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O voo da Pipa, no Rio Grande do Norte

O voo da Pipa, no Rio Grande do Norte

Um mapa do tesouro para desvendar um dos destinos mais disputados do Rio Grande do Norte

Por Cristiane Sinatura

No anos 1970, eram só os surfistas. Hoje, é gente do mundo todo – e este é um daqueles lugares que seduzem gringos a ponto de fazê-los fincar raízes (que o digam os argentinos). A 80 quilômetros de Natal, a Praia da Pipa faz parte, oficialmente, do município de Tibau do Sul. Mas ganhou vida e fama próprias, talvez por conta da combinação da paisagem: areia branca, mar esverdeado, falésias vermelhas e mata verde. Praias cheias ou rústicas, beach clubs ou restaurantes descolados, passeios para ocupar um dia ou balada para varar a noite: o mundo todo encontra aqui o seu lugar ao sol.

 

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1. Guaraíras
A oito quilômetros da Pipa, é uma enorme lagoa de águas mansas e salgadas. Principalmente no pôr do sol, seus bares com deque viram ponto de encontro, como a Creperia Marinas (hotelmarinas.com.br) – famosa pela comida e pela vista. É também local de parada dos
passeios de barco.

2. Praia do Madeiro
Popular entre os turistas, apesar do acesso chatinho com muitos degraus, é também bastante eclética: tem águas boas para nadar e aprender a surfar, com barracas oferecendo serviços básicos. Espere ver golfinhos!

foto: shutterstock

3. Santuário Ecológico
Sobre as falésias acima da Baía dos Golfinhos, esta área protegida reúne 16 hectares de Mata Atlântica, com uma série de trilhas sinalizadas em diferentes níveis de dificuldade. Do mirante, avistam-se a praia lá embaixo e até golfinhos nadando, especialmente na maré alta. Ingresso: R$ 15.

4. Baía dos Golfinhos
A praia mais bonita da Pipa, também conhecida como Currau, é uma meia-lua cercada por falésias, aonde só se chega caminhando durante a maré baixa, em 15 minutos desde a Praia do Centro. Ali, a presença dos golfinhos é certeira – no rasinho mesmo, bem perto dos banhistas. Não há quiosques, mas algumas barracas simples oferecem cadeiras e guardasóis (entre R$ 20 e R$ 25 o dia, preço médio em todas as praias), enquanto ambulantes passam vendendo comidinhas. Com águas calmas, é o melhor lugar para fazer stand up  paddle e caiaque – há tendas de aluguel na areia.

5. Praia do Centro
A mais movimentada e extensa (e possivelmente barulhenta, com direito a caixas de som) tem faixa de areia larga e piscinas naturais na maré baixa. O acesso é fácil: chega- -se caminhando pelo centrinho. É ponto de partida para os passeios de barco. Barracas alugam cadeiras e guarda-sol enquanto ambulantes vendem de tudo: desde ostras até empanadas. Na hora da fome, o restaurante Orishas (facebook.com/orishaspraiabar) serve um excelente peixe na brasa e tem música ao vivo para acompanhar o pôr do sol; na outra ponta, o Caxangá (facebook.com/caxangapipa) também é expert em frutos do mar frescos. Querendo passar o dia entre mar e piscina, com comida gostosa, bons drinques e música ao vivo, o Pipa Beach Club (pipabeachclub.com.br) é a pedida.

foto: shutterstock

6. Centro
A vilinha se concentra ao redor da Avenida Baía dos Golfinhos, que reúne restaurantes, bares, sorveterias, comércio, feirinha de artesanato. Lota à noite, quando muitos estabelecimentos improvisam balada com música ao vivo. Tem comida para todos os gostos: brasileira, japonesa, tailandesa, italiana, mexicana… Crepe é um sucesso só por essas bandas: vide o sempre lotado Aruman. Já o bar-restaurante Tranquilo (facebook.com/TranquiloPipa) tem uma boa chapa de frutos do mar para dividir. O Tapas (bit.ly/tapaspipa), já diz o nome, é para petiscar, com seleção de comidinhas que muda constantemente.

