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Nobres: flutue em rios cristalinos e visite cachoeiras

Nobres: flutue em rios cristalinos e visite cachoeiras

Nobres é o lugar ideal para os adeptos do turismo de aventura. Portanto, prepare-se para tirolesas de tirar o fôlego, flutuação em águas bem azuis e trilhas em meio à natureza

Por Karina Cedeño

Flutuação em águas cristalinas

Nobres é considerado um paraíso para os amantes do ecoturismo e do turismo de aventura. O município fica no mato Grosso, a 176 quilômetros de distância da Chapada dos Guimarães, em uma viagem que dura quase três horas. O destino conquistou fama graças a seus rios com águas bem cristalinas, perfeitas para observar peixes e outras espécies de animais.

O primeiro conselho que dou para quem vem é: esqueça a internet. Afinal, quase não há sinal de celular na região. Mas é muito provável que você nem se lembre da existência do seu querido celular diante de tanta coisa para fazer em meio à natureza.

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Flutuação em Nobres

A flutuação é uma das atividades mais procuradas em Nobres (foto: divulgação/Sebrae MT)

Trilhas diferentes, flutuação no rio e tirolesas com vistas panorâmicas são apenas algumas das alternativas. Mas é importantíssimo saber que todos os passeios só são realizados por meio de agências de viagens, responsáveis por emitir os vouchers que devem ser apresentados no início de cada atividade.

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Cachoeiras com águas azuladas

A minha primeira parada foi no Parque Sesc Serra Azul, localizado no município de Rosário Oeste, cidade vizinha de Nobres. É dentro dele que está a Cachoeira Serra Azul, com águas azuladas e uma queda de 46 metros. Mas para ver essa maravilha, o turista deve ter um fôlego de leão, já que é preciso subir uma escadaria com nada mais, nada menos do que 470 degraus. Ou seja, haja disposição.

Cachoeira Serra Azul

Cachoeira Serra Azul (foto: shutterstock)

A visitação à cachoeira + flutuação pode ser feita por R$ 80, incluindo todos os equipamentos necessários (snorkel, colete e acompanhamento de guia local). O tempo de permanência no local é de 50 minutos. Após a visita à cachoeira, o turista tem duas opções: descer os simpáticos 470 degraus ou voltar em uma tirolesa. Eu escolhi a segunda opção, que sai pelo valor total de R$ 130 (incluindo a visitação e a flutuação).

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Tive uma vista de encher os olhos da mata nativa ao redor, em um trajeto de 700 metros de descida e 50 metros de altura. De lá, seguimos para a Pousada Reino Encantado, em cuja propriedade também é possível fazer flutuação nas águas límpidas e transparentes do Rio Salobra.

Flutuação em Nobres

Flutuação em Nobres (foto: Uwe Bergwitz/shutterstock)

Vale saber que, dentro do rio, o turista não pode colocar os pés no chão para preservar os ecossistemas locais, tampouco é permitido o uso de protetor solar e repelente. O passeio dura cerca de uma hora e meia e é feito com guia local e os equipamentos necessários (visitação: R$ 40. Flutuação: R$ 90. Almoço: R$ 45)

 

 

Adrenalina a mil em Bom Jardim

Após a tranquilidade das flutuações, fui direto para o distrito de Bom Jardim, a 65 quilômetros de Nobres, para encarar uma aventura mais radical: o passeio de quadriciclo. Ele é oferecido por R$ 120 pela Pousada Bom Jardim, onde também fiquei hospedada. Não é difícil pilotar, mas há um treinamento antes de sair para o percurso com guia, somando 13 quilômetros ida e volta. O caminho que fiz envolve uma parte pavimentada e outra em estrada de terra, onde comi poeira à vontade. Há muitos bois e vacas pelo caminho, aliás.

Passeio de quadriciclo

Passeio de quadriciclo (foto: arquivo de Karina Cedeño)

O destino é a Lagoa das Araras (ingresso: R$ 25), um dos lugares que mais me impressionaram na viagem, tanto por ter uma paisagem linda ao pôr do sol quanto por me dar a sensação de ser um espaço sagrado para as aves. É lá que as araras – vermelhas, azuis e canindé – chegam para dormir no final do dia, cantando a plenos pulmões.

