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História e gastronomia na cidade de Tiradentes, Minas Gerais

História e gastronomia na cidade de Tiradentes, Minas Gerais

Cercada de montanhas, Tiradentes não é só um mergulho na história do Brasil colonial e na culinária mineira, mas também um respiro para aproveitar passeios ao ar livre

Por Carolina Maia

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Caminhar pelas de pedra de Tiradentes é viajar pela história do Brasil. Basta um pouco de força nas canelas para vencer as ladeiras e, assim, se deparar com uma arquitetura tão bem preservada que parece paralisada nos tempos áureos da cidade. Literalmente áureos, já que toda aquela riqueza veio do ciclo do ouro, durante o século 18.

Por essas ladeiras, naquele tempo, passaram grandes nomes da Inconfidência Mineira, movimento separatista que combatia o domínio português e os impostos sobre a extração de ouro. E que, inclusive, traria à tona os esboços das primeiras ideias republicanas no país. Entre os Inconfidentes, estava Joaquim José da Silva Xavier, mártir nacional cujo apelido viria a rebatizar a cidade. Até então, ela era conhecida como São José del-Rei. Contudo, depois da Proclamação da República, passou a chamar-se Tiradentes.

Além de carregar a homenagem no nome, a cidade também exibe uma estátua em seu Largo das Forras, praça principal que relembra o mártir. O largo, aliás, é um ótimo ponto de partida para caminhar pelo belo espaço histórico. Afinal, não faltam santuários, capelas, restaurantes, galerias e lojinhas ocupando o casario colonial.

Igrejas

Honrando o posto de cartão-postal da cidade, a belíssima Igreja Matriz de Santo Antônio é uma verdadeira joia barroca que marcou o século 18. O traçado rococó da fachada é obra de Aleijadinho, escultor bastante presente nas cidades mineiras que se desenvolveram durante o ciclo do ouro. Já o luxuoso interior do templo reluz em imagens e detalhes que somam quase 500 quilos de ouro. Do lado de fora, o relógio de sol de 1785 é outro símbolo da cidade.

Em contrapartida, a quase vizinha Capela do Bom Jesus da Pobreza, de dimensões e decoração modestas, reflete a queda da mineração no Brasil. Ademais, outra construção da época é a Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, feita com blocos de pedra por pessoas escravizadas da África, para uso das próprias. O pouco ouro que se vê na decoração da igreja foi o que eles conseguiram esconder embaixo das unhas ou em meio aos cabelos durante o trabalho nas minas. A beleza está nos três altares barrocos feitos de talha, onde brilham as imagens de santos negros. Entre eles, São Benedito, Santo Antônio de Cartagerona e Santo Elesbão.

Além disso, outro santuário erguido por pessoas escravizadas, dessa vez nascidas no Brasil, é a igreja de Nossa Senhora das Mercês. Sua capela do final do século 18 possui um altar multicolorido com cenas que fazem referência à Virgem Maria.

Em primeiro lugar, temos a Igreja Matriz de Santo Antônio (foto: shutterstock

Em primeiro lugar, temos a Igreja Matriz de Santo Antônio (foto: shutterstock)

Museus

Visitar os museus locais é outra forma de seguir na imersão histórica. Em primeiro lugar, o Museu Padre Toledo (temporariamente fechado), antiga casa do vigário, uma das mentes por trás da Inconfidência Mineira. O solar era usado como base para as conspirações do movimento e possui um rico mobiliário e obras de arte que podem ser vistos até hoje.

Em seguida, o circuito continua com o Museu da Liturgia (ingresso: R$ 10), com mais de 420 objetos sacros dos séculos 18 ao 20. Aliás, o espaço conta também com instalações audiovisuais, terminais multimídia e um grande programa educativo. Já o Museu de Sant’Ana, na antiga cadeia pública, reúne mais de 300 imagens de Sant’Ana, avó de Jesus, criadas entre os séculos 17 a 19.

Por fim, outro atrativo histórico é o passeio de Maria Fumaça até São João del-Rei, cidade vizinha que, assim como Tiradentes, parece uma viagem ao passado. Inaugurado em 1881 por Dom Pedro II, o trajeto percorre 12 quilômetros em 40 minutos (R$ 80 ida e volta).

