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Botanique Hotel & Spa: isolamento natural em Campos do Jordão

Botanique Hotel & Spa: isolamento natural em Campos do Jordão

Com apenas 18 acomodações em conceito pós-luxo, o hotel-butique defende a privacidade, a qualidade do serviço e a valorização das experiências como elementos essenciais da hotelaria em tempos de covid-19

Por Cristiane Sinatura

Café da manhã servido na varanda do quarto, ausência de recepção, check-in feito com antecedência por e-mail, refeições à la carte, muitos espaços ao ar livre em meio à natureza. Parece até protocolo de segurança e higiene em tempos de pandemia, mas não: o Botanique Hotel & Spa sempre foi assim.

Por isso, não fosse pelo uso das máscaras e pelos onipresentes frascos de álcool em gel, para os hóspedes que vêm se isolar nesse refúgio cravado na Serra da Mantiqueira quase não há diferença em relação à experiência proporcionada por aqui desde 2012. Não à toa, desde que reabriu em junho, o hotel vem tendo alta demanda mesmo durante a semana, já que agora o home office permite trabalhar de qualquer lugar.

 

A privacidade do pós-luxo

Privacidade é um dos pilares que sustentam o movimento pós-luxo, preconizado pela proprietária Fernanda Ralston Semler. Ninguém vem ao Botanique Hotel & Spa para ver e ser visto. Abaixo as grifes, as tendências e a ostentação: qualidade, atemporalidade, originalidade, propósito e valor justo são os cinco filtros que ditam esse tipo de luxo, como se a ideia fosse voltar os pés ao chão e valorizar a experiência mais que a aparência.

“A pandemia nos traz a possibilidade de revisão de valores, a real dimensão de empatia, família, amor e propósito. O pós-luxo prima por essas experiências verdadeiras, além de itens esquecidos como silêncio, natureza e materiais autênticos, mostrando que grifes e marcas não são sinônimos de luxo realmente útil”, analisa a empresária.

Assim, o quinteto de virtudes pode ser visto por todos os cantos no Botanique, hotel-butique que fica no Vale dos Mellos, destino perfeito para o turismo de isolamento. Esse bairro de Campos do Jordão fica a meia hora de carro do centrinho e na divisa entre Santo Antônio do Pinhal e São Bento do Sapucaí.

Da arquitetura que valoriza os elementos naturais à origem dos insumos que abastecem a cozinha, tudo leva um toque brasileiro. As “burocracias” da hotelaria comum também foram eliminadas, como o check-in, as gorjetas, a assinatura de conta no restaurante e a cobrança por serviços como lavanderia e frigobar. Qualquer dúvida ou necessidade que o hóspede tenha é resolvida por um único ramal de telefone ou diretamente no balcão do bar, com a ajuda dos chamados âncoras – funcionários responsáveis por cuidar das demandas de cada quarto.

Fachada do Botanique Hotel & Spa

Fachada do hotel com horta dominando o paisagismo (foto: divulgação)

 

Hotel com identidade brasileira

Aqui, mais importante que a etiqueta de uma marca é a origem da matéria-prima. Madeiras centenárias, por exemplo, foram recuperadas de fazendas no interior do estado para dar forma às vigas do prédio principal e dos chalés, enquanto a ardósia do tipo chocolate vem de uma jazida explorada apenas uma vez a cada 17 meses.

Blocos de pedra natural empilhadas, paredes de vidro e aço exposto ajudam a compor a identidade visual do hotel. É uma releitura atemporal e sofisticada daquela típica de Campos do Jordão, deixando de lado as excessivas referências ao estilo alpino para criar um novo conceito nacional de hospedagem nas montanhas.

Suíte do Botanique Hotel

Suíte com banheira e cama king size (foto: divulgação)

Acompanhada de tapetes, mantas e estofados que aquecem o ambiente, a decoração traz trabalhos de artistas brasileiros, dos mais renomados aos novos talentos, como as esculturas alagoanas de cabeças feitas à mão para espantar o mau olhado. Além disso, mais de 400 livros selecionados de literatura nacional se espalham por todos os cômodos do hotel.

Há curadoria também para a trilha sonora que embala os ambientes e para o catálogo de filmes exibidos no pequeno cinema privativo, que recebe apenas um casal por horário, com pipoca e sorvete.

