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O que fazer no Porto, Portugal

O que fazer no Porto, Portugal

Segunda maior metrópole de Portugal, Porto é uma nostalgia em bairros como a Ribeira, esbanjando igrejas barrocas e charmosos restaurantes

Por Tarcila Ferro

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É um lema antigo, mas real. “Você já experimentou o vinho, agora está na hora de experimentar a cidade”. Verdade incontestável, a segunda maior metrópole de Portugal não vive só de carona no famoso digestivo. Histórica por essência, o Porto é uma deliciosa nostalgia em bairros como a Ribeira e a região central – é lá que estão as igrejas barrocas, os casarios e as vielas labirínticas como também restaurantes charmosos e bares sempre movimentados na área do cais.

É do cais, por sinal, de onde partem os minicruzeiros turísticos nos barcos rabelo. O mais famoso deles é o que navega pelas seis pontes que ligam Gaia ao Porto. Da água, vemos a zona histórica da Ribeira, a Igreja São Francisco, o Palácio da Bolsa entre outros pontos que merecem ser visitados de perto (€ 15 para 50 minutos de navegação).

 

Árvore de Jessé na Igreja de São Francisco (foto: shutterstock)

Para explorar o Porto por terra, marque a bela Praça da Ribeira como ponto de partida. Dali sai uma teia de becos e escadarias que levam, por exemplo, até a Casa do Infante, local onde nasceu o Infante Dom Henrique (o amado patrono das navegações lusitanas). Na década de 1990, escavações arqueológicas trouxeram à tona objetos da época do monarca e de antes dele, quando a casa servia como uma alfândega que controlava a entrada dos produtos que chegavam ao país. Acharam cerâmicas, artefatos em vidro e até roupas.

A Casa é envolta por um amplo jardim espalhado por quase um quarteirão. Vizinho ao gramado, o Palácio da Bolsa tem visual pomposo e neoclássico, e no interior, o Salão Árabe chama a atenção por ser decorado do chão ao teto com o que há de mais rebuscado na arte neomourisca em Portugal (entenda-se muito rococó e ouro). Para uma refeição com vista, aposte no restaurante do palácio, com janelões voltados para o cais de Vila Nova de Gaia. No jantar, o menu fechado Noite no Palácio tem preços bem especiais: € 23 com entrada, prato principal e sobremesa.

Estação de Trem de São Bento (foto: shutterstock)

Perto dali, estique até a Igreja de São Francisco para uma visita sem pressa. Erguida entre 1383 e 1410, ela é considerada o mais perfeito exemplo do uso da “talha dourada barroca” – em que amplos painéis de madeira são cuidadosamente esculpidos e depois revestidos com ouro. Mais de 200 quilos de ouro foram usados para forrar o altar, colunas, pilares e esculturas.

Apesar de todo dourado, o que mais fascina é a representação da Árvore de Jessé (o diagrama da genealogia de Jesus Cristo). Feita de madeira, a árvore ostenta em seu tronco e galhos imagens de personagens bíblicos, como José, Davi e Jesus Cristo.

Uma caminhada curta leva à estação de trem de São Bento. Faça uma parada ali para conferir o hall com  mais de 20 mil azulejos que retratam a história de Portugal.

Casas do bairro da Ribeira (foto: shutterstock)

Pouco mais de 300 metros subindo, é hora de conhecer a Catedral, situada na parte alta da cidade do Porto. Ali, o mirante rende fotos incríveis da ponte D. Luis I e de Gaia.

A principal construção medieval da cidade passou por diversas modificações desde o século 12. O claustro gótico é imperdível, com belos azulejos, arcos e decoração com detalhes em relevo folheados a ouro. Já na capela-mor, descortina-se um incrível altar todo feito de prata, construído na segunda metade do século 17 – tempo em que os portugueses ainda dominavam boa parte do mundo graças às navegações.

 

Livraria Lello (foto: shutterstock)

Harry Potter e o Porto

Assim como a , a Torre dos Clérigos vigia a cidade do Porto do alto de uma colina. A construção é uma genuína obra barroca de meados do século 18, com 75 metros de altura. Quem tiver fôlego para subir os 240 degraus até o topo vai se deslumbrar com a vista para o rio e o Vale do Douro.

