Com a Rota Colonial Transístmica reconhecida em 2025, o Panamá reúne patrimônios da UNESCO que conectam o Pacífico ao Caribe e ajudam a entender o papel histórico do istmo no comércio global.


Com cerca de 72 mil km², o Panamá concentra um número expressivo de sítios reconhecidos pela UNESCO em um território compacto e de fácil acesso a partir da Cidade do Panamá.
A inclusão, em 2025, da Rota Colonial Transístmica na lista de Patrimônios Mundiais reforça a relevância histórica do país e consolida o chamado Circuito Histórico do Panamá, um conjunto de três áreas interligadas que ajudam a compreender o papel estratégico do istmo no comércio global entre os séculos XVI e XVIII.
O circuito conecta a costa do Pacífico ao Caribe por antigas rotas usadas no transporte de ouro, prata e mercadorias entre os oceanos. Hoje, esses caminhos permitem ao visitante percorrer ruínas coloniais, fortalezas militares e trilhas preservadas na selva.
Rota Colonial Transístmica (2025)
Recém-reconhecida pela UNESCO, a rota liga Panamá Viejo e o Casco Antiguo, na capital, aos complexos fortificados de Portobelo e San Lorenzo, no litoral caribenho.
O trajeto inclui o Camino de Cruces, que combina trechos terrestres e fluviais, e o Camino Real, inteiramente por terra. Ambos foram fundamentais para o transporte interoceânico durante o período colonial espanhol e hoje podem ser percorridos em caminhadas guiadas que combinam patrimônio histórico e natureza.
Fortificações do Caribe Panamenho – Portobelo e San Lorenzo (1980)
Os fortes de Portobelo e San Lorenzo formam um dos conjuntos de arquitetura militar colonial mais bem preservados da região.


Construídos para proteger portos estratégicos da Coroa Espanhola, os locais mantêm estruturas defensivas, baterias de canhões e vistas abertas para o Mar do Caribe e a foz do Canal do Panamá.
Além do valor histórico, Portobelo é um importante centro da cultura Congo, herança das populações africanas trazidas à força durante o período colonial. Suas manifestações culturais — como danças, música e rituais — são reconhecidas pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
Sítio Arqueológico de Panamá Viejo e Casco Antiguo (1997)
Fundado em 1519, o Panamá Viejo foi o primeiro assentamento europeu permanente na costa do Pacífico das Américas. Destruído em 1671 durante o ataque liderado pelo pirata Henry Morgan, o sítio preserva ruínas de igrejas, conventos e edifícios civis, além da torre da antiga catedral, hoje um dos principais mirantes da cidade.


Após a destruição, a cidade foi reconstruída no atual Casco Antiguo, área que reúne edificações coloniais restauradas e concentra hoje atividades culturais, gastronômicas e turísticas. A proximidade entre os dois locais permite visitar ambos no mesmo dia.
Outros reconhecimentos do Panamá pela UNESCO
Além do Circuito Histórico, o Panamá conta com outras áreas e expressões reconhecidas internacionalmente. Entre os patrimônios naturais estão o Parque Nacional Darién, o Parque Nacional Coiba e o Parque Internacional La Amistad, que destacam o país como um corredor ecológico entre a América do Norte e do Sul.


No campo do patrimônio imaterial, são reconhecidas tradições como a tecelagem do Sombrero Pinta’o, os rituais da cultura Congo e as danças de Corpus Christi. Desde 2017, a Cidade do Panamá integra também a Rede de Cidades Criativas da UNESCO, na categoria Gastronomia.
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