Cinema do Botanique Hotel

O cinema pode ser reservado para sessões a dois (foto: divulgação)

 

Área das piscinas

Na área das piscinas, os pedidos de comes e bebes são feitos por telefone (foto: divulgação)

 

Isolamento em meio à Mata Atlântica

Os números impressionam: a propriedade tem, ao todo, 1,2 milhão m2 de área, incluindo trechos de Mata Atlântica e 7 mil m2 de espaço construído. Apesar desse tamanho todo, o fato de serem apenas 18 apartamentos colabora para a sensação de isolamento e privacidade. Sete deles ficam no prédio principal e se beneficiam das vistas para as montanhas ou o vale.

 

 

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Os outros 11 são chalés, aqui chamados de vilas, e distantes entre si. Eles possuem belas varandas e jardins privativos, que podem incluir banheira ao ar livre esculpida em pedra ou uma piscina no caso da categoria Suprema. Frigobar com cerveja artesanal, cápsulas de café regional, cosméticos de marca própria desenvolvidos com princípios de aromacologia e ingredientes nativos da serra, snacks, cachaça e hidromel são mimos presentes em todos os quartos, equipados ainda com cama king size, lençóis de até mil fios, lareira e TV com Netflix.

Vila com piscina

Vila com piscina (foto: divulgação)

 

Exterior da Vila Suprema

Exterior da Vila Suprema, a maior categoria entre as 18 acomodações (foto: divulgação)

No horário escolhido pelos hóspedes e com itens de sua preferência, o café da manhã é servido no próprio quarto desde a inauguração do hotel.  A diferença agora, por conta do distanciamento social e redução de contato, é que os funcionários apenas entregam a bandeja e as louças, não montando mais a mesa.

Como está disponível até meio-dia, mesmo quem não optar pelas diárias que cobrem as demais refeições estará devidamente alimentado até a hora do petisco da tarde, uma cortesia do chef que pode ser bolo de fubá com goiabada ou quiche de queijo com tomate, por exemplo.

 

Curadoria gastronômica do Botanique Hotel & Spa

A gastronomia, por sinal, é outro destaque em que o Botanique busca aplicar os conceitos de produção local e sazonal. À frente do restaurante Mina, o jovem chef Gabriel Broide, que já trabalhou com Alex Atala e Daniel Boulud, tem a seu dispor a imensa horta distribuída em mais de 300 caixas de madeira, que compõem o paisagismo da fachada do hotel.

Ali brotam ervas, flores e hortaliças usadas diariamente nos pratos do almoço e do jantar, servidos à la carte em menu que muda de acordo com a estação do ano. Aquilo que não vem da horta própria é, em sua maioria, proveniente das redondezas.

Horta do Botanique Hotel & Spa

O chef Gabriel Broide na horta do hotel, de onde vem grande parte dos insumos do restaurante Mina (foto: divulgação)

Assim brilham receitas como a truta grelhada com legumes e purê de batatas, o arroz de polvo, o cordeiro com cuscuz marroquino, a moqueca de peixe do dia e o espaguete fresco com molho de tomate rústico. A adega é um caso à parte, com grande incentivo aos vinhos gaúchos selecionados em uma série de viagens feitas pelos experts do hotel.

 

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A proposta da carta relativamente enxuta, incluindo os rótulos internacionais, não é oferecer quantidade, mas sim qualidade e, melhor ainda, raridade. Também as cervejas, os cafés, as cachaças e até as águas, sempre nacionais, passaram pelo crivo de especialistas. No almoço, é uma delícia sentar no terraço com vista para as montanhas, que chega a ter um toque de Toscana. À noite, o frio da serra é aplacado pela grande lareira que faz as vezes de peça central na sala de jantar.

Área externa do Botanique Hotel & Spa

Áreas ao ar livre, em meio à natureza, transformam o Botanique em destino ideal para turismo de isolamento (foto: divulgação)

 

O menu do restaurante Mina muda constantemente; aqui, dourado do mar com abóbora moranga e shitake bok-choy (foto: divulgação)

 

Restaurante Mina

Janelões de vidro garantem refeições com vista no restaurante Mina (foto: divulgação)

 

Natureza pura no Botanique Hotel & Spa

A Mata Atlântica com araucárias centenárias, árvores nativas replantadas e mais de 160 espécies de aves serve de cenário não só para a contemplação, mas também para algumas das atividades disponíveis aos hóspedes. Quem opta pelo regime de pensão completa tem tudo incluído, como personal trainer, aulas de ioga e de tênis e passeio a cavalo ou de bicicleta com monitores.

