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Belém do Pará: uma obra-prima da Amazônia

Belém do Pará: uma obra-prima da Amazônia

Um dos destinos mais autênticos do Brasil, Belém, capital do Pará, esbanja personalidade com gastronomia, história e natureza

Por Rafael Marques

Visitar Belém do Pará é abrir os olhos para a riqueza única que existe no norte do nosso país, tanto a histórica quanto a natural. De passado colonial português e com muita influência dos indígenas que viviam e ainda vivem por ali, a cidade se divide em 39 ilhas interligadas em meio às águas amazônicas que, juntas, formam a maior cidade do Pará.

A história urbana de Belém – e o passeio do turista – começa pelo Forte do Presépio, primeira construção portuguesa na região, que ainda conta com alguns canhões originais. Hoje abriga o Museu do Encontro, com peças que foram escavadas no local, de cerâmicas indígenas a armamentos dos colonizadores. Localizada na Praça Dom Frei Caetano Brandão, a fortificação divide as atenções com outros cartões-postais, como a Casa das Onze Janelas, antiga residência de um senhor de engenho que foi transformada em centro cultural com foco em arte contemporânea.

Basílica de Nazaré | foto: divulgação

Fica ali também a Catedral Metropolitana de Belém, que é ponto de partida para as procissões do Círio de Nazaré – festividade religiosa em homenagem à Nossa Senhora, que ocorre anualmente no segundo domingo de outubro desde 1793. Dali partem mais de 2 milhões de fiéis em uma caminhada rumo à Basílica de Nazaré, local em que a imagem da santa teria sido encontrada. Outro ponto para visitar próximo à catedral é o primeiro teatro da região amazônica, o Theatro da Paz, de 1878, que mantém sua estética clássica com lustres de cristal e piso em mosaico de madeiras nobres.

Tesouros da floresta

Belém vai muito além de suas construções históricas, afinal, estamos falando de uma cidade inserida na Amazônia. Para vivenciar isso, uma boa opção é conhecer o Mangal das Garças, parque zoobotânico com fauna livre, vegetação nativa e um belo mirante para o Rio Guamá. Engloba ainda atrações como o Memorial Amazônico da Navegação, contando um pouco da história dos barcos que já passaram pelas águas da região, e o Farol do Parque, com 27 metros de altura, oferecendo vista panorâmica dos arredores. Para dar um gostinho a mais à visita, vale a pena almoçar no restaurante self-service Manjar das Garças, construído com madeira ipê e palha, em referência ao povo ribeirinho. Há diversas opções para provar os sabores paraenses, como os peixes filhote e pirarucu, risoto de camarão com jambu e o famoso tacacá, sopa feita a partir de tucupi, jambu, camarão e goma de tapioca cozida.

foto: Rafael Marques

foto: divulgação

Gastronomia, afinal, é assunto sério em Belém – tanto que foi escolhida como uma das 33 cidades gastronômicas da Unesco. Sua riqueza culinária sempre foi um dos diferenciais turísticos da região, onde os sabores indígenas se agregaram a receitas europeias e africanas. Um exemplo muito local é o açaí, fruta que é um dos principais alimentos da população e que difere completamente do que conhecemos no Sudeste, sendo muitas vezes um acompanhamento para refeições salgadas, como peixe frito e camarão. Para provar essa versão “original” da fruta, um bom endereço é o Point do Açaí. A sugestão da casa é a Chapa Mista Paraense com Açaí, que faz um resumão da culinária regional, com pirarucu, carne de sol, charque, filé de filhote, filé de gó, camarão, salada de legumes e batata frita. Para beber, aposte no suco de limão-cravo.

Bem em frente, fica uma atração imperdível para quem quer encontrar e provar mais ingredientes amazônicos: o Mercado Ver-o-Peso. Com mais de 300 anos, o local, que tinha como propósito verificar o peso para determinar a taxa das mercadorias que chegavam e saiam da cidade, tornou-se a maior feira a céu aberto da América Latina, com 28 divisões internas, separadas por especialidades – de gastronomia a artesanato.

Estação das Docas | foto: divulgação

Seguindo o passeio, logo ao lado está outro cartão-postal de Belém, a Estação das Docas, extensão da área portuária que teve seus armazéns revitalizados e hoje conta com lojas, teatros, cinema, locais para eventos e restaurantes, além de um surpreendente palco suspenso para apresentações musicais. Também é ponto de partida para o animado passeio de barco pelo Rio Guamá, que acontece todos os dias ao pôr do sol ao som de uma banda que introduz as danças tradicionais do Norte, como o carimbó (mistura entre a cultura indígena, europeia e a africana). Para quem procura vida noturna e quer imergir na cultura da capital paraense, as casas de show Açaí Biruta e Mormaço são boas recomendações, onde o tecnobrega contagia os turistas a entrar no ritmo do Pará, esse lugar que é uma obra-prima da Amazônia.

Viagem a convite da Avianca Brasil

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