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O que fazer em Bragança, Portugal

O que fazer em Bragança, Portugal

Dona de um dos castelos mais lindos de Portugal, Bragança tem um centro histórico rico de relíquias e endereços gastronômicos deliciosos

Por Tarcila Ferro

Já era hora do almoço quando Bragança despontou. Cidade que tem um dos castelos mais lindos de Portugal e um centro histórico cheio de relíquias, um dia inteiro é o mínimo para conhecê-la como se deve. Os trabalhos começaram com uma refeição caprichada no Solar Bragançano, restaurante que funciona há 30 anos em um solar do século 18. A lareira, os móveis de madeira rústica e os livros espalhados propositalmente como parte da decoração criam enredo para um almoço sem pressa. O forte por ali é a carne de caça (javali, perdiz e lebre), mas acabei escolhendo outra sensação local: a posta de vitela mirandesa.

Pedido feito, logo vem à mesa Dona Ana Maria, que comanda o restaurante há 30 anos, mostrar o certificado comprovando que a carne com a qual será preparado o meu prato é de vaca da raça mirandesa. Isso quer dizer que é um animal criado sem ração e que pasta nos verdejantes campos das províncias do Minho e Trás-os-Montes. É assada apenas no sal, sem nenhum tipo de condimento ou molho. Acompanhando a vitela, torradas de perdiz desfiadas e vinho tinto da casa.

Castelo de Bragança (foto: shutterstock)

O restaurante fica em frente à Praça da Sé, de onde partem várias ruas de calçamento de xisto que terminam no Castelo de Bragança. Na praça, um cruzeiro de pedra e a velha catedral da cidade servem como ponto de partida. Aliás, a nova catedral fica em outro ponto da cidade e nada tem a ver com a antiga. Construída em 2001 a partir de um moderno projeto, é a primeira catedral portuguesa erguida no século 21. A caminhada segue pela Rua dos Combatentes da Grande Guerra, com vários exemplares de casas transmontanas ostentando brasões de poderosas famílias portuguesas (a Casa do Arco é um belo exemplo de construção brasonada).

Entre as curiosidades sobre a história de Bragança está o fato de ter recebido muitos judeus que foram expulsos da Espanha no século 15. Acredita-se que vieram mais de 3 mil imigrantes, que passaram a trabalhar em fábricas de seda, curtumes e no comércio. O passado dos judeus em Bragança está contado por meio de fotos, documentos e um acervo digital tanto no Centro de Interpretação da Cultura Sefardi como no Memorial e Documentação Sefardi.

Praça da Sé em Bragança (foto: shutterstock)

Na lista de atrações obrigatórias está o Museu Abade de Baçal, aberto em 1935 no antigo Palácio Episcopal. É uma verdadeira viagem pela cultura, história religiosa, política e economia de Bragança e Trás-os-Montes. O espaço é uma homenagem ao padre, escritor e poeta Abade de Baçal. Lá estão as máscaras de madeira usadas durante o carnaval e as festas de inverno nas aldeias, exemplares de varas usadas por juízes e vereadores, relicários, cata-ventos de ferro, braseiros e as famosas esculturas disformes (que parecem um porco ou javali) usadas em cultos pagãos como símbolo de fertilidade. Na área com artefatos romanos há colunas, jarros e moedas, e na antiga capela ficam os quadros, carruagens, mantos, cajados e outros objetos que pertenceram a antigos padres e bispos.

Guarde fôlego para dois outros museus que estão dentro da cidade murada. Subindo as ladeiras de pedra e adentrando os muros, o Museu Ibérico da Máscara e do Traje vale uma espiada rápida para entender melhor sobre a tradição das fantasias usadas nas festas da região. São roupas que beiram o bizarro e chegam a dar medo, mas a finalidade justifica o mau gosto: são para espantar má sorte e espíritos ruins.

A poucos passos dali, o Castelo de Bragança absorve todas as atenções. Considerado um dos mais importantes e bem preservados castelos portugueses, a obra do século 12 ressalta a arquitetura militar em estilo gótico. Na torre principal funciona um museu com acervo de armas desde as primeiras batalhas por territórios no século 12 até as usadas durante a Primeira Guerra Mundial. Estandartes, armaduras, canhões e fotografias completam a coleção que foi montada a partir da doação de objetos de vários moradores da região. Vá subindo todos os andares até chegar ao topo – dali, em dias claros, as Serras de Montesinho, Sanabria, Nogueira e Rebordões ficam nítidas. Afinal, estamos em uma freguesia que fica atrás dos montes.

Despeça-se de Bragança ao sabor de mais um prato local, a carne de javali. O restaurante O Javali tem uma unidade gourmet ao lado do Castelo de Bragança e outra a cinco quilômetros dali. Acabei na mais afastada e dei de cara com um restaurante português bem tradicional e interiorano, daqueles com paredes de pedra, animais empalhados e toalhas vermelhas nas mesas. Assim como o javali, as castanhas também fazem sucesso por ali e foi uma deliciosa overdose: entrada com sopa de castanha, posta de javali com castanhas assadas e na sobremesa, pudim de castanhas!

Igreja da Misericórdia em Bragança (foto: shutterstock)


CURIOSIDADE

Quem viaja com crianças pode programar uma esticada até Vinhais para conhecer o Parque Biológico. É um espaço para conhecer a flora e a fauna da região do Minho e Trás-os-Montes, mostrando o habitat de animais como raposas, javalis, faisão e veados. Ainda há um parque de aventuras com arvorismo, passeios de burro e área com chalés para quem quiser ficar hospedado ali. Alto da Cidadelha, 5320

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