7. Praia do Amor
Em formato de coração quando vista do alto (daí o nome), atrai surfistas com seu mar bravo, especialmente na ponta colada à Praia do Centro. Com menos estrutura que a vizinha, algumas barracas oferecem cadeiras e guarda-sol, servindo também refeições e porções. Para chegar, é preciso descer vários degraus.

8. Praia das Minas
Abaixo do Chapadão, é uma praia muito tranquila, aonde se chega descendo escadas esculpidas na falésia, preferencialmente durante a maré baixa. Não tem nenhuma estrutura, então estendasua canga e leve seus petiscos – mas cuidado com o mar, que é bravo. Também é
ponto de desova de tartarugas marinhas.

9. Chapadão
No alto da falésia, o mirante tem a vista mais bonita da Pipa, cercado pelo mar aberto. É ponto de parada dos passeios em 4×4 e reúne muita gente no pôr do sol, mas é completamente escuro à noite. Combine a visita com uma refeição na Tapiocaria Amô (facebook.com/amotapiocaria), que tem mesas e redes ao ar livre.

foto: shutterstock

10. Pedra do Moleque
Avistada ao longe pelos portugueses que navegavam pela costa, esta rocha deu origem ao nome da praia, por conta do seu formato de barril de vinho – que, em Portugal, chama-se “pipa”.

Fique esperto!
A vida na Pipa gira em torno da maré, por isso é muito importante acompanhar a tábua do dia, sempre disponível na recepção dos hotéis – o acesso a algumas praias só acontece quando o mar recua. Apesar de ter muitos adeptos, o bate-volta desde Natal, só para passar o dia na Pipa, pode ser cansativo e pouco produtivo. Aliás, carro por aqui não é aconselhável: estacionar e mesmo transitar durante a alta temporada é missão impossível. Mais vale estar disposto a caminhar (de uma praia a outra são cerca de 20 minutos) ou desembolsar com táxi (uma corrida pelos arredores não deve passar de R$ 30). Também o transporte público pode ajudar a se locomover entre as praias: há vans baratinhas percorrendo o chamado anel viário. Para vir desde Natal (ou João Pessoa, a 150 quilômetros), muitos hotéis oferecem serviço de transfer, com preço médio de R$ 200, e também há vans nos aeroportos

Passeios
Contratar tours de um dia a partir da Pipa é um bom jeito de conhecer os atrativos da região. De bugue, quadriciclo ou jardineira, é possível
visitar as praias vizinhas de Cacimbinhas, Simbaúba, Barra de Cunhaú, Baía Formosa e Sagi, passando por dunas e lagoas (como a da Coca-Cola, de águas escuras). Há várias agências no centrinho de Pipa que vendem os tours. De barco, percorre-se toda a costa da região, com parada para banho e, em roteiros selecionados, refeição a bordo – como no passeio gastronômico Maria Maria (R$ 195 por pessoa, bit.ly/mariaviajar). Alguns demandam reserva prévia; se não, basta ir direto ao portinho da Praia do Centro e combinar com um
barqueiro credenciado

Onde dormir
Ideal para casais, o reservado Paua BoutiqueHotel (diárias a partir de R$ 310, pauapipa.com) fica no alto do Chapadão, a 15 minutos a pé do centrinho. Tem bangalôs fofos ao redor da piscina, cercados por um belo jardim, alguns com vista para o mar e todos com varanda privativa. Entre o centrinho e a praia principal, o Marlin’s é para quem quer praticidade com charme (diárias a partir de R$ 370, hotelmarlins.com). Para ir com a família, o Pipa Privilège (diárias a partir de R$ 381, pipaprivilege.com.br) tem jeito de resort fino, em Cacimbinhas, com quartos bem grandes, serviço de babá e parque aquático.

 

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