8 lugares que você precisa ir em Buenos Aires

Depois de uma viagem recente a Buenos Aires, reuni oito programas que valem o roteiro, de restaurantes históricos a pontos turísticos que contam a história política e cultural da cidade.

Vista aérea da Plaza de Mayo e, de fundo, a Casa Rosada. (Foto: shutterstock)

A Argentina entrou de vez no radar do turista brasileiro depois da campanha da seleção na Copa do Mundo de 2026, quando o país chegou à final e ficou apenas atrás da Espanha. Mas o destino já reunia méritos próprios bem antes disso. O voo direto de São Paulo para Buenos Aires leva cerca de três horas, uma das viagens internacionais mais rápidas para quem sai do Brasil, e a cidade concentra história, gastronomia e arquitetura em distâncias curtas, reunindo muitos atrativos em um único lugar.

Essa foi minha primeira vez no país e, consequentemente, também em Buenos Aires. Por isso, este texto é pensado principalmente para quem nunca visitou a capital argentina e está indo pela primeira vez. Reuni aqui 8 lugares que valem entrar no roteiro, mas muita coisa ficou de fora, já que passei apenas 4 noites na cidade, tempo curto para uma metrópole que merece, no mínimo, uma semana inteira.

Obelisco e o tradicional letreiro de Buenos Aires. (Foto: shutterstock)

Buenos Aires reúne história, gastronomia e arquitetura em distâncias curtas, o que facilita montar um roteiro de poucos dias sem abrir mão dos pontos mais relevantes da cidade. A lista a seguir passa por bairros como Recoleta, Palermo, San Telmo e La Boca.

8 lugares imperdíveis em Buenos Aires

1. Passeio de ônibus turístico

Bom, para começar minha dica é: faça o passeio de ônibus turístico. Essa é uma forma prática de ter uma visão geral da cidade em pouco tempo.

Buenos Aires City Bus, da Gray Line. (Foto: shutterstock)

Fiz o circuito com o Buenos Aires City Bus, da Gray Line, o ônibus vermelho no sistema hop-on hop-off, com cerca de 25 paradas espalhadas pelos principais pontos turísticos. O trajeto completo, sem descer em nenhuma parada, dura cerca de três horas e passa por região central, San Telmo, La Boca, Puerto Madero, Recoleta e Palermo, incluindo pontos como os estádios do River Plate e do Boca Juniors, Caminito, Obelisco, Casa Rosada, ao Palácio do Congresso Nacional e a Catedral Metropolitana de Buenos Aires (alguns eu voltei depois a pé para explorar melhor).

Os bilhetes variam conforme a validade, de 24 a 72 horas, com preços a partir de aproximadamente US$ 20, e o áudio guia está disponível em vários idiomas, incluindo português.

2. El Gran Paraíso

O El Gran Paraíso fica em La Boca, a poucos passos do Caminito, e funciona dentro de um conventillo de 1890 preservado em sua estrutura original de madeira e zinco. O cardápio segue a linha de parrilla argentina, com destaque para carnes, choripán e empanadas.

El Gran Paraíso já recebeu até o presidente da Coreia do Sul. (Foto: Pamela Cavalcante)
O famoso Choripán, prato tradicional da Argentina. (Foto: Pamela Cavalcante)

O ambiente reúne um pátio externo cercado de plantas e salas no andar de cima com vista para o Caminito, e o restaurante funciona diariamente, geralmente das 10h às 19h30.

Área externa do El Gran Paraíso, um dos endereços indispensáveis em Buenos Aires. (Foto: Pamela Cavalcante)

3. Plaza San Martín e o memorial das Malvinas

A Plaza San Martín, no bairro de Retiro, reúne o monumento equestre ao General San Martín e o Monumento aos Caídos em Malvinas, cenotáfio erguido em 1990 em homenagem aos soldados argentinos mortos na Guerra das Malvinas, em 1982.

Plaza San Martín está a menos de 10 minutos do Sheraton Buenos Aires. (Foto: Pamela Cavalcante)

A estrutura tem 25 placas de mármore negro com os nomes dos 649 combatentes e uma chama votiva sempre acesa. Todos os dias às 8h acontece o hasteamento da bandeira argentina, com troca da guarda a cada duas horas até as 18h, quando a bandeira é recolhida.

Monumento aos Caídos em Malvinas. (Foto: Pamela Cavalcante)

4. Palácio do Tango

O Palacio Tango funciona no subsolo da Galería Güemes, na rua Florida, em pleno microcentro porteño. O prédio da galeria abriu em 1915 e foi o primeiro de Buenos Aires construído inteiramente em concreto armado, considerado também o primeiro arranha-céu da cidade.

