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Como é a viagem de trem entre Curitiba e Morretes

Como é a viagem de trem entre Curitiba e Morretes

A partir de Curitiba, o viajante tem a opção de embarcar em um dos passeios de trem mais lindos do mundo, que percorre trechos da Serra do Mar paranaense.

Tarcila Ferro

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O passeio pela ferrovia histórica Curitiba-Paranaguá é o segundo atrativo mais procurado no Estado do Paraná, perdendo apenas para as Cataratas do Iguaçu. Realizar o trajeto de trem que liga Curitiba à cidade de Morretes, ou o trecho inverso, é daquele tipo de experiência marcante, exatamente pela beleza de todo o trajeto. O visual que passa pela janelinha do trem é orquestrado pela Mata Atlântica revela trechos de natureza intocada, com cânions forrados de verde, desfiladeiros, rios, paredões rochosos e cachoeiras robustas.

Ferrovia Curitiba-Paranaguá

Trecho da Ferrovia histórica Curitiba-Paranaguá (foto: divulgação)

Toda essa beleza pode ser contemplada graças à Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá, obra pioneira que impressiona ao colecionar 110 quilômetros de trilhos, 41 pontes e 13 túneis (o maior deles tem 457 metros de extensão). Ela entrou para os livros de história como a primeira a ser projetada por engenheiros negros, os irmãos Rebouças, em 1870, enquanto a escravidão ainda era vigente no país. Os irmãos se recusaram a usar mão de obra escrava e contaram com a força de trabalho de nove mil trabalhadores livres. Foram eles que deram vida a esse projeto desafiador, incluindo viadutos com mais de 500 toneladas de ferro, sem o uso de máquinas. Na inauguração de um dos trechos, a própria Princesa Isabel esteve presente, aliás.

 

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A construção da ferrovia foi um divisor de águas para o crescimento do Paraná, ao conectar o Porto de Paranaguá às regiões produtoras do estado e do Centro-Oeste do Brasil. É até hoje um meio de ligação vital para o escoamento de grãos e outros produtos, transportados pelos trens de carga da empresa de logística Rumo. Mas o florescer para o turismo veio depois. Há pouco mais de duas décadas, os vagões de carga passaram a dividir os trilhos com os trens turísticos da empresa Serra Verde Express, única companhia que detém a concessão da ferrovia para passeios.

Vista do vagão Guardiões do Marumbi (foto: Tarcila Ferro)

Opções de roteiros do trem entre Curitiba e Morretes

O trem faz dois roteiros. Pela manhã, a saída acontece do Terminal Ferroviário de Curitiba, rumo à cidade de Morretes, enquanto o retorno para a capital é no período da tarde. Nas duas situações, a viagem leva cerca de quatro horas e os passageiros realizam apenas a ida ou a volta de trem; o outro trecho é feito de van. Há diversas opções no site da Serra Verde (serraverdeexpress.com.br). Optei pelo passeio Pacote Pôr do Sol Completo, incluindo o traslado de carro até Morretes (almoço na cidade e a viagem de trem de volta a R$ 338 por pessoa).

Morretes é uma cidadezinha histórica que fica a 68 quilômetros da capital paranaense. O caminho até lá segue pela pitoresca Estrada da Serra da Graciosa. Antigamente usada por tropeiros (trabalhadores que conduziam o gado por longas distâncias), a rota conserva trechos do calçamento de paralelepípedo com curvas sinuosas, canteiros floridos e belas montanhas, motivo pelo qual foi declarada pela Unesco como Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.

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Uma das paradas pelo caminho é o Parque Temático Hisgeopar (passeio opcional, com ingresso a R$ 30), espaço com maquete animada que conta a história do Paraná, com destaque para a geografia, os ciclos de produção da região e a construção da rodovia.

A chegada em Morretes é próximo ao meio-dia, hora em que os restaurantes já estão a mil, servindo o varreado, o prato típico do Paraná. Experimentá-lo é quase uma obrigação. A receita é simples e ainda como na época dos tropeiros. Em uma panela de barro, um ou mais tipos de carne bovina de segunda são cozidas lentamente junto com cebola, alho, pimenta, louro e toucinho. Então, quando a carne está desmanchando, é adicionada a farinha de mandioca, formando o pirão de barreado.

Jantar em Curitiba, Paraná

Barreado do restaurante Nhundiaquara (foto: Tarcila Ferro)

 

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Há diversos endereços especializados no prato, que ficam ao redor do Rio Nhundiaquara e da antiga ponte metálica, um dos cartões-postais dali. Entre os mais tradicionais, o restaurante e hotel Nhundiaquara faz história na região há 75 anos. Em seu casarão com varanda sobre o rio que dá nome ao lugar, o prato vem com arroz, banana, maionese de batata, salada verde, filé de peixe à milanesa e camarão (R$ 77,50) – a versão sem frutos do mar custa R$ 59,50. Além disso, há ainda há opção vegana, em que a carne é substituída por proteína de soja e tofu.