Na frente da torre, um belo projeto paisagístico integra um jardim suspenso de oliveiras com um centro comercial repleto de lojas e barezinhos. Uma das vitrines ali é da Fly London, loja de calçados e bolsas, febre no país.

Cara a cara com o jardim, a centenária livraria Lello é assídua no circuito de passeios por conta da beleza de seu interior e por atiçar o imaginário dos fãs da saga Harry Potter. J.K. Rowling viveu no Porto no início dos anos de 1990 e acredita- se que a beleza do prédio tenha inspirado a autora a criar certos detalhes e locais dos livros, como a livraria mágica Floreios e Borrões e as escadas que se mexem no castelo de Hogwarts. Verdade ou não, há uma área apenas com os livros de Harry Potter.

Para entrar, é preciso pagar € 4 (o valor é descontado da compra de um livro). O sobe e desce pela bela escadaria vermelha não para e são raros os momentos para conseguir tirar uma foto sem ninguém. O poético vitral no teto, os lustres e as colunas criam um belo equilíbrio com as prateleiras forradas de livros.

Aproveite que a livraria está coladinha à Rua Galeria de Paris para escolher um dos barezinhos com mesas na calçada e pedir uma taça de vinho ou uma cerveja (€ 1,50 a pint gelada). Ali é um lugar corriqueiro para os moradores curtirem o happy hour de segunda a sexta e a balada noite adentro aos finais de semana.

 

Torre dos Clérigos (foto: shutterstock)

Cultura e parques no Porto

Mas nem só do passado vive o Porto. A Casa de Música veio trazer um balde de modernidade à cidade. Projetada pelo arquiteto holandês Rem Koolhaas, o edifício foi idealizado para ser a casa de todos os tipos de música. Do fado à eletrônica, o espaço sedia concertos, performances e recitais. A agenda de eventos acontece durante todo o ano e os passeios guiados apresentam mais detalhes e curiosidades. Para uma noite sonora, nada melhor que conferir os jantares musicais que animam o restaurante da casa. Interpretações de fado e uma coletânea das obras de Mozart estão entre os espetáculos de 2018. Jantar com show a partir de € 37 (confira o calendário no site).

Visual modernoso também é o do Museu de Arte Contemporânea, sediado na Fundação de Serralves. A construção minimalista já é uma atração em si e surpreende por ter sido erguida de forma que privilegia os jogos de luz natural. Boa parte do acervo é dedicada a obras de vanguarda. Muitos trabalhos também podem ser vistos no belo Parque da Fundação, área com 18 hectares que abriga a Casa de Serralves, uma linda mansão art déco.

Por falar em espaço verde, nada se compara ao Parque da Cidade. Maior parque urbano de Portugal, ele tem vista para o Oceano Atlântico, várias trilhas para caminhada e bike, um belo lago e aquário. De frente para o mar, dá para combinar com um passeio delicioso pelo calçadão da Praia da Luz até a Pérgola da Foz (pergolado de concreto armado de 1930 que acabou virando um dos pontos mais românticos à beira-mar).

E onde tem praia tem restaurantes abarrotados de pescado e frutos do mar. Na cidade vizinha, Matosinhos (não dá para perceber que mudou de endereço), o restaurante Mauritânia é daquele tipo que tem aquário logo na entrada com lagostas e caranguejos gigantes para você escolher qual vai ser o seu. Caldeirada de mariscos, sopa de peixe, pratadas de camarões e amêijoas e, claro, bacalhau à moda da casa. Bacalhau? Nossa, a matéria acabou e ele só aparece agora? Pois é, foram tantas descobertas e surpresas nessa jornada pelo norte de Portugal, que tudo aquilo que é clássico, vai ficar para uma próxima viagem!

Pérgola da Foz (foto: shutterstock)

 

Onde se hospedar no Porto

Aberto em um prédio com mais de 150 anos, onde antigamente funcionava o Teatro Baquet, o Hotel Teatro aproveitou a essência do lugar como temática. Há holofotes iluminando os corredores, figurinos no hall, a recepção parece uma bilheteria, o restaurante faz menção ao palco e o bar é como se fosse a plateia. São cinco tipos de apartamentos decorados com elementos cênicos e espelhos, como se fossem um camarim. Fica próximo há vários pontos turísticos do Porto. O custo-benefício é muito bom!

 

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