo. Com entrada gratuita, conta com lojinha que vende cosméticos, aromatizantes e velas feitas com essas essências, além de artesanato e produtos gourmet da região. Rodovia Vice Prefeito Salvador Pacetti, KM 62,5, contemplario.com.br

Contemplário

Contemplário (foto: Deni Williams/shutterstock)

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