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O que fazer no Lago Maggiore, na Itália

O que fazer no Lago Maggiore, na Itália

As melhores coisas para fazer ao redor do Lago Maggiore, onde comer, o que visitar e onde se hospedar

Por Mari Campos

A ida ao Lago Maggiore, situado a cerca de 90 quilômetros de Milão, é um pouquinho mais distante, mas é perfeitamente factível numa escapada de um dia. Quem está vindo de Como de carro percorre cerca de cem quilômetros. Os viajantes que preferem os trens rápidos.

Esparramado entre as regiões italianas do Piemonte e da Lombardia, não chega, apesar do nome, a ser o maior lago italiano. O título fica para o Garda e o Maggiore é o vice.

A melhor base para explorá-lo é a bela cidade de Stresa. Da estação de trem, são cinco minutos de caminhada à beira do lago, com suas prainhas públicas e uma bela “orla” ajardinada, tomada por esculturas e restaurantes com terraços debruçados sobre o lago. Para quem fica para dormir, Stresa também é a cidade com maior oferta hoteleira e mais infraestrutura para o turista.

 

Teleférico do Monte Mottarone

Teleférico do Monte Mottarone (foto: shutterstock)

 

Ao chegar, aqui vale contemplar primeiro a paisagem surreal do Lago Maggiore. Um teleférico leva, em 20 minutos, os visitantes ao observatório panorâmico instalado no topo do monte Mottarone. Os mais empolgados podem fazer a pequena trilha, de cerca de 15 minutos, até o ponto mais alto, de onde é possível avistar, também, outros lagos menores, como Orta e Varese, emoldurados pelos Alpes.

De volta a Stresa, o negócio é curtir o lago, é claro. Seu maior chamariz são suas 11 ilhas, com destaque para as Borromeu (ou Borromeias). Situadas na porção ocidental do Lago Maggiore, bem em frente a Stresa, o conjunto de três ilhas Borromeias fica num golfo rodeado por montanhas, compondo um cenário absolutamente cinematográfico. Seu nome vem da família aristocrata Borromeo, que possuía as terras durante os séculos 16 e 17 e era notavelmente amante de arte e de botânica. As ilhas Bella e Madre (esta última tomada em grande parte por in-críveis jardins) foram transformadas em imensas e opulentas residências da família, e a terceira, Dei Pescatori, foi mantida com os antigos hábitos e costumes dos pescadores locais e ainda guarda a aura de encantadora simplicidade até hoje.

Visitá-las é um programa imperdível para quem vai ao Lago Maggiore. O mesmo bilhete dá direito a visitar, ao longo de um dia, as três ilhas em barquinhos que cruzam o lago a cada meia hora.

 

Ilha Bella

Ilha Bella (foto: shutterstock)

 

Isola Madre, a menorzinha, é frequentemente ignorada pela maioria dos turistas – uma pena. A visita ao belo palácio da família Borromeo e seu jardim botânico é um must do, e as caminhadas à beira-lago nas prainhas de seixos (com oferta de passeios em caiaque!) fazem dela um belíssimo começo de jornada.

Isola Bella é a mais famosa das três, e o primeiro destino da maioria dos viajantes durante os passeios pelo lago. Sua principal atração é o castelo barroco da família Borromeo, construído no século 17, que chegou a abri um escritório do imperador francês Napoleão. Os coloridos jardins tomados por fontes, espelhos d’água e esculturas completam a visita.

Mas a quantidade de turistas e os preços inflacionados em seus restaurantes fizeram com que perdesse espaço na preferência dos viajantes para a adorável ilha vizinha, Isola dei Pescatori. Como o próprio nome sugere, foi tradicionalmente uma ilha de pescadores e até hoje é famosa pelos peixes e frutos do mar fresquíssimos que serve em seus restaurantes.

 

Isola dei Pescator

Isola dei Pescator (foto: shutterstock)

 

Sem os casarões imponentes das duas outras ilhas, Pescatori, com menos de 50 habitantes atualmente, se converte num cenário idílico aos viajantes que se divertem explorando ruelas, becos, corredores e escadarias de pedra que sem-pre terminam numa prainha à beira do lago – frequentemente ocupada discretamente por famílias e casais com piqueniques nos meses mais quentes.

Na volta à Stresa, não menospreze a cidade indo direto à estação de trens, não. Além das prainhas e dos jardins, o centrinho da cidade tem as mesmas ruas estreitas de pedra cativantes de Como, cheias de lojinhas de suvenires e sorveterias. A praça principal reúne inúmeros bares com mesas e cadeiras no calçadão, perfeitos para tomar um spritz ou participar do famoso “aperitivo” italiano, com sua bebida acompanhada de queijos, frios e outros petiscos saborosos.

 

Onde se hospedar no Lago Maggiore?

 

Hotel Verbano
Localizado na Isola dei Pescatori, tem 12 quartos com varanda e vista para o lago.

 

Grand Hotel Majestic 
Funciona em um charmoso endereço de 1870 renovado. Algumas acomodações têm varanda com vista para o lago.

 

La Palma
De frente para o Lago Maggiore, tem 120 acomodações e todas contam com jacuzzi, além de terraço ou balcão.

 

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