Em seguida, conheça os museus, como o da Liturgia, por exemplo (foto: shutterstock)

Em seguida, conheça os museus, como o da Liturgia, por exemplo (foto: shutterstock)

 

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Sabores de Minas

A gastronomia mineira é um atrativo à parte. Certamente, come-se muito em Tiradentes – e bem! Na charmosa Rua Direita, o Mia é comandado pelo simpático casal Rafael e Nara. O ambiente é dividido em confeitaria e restaurante. Dessa forma, ele serve tanto para uma pausa com café e docinho quanto para uma refeição mais elaborada. Então, que tal um cheesecake de goiabada mineira? –

O Angatu, por outro lado, faz a linha da culinária contemporânea, com ambiente refinado e preços mais elevados. Uma boa maneira de começar a experimentar as invenções do chef Rodolfo Mayer é pela entrada, claro. E acredite, a comida é boa demais!

Já o chef Ricardo Martins transformou sua casa no restaurante Uaithai. O nome já entrega a curiosa união entre a culinária tailandesa e a mineira. Vale experimentar o peixe surubim em crosta de limão-siciliano com legumes e acompanhado de arroz do tipo jasmim, leve e saboroso.

No entanto, para se esbaldar na autêntica cozinha mineira, o lugar certo é o Biroska Santo Reis. Escolha sem medo o Biroskão, um belo e infalível PF com arroz, feijão, bife, ovo e salada. Tudo acompanhado por cervejas artesanais mineiras.

Enfim, para uma dose mais açucarada, aposte no bistrô Jane’s Apple. No local, reinam receitas à base de maçãs verdes. Os pratos surgem em deliciosas combinações com ingredientes como caramelo artesanal, chocolate belga, nozes e confeitos variados, por exemplo.

Os restaurantes são um destaque em Minas Gerais. Entre eles, o Uaithai, em Tiradentes (foto: Carolina Maia)

Tiradentes ao ar livre

Tiradentes é também uma ótima pedida para quem gosta de ecoturismo. Aos pés da Serra de São José, emoldurada por muito verde, a cidade é palco para uma série de atividades na natureza. Muitas são oferecidas por empresas de turismo locais, como a agência Estrada Real. Para trilhas suaves a pé, a dica é o Pocinho do Paulo André, a cerca de um quilômetro do centro. Indicado até para famílias com crianças, dá para curtir sem muito esforço. Além disso, outra opção tranquila é a Trilha do Mangue, com início pela Estrada Real, na parte baixa da serra. O passeio leva cerca de duas horas e inclui monitoramento, lanche e água. Entretanto, quem preferir adicionar emoção à experiência, pode ainda optar pela cavalgada ao pé da serra ou pelo tour de bike.

Como chegar e circular: Tiradentes fica a 480 km de São Paulo e 190 km de Belo Horizonte (onde está o aeroporto de Confins, o mais próximo da cidade). Quem chega de carro só precisará usá-lo nas visitas às atrações mais afastadas, já que no centro histórico tudo pode ser feito a pé.
Quanto tempo ficar: para conhecer a cidade sem pressa, vale a pena reservar três dias.
Quando ir: a viagem pode ser feita em qualquer época do ano, mas se quiser aproveitar um dos muitos eventos de Tiradentes, programe-se de acordo com o calendário divulgado no site oficial, na seção Cidade.

Por fim, quem curte a natureza vai gostar do verde da Serra de São José (foto: Alberto Lopes)

Por fim, quem curte a natureza vai gostar do verde da Serra de São José (foto: Alberto Lopes)

Onde se hospedar em Tiradentes

Pousada Arraial Velho Aberta em uma linda mansão colonial do século 18, a pousada, distante 600 m da praça principal, conta com quartos simples e aconchegantes, piscina e um café da manhã bem mineirinho. Diárias a partir de R$ 260, com café da manhã e chá da tarde. R. Bárbara Heliodora, 10.

Pousada Vovô Chiquinho Bem no centro histórico, entre a Rua Direita e o Largo das Forras, a pousada fica em um belo casarão e conta com apenas sete apartamentos. Diárias a partir de R$ 299 para casal, com café da manhã. R. Resende Costa, 47.

 

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