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De Ford Ka pela América do Sul

De Ford Ka pela América do Sul

O gaúcho Gustavo Blume transformou seu Ford Ka 1.0 em um mini motorhorme e caiu na estrada levando na bagagem o sonho de realizar uma road trip. A aventura virou uma minissérie, lançada pela Ford, que narra a jornada do jovem de forma divertida e emocionante

Você é do tamanho do seu sonho! No caso do representante comercial Gustavo Blume, 28 anos, o sonho dele coube todinho em um Ford Ka 1.0. Gaúcho da cidade de Ivoti, a cerca de 60 km de Porto Alegre, Gustavo sentiu que precisava de uma pausa na rotina e de um novo fôlego em sua vida. Assim, decidiu que era a hora de colocar em prática um antigo sonho:  fazer uma road trip pela América do Sul.

Para a missão, não pensou duas vezes: cairia na estrada com seu Ford Ka 1.0 Flex.  “Comprei o carro em 2018 e me surpreendi com o seu desempenho e agilidade”, conta. Também pesou na decisão o fato de o modelo fazer 18 quilômetros com um litro de combustível. “Melhor custo-benefício impossível”, ressalta.

Mas Gustavo não usaria o carro apenas como seu meio de transporte: seria também sua casa, com quarto e cozinha. Para a nova função, foram realizadas algumas adaptações até virar um mini motorhome. Seis mil reais e dois meses depois, o carro ganhou bateria extra, mini geladeira, um baú para armazenar água e uma cama no lugar dos bancos do carona e do passageiro.

Fogareiro, luz recarregável, panela, caixa de ferramentas e muita comida enlatada se somaram aos utensílios essenciais para a jornada. “Do carro em si, apenas troquei os pneus, pois sabia que enfrentaria estrada de terra e terrenos irregulares”, relata. Para ficar ainda mais tranquilo na viagem, providenciou um seguro de carro com cobertura internacional.

No dia 1º de fevereiro, deixou o Rio Grande do Sul rumo ao seu sonho. A ideia inicial era viajar durante oito meses passando por Argentina, Chile, Peru, Equador, Colômbia e Venezuela. Mas o plano não estava “engessado”, com tempo cronometrado em cada lugar, o que Gustavo queria mesmo era deixar a estrada conduzir sua viagem. “Dirigir sozinho, olhando para a paisagem, é uma verdadeira terapia. É um momento de reflexão e autoconhecimento constantes”, analisa.

As belas paisagens da América do Sul

Olhar as paisagens é uma terapia, de acordo com Gustavo (foto: Gustavo Blume)

Gustavo e seu Ford Ka ultrapassaram a fronteira e foram para a Argentina, o primeiro país da aventura. Ali, ficaram por 28 dias, passando por Buenos Aires e Península Valdés, até chegar a Ushuaia, na Patagônia argentina, considerado o ponto mais austral do globo antes da Antártica, motivo que rendeu à cidade o título de “Fim do Mundo”.

E dirigir no Fim do Mundo rendeu fotos incríveis, amigos pelo caminho e uma boa dose de desafios. “Meu Ka foi guerreiro, aguentou trechos que só eram indicados para carros com tração nas quatro rodas. O carro chegou a ficar coberto de lama”, relembra. Gustavo aproveitou que o veículo estava atingindo os 50 mil quilômetros e fez a revisão na Argentina. “Tem concessionária Ford em toda parte do mundo.” E o que ele precisou trocar depois dos desafios da estrada? “Apenas uma lâmpada do farol!”

Para registrar todos os momentos dessa aventura, o jovem começou a postar vídeos e fotos em seus perfis no Instagram (@ka.estou) e no YouTube. O conteúdo mostrando a realidade da estrada somada a boas pitadas de bom humor fizeram com que o número de seguidores crescesse rapidamente.

A interação diária com os internautas trouxe uma companhia constante durante a aventura. Mas não foram apenas os amigos virtuais que o acompanharam. “Um dia comprei um chapéu para me proteger do sol, olhei no espelho e lembrei do Indiana Jones”, conta. Foi a partir daí que surgiu o Indiana Jones dos Pampas, personagem criado por Gustavo e que passou a narrar a viagem de uma forma engraçada e cheia de emoção.

Gustavo em Ushuaia

Gustavo em Ushuaia (foto: Gustavo Blume)

 

Imprevistos acontecem

O plano era viajar pelo menos oitos meses pela América do Sul. Mas assim que o gaúcho chegou ao Chile, segundo país da road trip, as fronteiras foram fechadas por conta da pandemia do novo coronavírus. Sem conseguir voltar para o Brasil, o viajante precisou repensar toda a aventura.

“Fiquei 52 dias no Chile praticamente parado porque nada estava aberto.” Gustavo ficou em plena Patagônia chilena, na região do Parque Nacional Torres del Paine, lugar de rara beleza, mas que pode ser muito traiçoeiro por conta das fortes rajadas de vento e das mudanças constantes de temperatura.

Estacionado ao lado de duas lagoas, Gustavo passava os dias pescando, cortando lenha e mostrando sua rotina nas redes sociais, sempre com muito bom humor. “Nunca deixei de rir de mim mesmo”, diverte-se. E foi esse alto astral que cativou muita gente que estava em quarentena no Brasil. “As pessoas não podiam sair de casa e minha história, de certa forma, trouxe um motivo de divertimento.”

Gustavo Blume

O Ford Ka serviu como carro e moradia para Gustavo (foto: Gustavo Blume)

Ajudado por um fazendeiro da região, que, sensibilizado por sua história, ofereceu banho quente (já eram dias sem uma ducha decente) e comida fresca – apesar de ainda ter muita comida enlatada no carro –, o gaúcho fez um amigo não só na estrada, mas para a vida toda.

Depois de quase dois meses na região, ele teve permissão de voltar para o Brasil. Ao todo foram 100 dias na estrada, que, apesar de terem sido interrompidos, marcaram profundamente Gustavo. “Foi a melhor coisa que fiz na minha vida e já estou planejando a próxima viagem”, revela. E como vai ser? “O roteiro ainda não fechei, mas com certeza será a bordo do meu Ford Ka!”

Acompanhe o primeiro episódio dessa aventura que a Ford transformou na minissérie Ka Estou Viajando pela América do Sul no vídeo abaixo: