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Colônia do Sacramento: charme com toque colonial

Colônia do Sacramento: charme com toque colonial

A charmosa cidade com ares coloniais é boa pedida para esticar desde Montevidéu ou mesmo Buenos Aires

Por Tarcila Ferro, Thelma Lavagnoli e Victor Gouvêa

Como chegar a Colônia do Sacramento?

De Montevidéu são duas horas de carro. Quem vem a partir de Buenos Aires cruza o Rio da Prata de barco, pelas companhias Buquebus ou Colonia Express, em pouco mais de uma hora.

 

Como é?

É uma cidade charmosa, com casario colonial bem preservado, ruas de paralelepípedos iluminadas por lamparinas que chegam a lembrar Ouro Preto ou Paraty. Fica às margens do Rio da Prata e exatamente pela posição estratégica foi motivo de disputa entre portugueses e espanhóis. Isso garantiu uma mistura peculiar à arquitetura de Colônia, fundada em 1680 e que virou Patrimônio da Unesco. Seu centro histórico fica dentro de uma muralha, agora em ruínas, que serviu para protegê-la dos invasores.

 

O que fazer em Colônia do Sacramento?

 

O passeio pode começar pela viela mais conhecida dali, a Calle de los Suspiros, uma ruazinha com construções históricas de paredes grossas e teto baixo. Os telhados assimétricos são originais do século 18 e explicam a expressão “nas coxas”, já que foram moldadas sobre as pernas dos escravos e por isso o resultado é bastante desnivelado. Ela leva à Plaza Mayor, que apesar do nome é pequena. No miolo fica o Museu Português, uma casinha com paredes de pedra e adobe (barro usado como rejunte), lugar onde estão guardados objetos da época em que os portugueses estiveram na região. Em uma construção bem mais chamativa, o museu Espanhol reúne mapas, roupas, mobiliários e documentos seculares.

 

Calle de los suspiros

Calle de los suspiros (foto: shutterstock)

 

No centrinho tem uma grande oferta de restaurantes e bares, muitos deles abertos em casinhas fofas coloridas. Podendo investir em uma refeição especial com vista para o Rio da Prata, o Charco Bistrô tem cardápio recheado de comida mediterrânea. Para ir de chivito ou outra comidinha rápida para pegar e sentar em alguma mesinha na calçada, o Los Farolitos é uma opção.

Ali também está o farol, construído no século 19, quando o Uruguai já era independente e queria guiar os navegadores, e não mais evitá-los. O farol é aberto para visita e quem conseguir subir os 118 degraus tem como recompensa um visual deslumbrante para o Rio da Prata. Construído sobre o antigo convento de São Francisco, o farol guarda uma lenda curiosa. Segundo conta a tradição popular, quando os jesuítas foram expulsos da América espanhola por contrariar interesses da coroa, uma freira resistiu e teve de ser retirada à força. Dizem que a amarga senhora jogou uma maldição na cidade e qualquer coisa de ruim que aconteça aos locais é atribuído à tal da freira. Verdade ou mito, o povo confirma que todo dia 22 de janeiro, festa de celebração do aniversário de Colônia, chove a cântaros.

 

Rio da Prata

Rio da Prata (foto: shutterstock)

 

Talvez por culpa da freira, a Basílica do Santíssimo Sacramento foi pelos ares em 1823, restando hoje só duas colunas e o retábulo da estrutura original. Os portugueses haviam escondido no sótão da igreja uma quantidade imensa de pólvora. Um raio atingiu o teto e bum! A explosão deu cabo da construção antiquíssima.

Fora do centro histórico, o destaque é o Centro Cultural Bastión del Carmen, em uma antiga fábrica de sabão transformada para receber exposições de arte e mostras. Vale o passeio perto dali também no píer de Colônia do Sacramento, sentar em seus banquinhos e apreciar o rio sem pressa.

 

Onde se hospedar em Colônia do Sacramento?

 

La Casa de Los Limoneros

Fica na área rural da cidade e atende em um casarão de fazenda perto de uma linda plantação de limão-siciliano. São apenas sete quartos, piscina, lago e um gostoso jardim.

 

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