Jantar no Serra Verde Express

Interior do vagão imperial (foto: divulgação/Serra Verde Express)

Como escolher o vagão

Barreado devorado, em seguida, vamos até a estação ferroviária para pegar o trem de volta, às 15h. A estação é pequena e o embarque é feito pela ordem dos vagões. Estes se dividem em categorias. Primeiramente, a opção turística – a mais simples, com poltronas fixas e sem decoração – até as litorinas, com ambientes finamente decorados, ar-condicionado e assentos aconchegantes. As diferenças são grandes entre elas, principalmente em itens como espaço, conforto e serviço de bordo.

Na hora de escolher, é importante ter em mente que a viagem de trem é uma experiência totalmente contemplativa. O tipo de vagão, portanto, influenciará diretamente no resultado do passeio. Por isso, eu recomendo investir nas categorias melhores, com janelas amplas, mais espaços entre as poltronas. E, de preferência, que tenha um terraço de observação, o que, para mim, foi o ponto alto da viagem. Diferentemente de um deslocamento de avião, em que o principal é o transporte em si, a graça do trem está no seu caminho. Fiz a viagem no vagão Guardiões do Marumbi, cujo nome é uma homenagem aos montanhistas que ajudam a preservar a região. A escolha foi certeira: confortável, clean, com janelas grandes, poltronas, sofás e um deque em que consegui ver tudo ainda mais de perto.

Como é a viagem de trem de Curitiba a Morretes 

O trem viaja a uma velocidade média de 35 km/h e os principais pontos do trajeto são explicados pelo guia, responsável também por servir o lanche e as bebidas. São mais de 30 destaques pelo caminho, avisados com antecedência para todos prepararem os celulares para fotografar em movimento, afinal, o trem não para.

Os momentos mais lindos ficam reservados para a travessia do Viaduto do Carvalho, em que o trem parece flutuar sobre um abismo verde. Com 84 metros e cinco pilares sustentando a estrutura de ferro, é um dos cartões-postais da ferrovia. Logo na sequência, é a vez da ponte São João. Com 118 metros de extensão e a 58 metros de vão livre, ela foi construída na Bélgica e trazida em pedaços para ser montada aqui, em 1884.

Mais fotos são tiradas na belíssima Cachoeira Véu da Noiva, com 70 metros de queda e contornada por mata. O trem também passa pela Estação Marumbi, um dos principais pontos de acesso à cadeia de montanhas de mesmo nome, formada por oito cumes e que passou a ser venerada não só pelos montanhistas, mas por todos os passageiros que têm a chance de vê-la bem de perto, através da janelinha do trem.

 

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Opções de pacotes da Serra Verde Express

Passeio e jantar requintado em Curitiba das 20h às 23h. Oferece entrada, prato principal, sobremesa e música ao vivo nos vagões inspirados nos anos 1930 – A partir de R$ 299

Trem Morretes/Antonina

Aprecie a paisagem natural e conheça a história da Ferrovia Paranaguá-Curitiba em um trajeto de Curitiba a Morretes e Antonina, com retorno para Curitiba – A partir de R$ 339

Show Illusionize

Passeio de Curitiba a Morretes das 8h30 às 17h30 com show do DJ Illusionize, um dos principais nomes da música eletrônica no Brasil. Além disso, inclui vagão petfriendly – A partir de R$ 459

Pôr do Sol Completo

Passeio por Morretes e Antonina das 8h às 19h com direito a conhecer a gastronomia do Paraná. Finaliza em Curitiba – A partir de R$ 259

Pacote Pôr do Sol

Viagem de Curitiba a Morretes pela Estrada da Graciosa, uma das mais charmosas do Brasil. Tem início às 9h e termina às 19h, em Curitiba – A partir de R$ 209

Pets são permitidos no Serra Negra Express

Vagão pet friendly (foto: divulgação/Serra Verde Express)

Litorina de luxo 09:30

Roteiro exclusivo com parada no Mirante do Santuário de Nossa Senhora do Cadeado, em Morretes, saindo de Curitiba. Aproximadamente 4h15 de viagem – A partir de R$ 365

Pacote Litorina de luxo 09:30

Passeio exclusivo pelo melhor de Morretes, Antonina e Serra do Mar Paranaense a partir de Curitiba com a Litorina de Luxo. Termina em Curitiba às 18h30 – A partir de R$ 449

City Tour Curitiba (manhã)

Cultura, belezas e pontos turísticos da capital do Paraná em 3h30. Visite locais como o Jardim Botânico, a Ópera de Arame e a Universidade Federal do Paraná, por exemplo. Começa às 9h – A partir de R$ 185 (valor individual para um grupo de no mínimo 2 pessoas)

City Tour Curitiba (tarde)

Assim como o tour da manhã, explora o melhor de Curitiba, mas em um trajeto que inicia às 14h – A partir de R$ 185 (valor individual para um grupo de no mínimo 2 pessoas)

Pacote Ilha do Mel com volta de trem

Aproveite uma manhã na Ilha do Mel com direito a visita à Gruta das Encantadas. Após o almoço, o trem segue para Morretes e então volta para Curitiba. Passeio das 7h às 19h15 – A partir de R$ 600.

 

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