Não à toa, elas escolhem esse lugar para fazerem seus ninhos nas árvores – é interessante observar, também, que sempre voam em pares, sendo consideradas as mais fiéis do mundo das aves. Na volta, é hora de pegar o quadriciclo de novo e passar por um caminho bem mais radical, com mata fechada – e curvas mais ainda – rumo à Pousada Bom Jardim.

Lagoa das Araras ao pôr do sol

Lagoa das Araras ao pôr do sol (foto: shutterstock)

Boiacross e outras atividades

No dia seguinte, começamos bem cedo com mais uma flutuação, agora no Aquário Encantado. Como o nome já diz, o lugar revela um cenário de águas azuis e muitos peixes coloridos. Custa R$ 90, com todos os equipamentos necessários e acompanhamento de guia.

Almocei por lá mesmo e em seguida fui ao Duto do Quebó para fazer boiacross (R$ 80 com a Pousada Bom Jardim). Equipada com colete, capacete e calçado de borracha, sentei na boia e deixei o rio me levar. É bem tranquilo, embora haja algumas correntezas, e só é preciso ficar atento para não bater a cabeça nos troncos de árvore, rochas e pedras que circundam o caminho. Portanto, todo cuidado é pouco.

Boiacross no Duto do Quebó

O boiacross no Duto do Quebó passa por dentro de uma caverna (foto: divulgação/Pousada Bom Jardim)

E prepare-se, porque o contato com a natureza é bem intenso. No trajeto, uma aranha tamanho família pulou em cima de mim e pouco depois o rio passou por uma caverna com milhares de morcegos (o guia dá uma lanterna para observá-los melhor), que ficam voando sem se importarem com a presença humana.

 

Sons da natureza amplificados 

Do Duto do Quebó fui para o Complexo Turístico Akaiá, onde fiz a Trilha do Megafone (R$ 50). O nome faz sentido conforme se caminha: no meio da mata, durante a trilha, há megafones gigantes de madeira que servem para amplificar os sons da natureza. Basta entrar em um deles e fazer silêncio para ouvir tudo muito mais alto e intenso.

Trilha do Megafone

Trilha do Megafone (foto: Karina Cedeño)

Outro diferencial, por fim, são as inúmeras plaquinhas com poemas, trechos de livros e frases que rendem momentos de reflexão e boas fotos, bem como os balanços com vista para o horizonte. Fazer essa trilha utilizando perneiras é imprescindível, considerando que há cobras no local. Por fim, é legal observar os tipos de plantas que há por ali. Muitas delas são diferentes e curiosas.

Leia também: Como fazer boas fotos de viagem com o celular

Alguns exemplos são a sambaíba, cujas folhas ásperas são utilizadas como lixa para madeira, e a canela-de-ema, que entra em autocombustão durante a época de seca, devido à resina que tem em suas folhas. O trajeto termina no Mirante do Lobinho para, mais uma vez, ver o pôr do sol. E para, mais uma vez, suspirar com a natureza do Mato Grosso.

 

Onde comer em Nobres

Estando em Nobres, é imperdível ir ao Rancho do Chapolin. Localizado na Vila de Bom Jardim, chama a atenção pelo fato de o proprietário recepcionar os clientes vestido como Chapolin. Ele mesmo cozinha os pratos em fogão a lenha, enquanto vai contando histórias e piadas.

No menu, peixe assado na folha de bananeira e farofa de banana são algumas opções. As mesas são comunitárias, o que aumenta a interação entre os clientes enquanto esperam pela comida. O restaurante está localizado na Avenida Principal, Vila Bom Jardim.

 

Dicas de hotéis e pousadas em Nobres

Durante esta viagem, fiquei hospedada na Pousada Bom Jardim. Ela conta com 25 apartamentos simples e dispõe de uma piscina. Além disso, a pousada oferece diversos tipos de passeios, como quadriciclo, caiaque, visita à Lagoa das Aves, ao Reino Encantado e à Cachoeira Serra Azul, entre outros. Diárias a partir de R$ 290, com meia pensão e dois passeios, Rodovia MT 24, km 65. Reserve aqui.

Outra boa dica é a Pousada Kabanas, que oferece chalés com vista para a natureza. Todos os quartos dispõem de TV de tela plana com canais via satélite e banheiro privativo. Por fim, os hóspedes podem desfrutar de uma piscina ao ar livre, bar, jardim e wi-fi gratuito em toda a propriedade. Reserve aqui.

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Viagem a convite do projeto Investe Turismo MT

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