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O que fazer em Marvão, Portugal

O que fazer em Marvão, Portugal

Confira o que fazer e comer em Marvão, a cidade de Alentejo cercada pelas muralhas do Castelo de Marvão

Por Thelma Lavagnoli

Subindo uma estradinha sinuosa em meio a casinhas brancas com detalhes em pedra, eis que surge ao fundo o monumento de que tanto ouvi falar: o castelo de Marvão é daqueles lugares aos quais ninguém fica indiferente, nem mesmo a guia Francisca, que me acompanhou durante toda a viagem e já esteve por aqui algumas vezes. “É o meu favorito na região”, me dizia.

Cheguei curiosa, mas não esperava ficar tão impressionada com mais um conjunto militar das últimas paradas do roteiro. Ledo engano, a atmosfera aqui é diferente, seja pela localização a mais de 800 metros de altura, as torres bem preservadas ou o fato de que podemos explorar livremente os postos de observação e muralhas (desde que se encarem alguns degraus).

Ao observar as áreas verdes do Parque Natural da Serra de São Mamede, que fica em parte no território espanhol (estamos, afinal, pertinho da fronteira), é fácil entender o valor militar do local. Daqui era possível ver os inimigos se aproximando e planejar o contra-ataque. Como espanhóis e portugueses sempre tiveram seus arranca-rabos, é grande a lista de obras com finalidade militar. Atualmente, um dos principais acontecimentos no castelo é o Festival Internacional de Música de Marvão. Praticamente todos os alentejanos que encontrei e a quem contei que visitaria a área me disseram como essas apresentações são imperdíveis, seja pelo visual ou pela qualidade dos músicos que tocam em um dos pátios do monumento.

Com mais tempo em Marvão, vale uma paradinha na Igreja de Santa Maria, do século 13. Ela já esteve em ruínas, mas hoje exibe suas linhas góticas, seus azulejos e cortes barrocos ao ganhar a função de museu municipal – com núcleos de arte sacra e arqueologia, por exemplo. Depois, uma voltinha pela vila dentro das muralhas é mais que bem-vinda. É quase um labirinto de rampas e chão de pedra, escadinhas, muros e casario branco… Daqueles que temos muito gosto em perder algumas horinhas para sair.

 

Castelo de Marvão | foto: divulgação

O almoço na cidade ficou a cargo do restaurante Mil Homens. Avós, filhos e netos trabalham ali, servindo turistas que se apertam no pequeno salão para provar delícias alentejanas feitas com jeitinho de casa. Boas pedidas são a sopa de tomate e o bacalhau com batatas. O preço é tão amigável quanto os proprietários e a refeição é farta, mesmo se pedir a meia porção: não costuma passar dos € 20.

Para conhecer a produção de um ícone da culinária portuguesa, inclua no roteiro o Centro de Interpretação do Azeite, ou como é conhecido, Museu do Azeite de Marvão. Não é um museu sobre a história geral do óleo, mas sim da trajetória dele aqui, em uma propriedade familiar que começou a produzi- lo no século passado e hoje é comandada pelos descendentes.

Por € 15,90, é possível ver salas de maquinário antigo enquanto se escutam detalhes sobre a trajetória da família e como o produto é feito. “Azeitonas galegas, pois o rendimento é bom e gera um azeite mais doce, sem tanta acidez”, explica o neto dos fundadores, hoje guia do local. De quebra, o visitante ainda ganha uma garrafinha para provar se o produto é, de fato, bom ou não. Se quiser levar mais algumas na mala, a lojinha tem opções a partir de € 4, além de cervejas e artesanato local.

O roteiro pelo Alentejo é assim: guarda grande riqueza cultural, gastronômica e arquitetônica a cada parada e, justamente por isso, rende uma viagem interessante.

 

 

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