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Uruguai: um gole de cada vez

Uruguai: um gole de cada vez

Nada de um pulinho em Montevidéu ou apenas badalação de verão em Punta. Chegou a hora de conhecer o Uruguai profundo, derreter-se pelas paisagens, pela boa mesa, pelos excelentes vinhos e pela hospitalidade envolvente de nossos vizinhos

Por Victor Gouvêa

Um velhinho modesto vivendo com sua esposa, o fusca azul 1987 e uma cadela de três patas em sua chácara, recusando os luxos que o cargo lhe permitia. Foi assim que Pepe Mujica, o ex-presidente popstar do Uruguai, ganhou atenção do mundo para aquele pedacinho de terra onde vivem apenas 3,3 milhões de pessoas. Talvez ele seja mesmo a personificação de quem são os uruguaios – e do país como reflexo do seu povo.

Percorrendo estradas de mão dupla que levam a povoados e vinícolas, vi um país agrário, ovelhas e vacas pastando, de gente hospitaleira e muito tranqui-la. Diferente de outros irmãos latinos, o Uruguai não tem florestas, picos nevados ou sítios arqueológicos impressionantes. E por isso mesmo é preciso calma para conhecê-lo. Conhecer não, degustar. Porque a beleza do país só pode ser encontrada nas sutilezas.

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Calle de los Suspiros (Foto: Aguaclara)

Percorremos quase 500 quilômetros da costa uruguaia, visitamos bodegas, mercados, hotéis e pousadas que não davam vontade de ir embora nunca mais, e claro que entornamos mais de 25 rótulos de vinhos, porque ninguém é de ferro. Tudo para apresentar um recorte do nosso doce vizinho Uruguai.

Para fazer esse roteiro sem pressa, o indicado é reservar sete dias e alugar um carro (ir de uma cidade a outra é extremamente fácil e rápido) para rodar pelo país e saboreá-lo da melhor maneira.

Colônia do Sacramento: o início histórico da degustação

Quem vem de Montevidéu faz uma viagem de duas horas de carro; quem vem a partir de Buenos Aires, cruza o Rio da Prata de barco (pelas companhias Buquebus ou Colonia Express), em pouco mais de uma hora para chegar à charmosa Colônia do Sacramento. Desavisados podem caminhar pelo calçamento irregular de pedras da cidade e acharem por um instante que estão em Olinda, Ouro Preto ou Paraty.

Esfregando os olhos, veem as águas barrentas do Rio da Prata no horizonte e lembram-se de que estão mesmo no Uruguai. A confusão é normal: essa cidade estratégica para a exploração de minérios fica em uma área ocupada por portugueses bem na beirada do domínio espanhol. Navegadores por excelência, os lusitanos queriam porque queriam fincar bandeira em Colônia para montar sua base na subida do rio.

  • A reportagem completa está disponível na edição 85 da revista Viajar Pelo Mundo.

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