Ministério do Turismo apresenta orientações para melhorar atendimento a turistas neurodivergentes em destinos, eventos, hotéis, aeroportos e restaurantes brasileiros
O Ministério do Turismo lançou o “Guia Para Atender Bem Turistas Neurodivergentes” com orientações para ampliar a acessibilidade no setor turístico brasileiro. O material surgiu após uma pesquisa nacional realizada pela Universidade do Estado do Amazonas em parceria com o governo federal.
O levantamento ouviu 761 participantes entre fevereiro e março de 2026. Participaram pessoas neurodivergentes, familiares e profissionais ligados ao tema. A pesquisa reuniu relatos de autistas, pessoas com TDAH, dislexia e outras condições.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, afirmou que o guia busca ampliar o acesso ao turismo com respeito e dignidade. Segundo ele, a proposta também fortalece a inclusão em viagens e eventos no Brasil.
Barreiras no atendimento


Os dados mostraram que os maiores desafios não estão apenas na estrutura física dos destinos turísticos. O atendimento e o preparo das equipes apareceram como os principais fatores de impacto na experiência.
Entre os entrevistados, 90,1% relataram julgamentos ligados a comportamentos neurodivergentes. Outros 89,8% afirmaram que funcionários não entendem suas necessidades específicas.
A pesquisa também apontou falta de flexibilidade no atendimento, ausência de acolhimento e dificuldade com ambientes imprevisíveis. Filas longas, excesso de informação visual e mudanças inesperadas aumentam ansiedade e desconforto.
O barulho intenso apareceu como um dos principais gatilhos sensoriais. Cerca de 72,7% dos participantes citaram sons elevados como fator negativo durante viagens e atividades turísticas.
Mudanças práticas


O guia recomenda soluções simples para hotéis, aeroportos, restaurantes, eventos e atrativos turísticos. As medidas focam ambiente sensorial, comunicação clara e capacitação profissional.
Entre as orientações estão criação de áreas silenciosas, rotas alternativas para reduzir aglomerações e informações antecipadas sobre filas e estímulos sonoros. O material também sugere mapas detalhados, linguagem direta e treinamento contínuo das equipes.
Alguns aeroportos brasileiros já oferecem salas sensoriais para passageiros que precisam de ambientes controlados. Agora, o Ministério do Turismo pretende ampliar esse modelo em diferentes regiões do país.
A coordenadora da pesquisa, Marklea da Cunha Ferst, destacou que pequenas adaptações podem transformar a experiência do visitante. Para ela, inclusão no turismo depende de planejamento, informação e acolhimento.
A gerente de operações Anna Perez Iturres também reforçou a necessidade de ampliar o debate sobre turistas neurodivergentes no setor turístico brasileiro.
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