De qualquer forma, o uso independente das duas academias, da quadra e das bicicletas é liberado para todos os hóspedes. O mesmo vale para o acesso à trilha de dois quilômetros em meio à mata que circunda a área construída do hotel.

Área externa do Botanique Hotel & Spa

Áreas ao ar livre, em meio à natureza, transformam o Botanique em destino ideal para turismo de isolamento (foto: divulgação)

 

Passeio de bicicleta no Botanique Hotel

Bicicletas ficam à disposição dos hóspedes para pedalar dentro e fora do hotel (foto: divulgação)

 

Quadra de tênis do Botanique

A quadra de tênis também é ponto de partida para os passeios a cavalo e chegada da trilha da ladainha (foto: divulgação)

 

Spa do Botanique 

É a Mata Atlântica, também, que dá vida e alma ao Spa D’Água, um espaço com 900 m2 onde todos os tratamentos fazem uma ode àquilo que o Brasil tem de melhor. As massagens, por exemplo, incorporam elementos indígenas, afro-brasileiros e até da fauna local, como no caso da opção Toques Animais, que simula os movimentos de diferentes bichos da região.

As ervas usadas em algumas das terapias também são da Mantiqueira. Além disso, há saunas, flutuação em piscina com alta concentração salina, banho em águas termais vindas de Águas de São Pedro e piscina isotônica.

Outra preocupação do Botanique é com as comunidades em seu entorno. É delas que vem quase a totalidade de seus funcionários, que recebem um longo treinamento para atender os hóspedes da melhor forma. O novo luxo, afinal, também é feito de pessoas.

Piscina do spa

Aquecida, a piscina do spa tem vista para as montanhas (foto: divulgação)

 

Cuidados especiais no Botanique Hotel & Spa

O Botanique Hotel & Spa reabriu em junho seguindo um protocolo com 135 itens, baseados em recomendações do Ministério da Saúde, da Anvisa, da OMS e do município de Campos do Jordão. Sendo assim, medidas básicas como uso obrigatório de máscara, garçons com face shield, frascos de álcool em gel em pontos estratégicos, inclusive nos quartos, e tapetes sanitizantes nas entradas já viraram rotina.

Inicialmente, apenas 20% das acomodações foram liberadas para reserva e todo o serviço de alimentação era feito em room service. Pouco a pouco, conforme a cidade avança nas fases do Plano SP, mais serviços vêm sendo retomados. Assim, todas as 18 acomodações já estão operando e passam por higienização com ozônio antes de cada check-in.

A arrumação dos quartos, antes feita pelo menos três vezes ao dia, agora foi reduzida a duas, mediante autorização e ausência dos hóspedes. A academia também já pode ser usada, com horário marcado – o espaçamento é de três horas, para que a higienização com ozônio faça efeito. No spa, estão liberadas as massagens e a piscina isotônica, também com agendamento; as saunas permanecem fechadas.

Os funcionários não podem mais manobrar os carros dos hóspedes e, no restaurante, as mesas foram reduzidas e espaçadas, inclusive na área externa. Os cardápios agora são apresentados em forma de QR code e os talheres vêm à mesa embalados em papel. Quem preferir continua tendo o room service à disposição. Na piscina, também a quantidade de espreguiçadeiras foi diminuída – dependendo do horário e da ocupação do hotel, pode faltar espaço para sentar.

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Diárias durante a semana para casal a partir de R$ 1.800 nas Suítes ou R$ 2.240 nas Vilas. Aos finais de semana, o valor começa em R$ 2.500 e R$ 3.250, respectivamente. A estadia mínima é de duas noites. Inclui café da manhã e minibar. Também é possível incluir meia pensão ou pensão completa.

 

Botanique Hotel & Spa

R. Elídio Gonçalves da Silva, 4.000, Bairro dos Mellos, Campos do Jordão, SP

botanique.com.br

 

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