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Pantanal: aventure-se no Mato Grosso

Pantanal: aventure-se no Mato Grosso

Prepare-se para avistar jacarés, onças e paisagens incríveis no Pantanal, onde a natureza revela o que tem de melhor

Por Karina Cedeño

Vitórias-régias

Ao desembarcar do avião em Cuiabá, no Mato Grosso, o calor de mais de 30 °C me faz tirar o casaco, e junto com ele eu me despi também do espírito urbano e da tensão da cidade grande. Afinal, era hora de deixar tudo isso para trás e, aos poucos, ir aderindo à tranquilidade das matas rumo ao Pantanal Norte.

A porta de entrada é Poconé, município localizado a quase cem quilômetros de Cuiabá, em trajeto que dura em torno de uma hora e meia. Ao chegar lá, os jeans e tênis foram trocados por roupas leves e a terra firme, enfim, é substituída pelo rio.

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Pôr do Sol no Pantanal

Pôr do sol no Pantanal (foto: shutterstock)

Conhecendo o Pantanal de barco

Uma das melhores maneiras de conhecer o Pantanal é fazendo um passeio de barco. A bordo da embarcação que conduz pelo Rio Claro (R$ 80 com a Pousada Rio Claro), não leva muito tempo até avistar algum jacaré. Afinal, eles são muitos – 4 milhões só no Pantanal, de acordo com a Embrapa – e vê-los descansando à beira do rio, ou apenas seus olhos à espreita, emergindo das águas, dá a real noção de quem manda ali.

Jacaré avistado no Pantanal

Jacaré avistado no Pantanal (foto: Karina Cedeño)

Aproveite e reserve seu passeio

A boca aberta e o olhar vidrado assustam, mas o guia garante que eles não atacam. De qualquer forma, é melhor observar de uma distância segura.

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Passeio de barco em Porto Jofre

Passeio de barco em Porto Jofre (foto: shutterstock)

 

Birdwatching e mais

Enquanto está no barco, aproveite para direcionar o olhar a pontos não tão óbvios: o topo das árvores e o céu merecem uma atenção mais demorada, pois é lá que estão diversas espécies de aves. Algumas, por sinal, são bem curiosas, como o socó-boi, que emite ruído semelhante a um mugido, e o japuíra, que imita sons de mamíferos e outras aves.

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Há também o tuiuiú, pássaro-símbolo do Pantanal – que, com as asas abertas, pode atingir mais de dois metros de envergadura –, os biguás, as garças e, claro, as araras. A essa altura já ficou claro que o Pantanal é um verdadeiro catálogo de aves a céu aberto: são mais de 650 espécies, motivo que atrai muitos observadores de pássaros (a maior parte dos visitantes é estrangeira).

Tuiuiú

O tuiuiú é o pássaro-símbolo do Pantanal (foto: shutterstock)

Pensando na preservação animal, os fios de alta tensão dos postes nas estradas de terra foram encapados e adaptados para evitar a morte de aves que pousam neles. Mas nem só elas habitam esses céus. Em terra, por trás de folhagens e árvores, escondem-se macacos, quatis, cobras, antas e, claro, onças. E é em busca delas que saímos no dia seguinte, partindo de Poconé com destino a Porto Jofre.

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Em busca das onças 

Prepare-se, pois o trajeto não é dos mais suaves: são mais de três horas de estrada e a rodovia Transpantaneira pede uma coluna forte para aguentar os trancos e barrancos ao longo do terreno acidentado.

De Porto Jofre sai o passeio de barco para ver as onças, deslizando pelo Rio Cuiabá ao longo de quatro horas ou o dia todo, de acordo com a preferência do visitante. Não é garantido que elas irão aparecer, mas há grandes chances de vê-las rondando por ali – se der sorte, até com um filhote. Fiz o passeio oferecido pela Pousada Porto Jofre, que disponibiliza barcos grandes para 15 pessoas por R$ 3.900 o dia inteiro ou R$ 1.950 meio período.

Já o barco menor para oito pessoas sai por R$ 1.950 o dia todo ou R$ 950 por meio dia. O ideal é reservar de dois a três dias para poder fazer o passeio mais de uma vez e aumentar, dessa forma, as chances de avistar as onças.

Onça cruzando o Rio Cuiabá

Onça cruzando o Rio Cuiabá (foto: shutterstock)

 

Preservação da fauna

Uma boa notícia é que o número desses felinos tem crescido no Pantanal nos últimos anos, devido à mudança de postura dos fazendeiros e pecuaristas. Antes eles os matavam, por conta do ataque aos seus rebanhos, porém, com o passar do tempo, perceberam o interesse turístico: de caçadores, passaram a ser protetores das onças.

Por fim, essa mentalidade de preservação da fauna também tem sido bastante propagada pelos guias locais e pelo Sebrae, que realiza diversas capacitações na região. Além de todos os animais, também a flora é marca registrada do Pantanal.

Vitórias-régias

Vitórias-régias (foto: Karina Cedeño)

A vitória-régia, com toda a sua exuberância e beleza, logo ocupa um grande espaço no coração do turista – e também nos rios, já que suas enormes folhas circulares podem alcançar até 2,5 metros de diâmetro. Nativa da região amazônica, essa planta consegue flutuar graças a compartimentos de ar que se encontram embaixo dela. Só tome cuidado ao tentar tocá-la, pois ela possui diversos espinhos para afastar seus predadores.

 

Cavalgada ao pôr do sol

Pantaneiro que é pantaneiro não dispensa uma cavalgada ao pôr do sol. A Pousada Piuval oferece esse tipo de passeio, com duração de até uma hora e meia. O custo é de R$ 70 e o visitante pode montar em dóceis cavalos da raça Pantaneira, que caminham com facilidade por áreas alagadas.

Guias locais especializados acompanham a cavalgada e, caso ela seja feita no final da tarde com destino ao mirante, é possível admirar o pôr do sol lá de cima. Nada mais memorável que ver a luz do dia ir sumindo atrás da paisagem do Pantanal

Cavalgada ao pôr do sol

Cavalgada ao pôr do sol (foto: Filipe Frazao/shutterstock)

 

Quando ir ao Pantanal?

A melhor época para ver aves no Pantanal vai de junho a setembro, quando as águas começam a baixar e os peixes que ficam à deriva se tornam um verdadeiro banquete para os pássaros. Entretanto, na época da cheia, que vai de novembro a abril, a paisagem muda, com 80% do local alagado por conta das chuvas e da vazão dos rios. Avistar mamíferos nessa época é mais raro, considerando que eles fogem para se abrigar em lugares altos e secos.

 

Onde comer no Pantanal

O restaurante da Pousada Porto Jofre,  em Poconé, tem como destaque os peixes da região, como o pintado, além de contar com horta orgânica própria. Quando terminar a refeição, dê um pulo na área externa para observar as vitórias-régias no rio e, claro, fazer umas fotos. Rod. Transpantaneira, km 146, s/n.

 

Opções de hotéis e pousadas no Pantanal

Fiquei hospedada na Pousada Piuval e garanto: aqueles que não abrem mão da internet serão conquistados pelo wi-fi de alta velocidade, mesmo estando em meio à mata. Na recepção, é possível ver os diversos prêmios de sustentabilidade que a Piuval ganhou, entre eles o Prêmio Braztoa de Sustentabilidade. Reserve sua estada aqui.

Pousada Piuval

Quarto na Pousada Piuval (foto: divulgação)

Há, também, a Pousada Rio Claro, situada em Carvoalzinho. Seus quartos contam com ar-condicionado, vista para o jardim e wi-fi gratuito. Como já mencionamos acima, a pousada oferece passeios de barco, além de cavalgadas, safári fotográfico e diversas opções de trilhas. Ou seja, passeios para todos os gostos. Reserve aqui.

Por fim, sugerimos a Aymara Lodge, pousada localizada em Poconé. Os quartos dispõem de varanda térrea, além de ar-condicionado, vista para o jardim, guarda-roupa e wi-fi gratuito. Estando lá, aproveite para desfrutar do buffet de café da manhã. Reserve aqui.

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