Palácio Tango. (Foto: Pamela Cavalcante)

No espaço do antigo Teatro Astor Piazzolla, o programa combina aula de tango, jantar e show ao vivo. O jantar costuma começar às 20h e o espetáculo, às 22h, com pacotes que variam de cerca de US$ 22 só o show até mais de US$ 100 nas opções de jantar VIP.

Espetáculo durante o jantar. (Foto: Pamela Cavalcante)

5. Facultad de Derecho UBA

A Faculdade de Direito da Universidade de Buenos Aires fica na avenida Figueroa Alcorta, em Recoleta, e é um dos edifícios mais reconhecíveis da cidade por sua arquitetura monumentalista.

A sede atual foi inaugurada em 21 de setembro de 1949, projetada pelos arquitetos Arturo Ochoa, Ismael Chiappori e Pedro Vinent, e ocupa cerca de 40 mil metros quadrados. A fachada com escadaria e colunas fica perto de outros pontos do bairro, como o Cemitério da Recoleta e a escultura Floralis Genérica.

Facultad de Derecho UBA. (Foto: shutterstock)

6. Livraria El Ateneo

A livraria El Ateneo Grand Splendid ocupa o prédio do antigo Teatro Gran Splendid, inaugurado em 1919 na avenida Santa Fe, em Recoleta. O teatro recebeu apresentações de Carlos Gardel e depois virou cinema, chegando a exibir os primeiros filmes sonoros do país.

Teto da Livraria El Ateneo. (Foto: Pamela Cavalcante)

Em 1991, o espaço fechou e quase foi demolido, até ser transformado na livraria que existe hoje – considerada uma das mais bonitas do mundo. A entrada é gratuita, e o visitante pode circular pelo salão principal, observar os camarotes originais, a cúpula pintada e o café instalado no antigo palco.

A Livraria El Ateneo já foi considerada uma das mais bonitas do mundo. (Foto: Pamela Cavalcante)

7. MALBA

O MALBA, Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires, fica na avenida Figueroa Alcorta, em Palermo, e abriu em 2001 a partir da coleção particular do empresário Eduardo Costantini.

Fachada do Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires. (Foto: Pamela Cavalcante)

O acervo permanente reúne obras de artistas latino-americanos do século 20, incluindo o quadro Abaporu, de Tarsila do Amaral, um autorretrato de Frida Kahlo, além de peças de Cândido Portinari e Diego Rivera.

O museu concentra obras de artistas latino-americanos. (Foto: Pamela Cavalcante)

O museu funciona de quarta a segunda, fechado às terças, com desconto no ingresso às quartas-feiras, nos demais dias o ticket custa 12.000 pesos (R$ 41) para turistas estrangeiros.

8. Parador Atalaya

Em julho de 2026, a rede abriu uma nova unidade na Capital, no cruzamento das avenidas Corrientes e Gallo, no bairro do Abasto, dentro de um prédio residencial recém-construído. O local funciona das 7h às 20h e se soma a outras unidades já existentes em pontos como Alto Palermo, San Telmo e o Aeroparque Jorge Newbery.

Nova unidade do Parador Atalaya está localizada no bairro do Abasto. (Foto: Pamela Cavalcante)
Entrada da nova unidade do Parador Atalaya em Buenos Aires. (Foto: Pamela Cavalcante)

O Parador Atalaya nasceu em 1942 em Chascomús, cidade da província de Buenos Aires, como parada obrigatória de quem viaja pela Rota 2 rumo à costa atlântica. A marca é conhecida principalmente pelas medialunas, versão argentina do croissant.

As medialunas são as mais pedidas. (Foto: Pamela Cavalcante)

Onde se hospedar

Fiquei no Sheraton Buenos Aires Hotel & Convention Center, no bairro de Retiro, e recomendo pela localização. O hotel fica a cerca de 400 metros da rua Florida, o que coloca o Palácio do Tango e a Galería Güemes a poucos minutos a pé, e a menos de 10 minutos de caminhada da Plaza San Martín. A Estación Retiro, com trem e metrô, também fica próxima, o que facilita o deslocamento até bairros como Recoleta, Palermo e San Telmo.

Fachada do Sheraton Buenos Aires. (Foto: Pamela Cavalcante)

O prédio, inaugurado em 1972, foi o primeiro Sheraton da Argentina e reúne 836 quartos, um dos maiores centros de convenção da cidade, piscina externa, academia, spa com sauna, e o restaurante Buono Italian Kitchen, de culinária italiana. É um hotel voltado tanto para lazer quanto para eventos corporativos.

Quarto que fiquei hospedada no Sheraton Buenos Aires. (Foto: Pamela Cavalcante)
A pedida do último dia foi a saborosa pizza do Buono Italian Kitchen. (Foto: Pamela Cavalcante)

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