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Turismo da Vacina nos EUA – Parte 1: vale a pena se imunizar em outro país?

Turismo da Vacina nos EUA – Parte 1: vale a pena se imunizar em outro país?

Já que o assunto “turismo da vacina” tem despertado tanto interesse, esmiuçamos o passo a passo deste tipo de viagem. Saiba quais são as vantagens

Por Fabio Calderon

Turismo da vacina
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Com ampla oferta de vacinas contra a COVID-19, os Estados Unidos têm atraído turistas estrangeiros em busca da imunização. Mas para os brasileiros, a aventura exige cuidado redobrado, além de uma quarentena em outro país. Será que vale a pena?

Nos meus muitos anos de vida de viajante, com mais de 80 países no currículo, posso afirmar que já vivi muitas aventuras. Voar em um teco-teco dos anos 60 na Austrália, fugir de um elefante em fúria em um safári na África do Sul, ficar com o carro enguiçado no meio do Deserto do Aconcágua, enfrentar uma tempestade em alto-mar a bordo de um barquinho na Tailândia… são muitas histórias para contar.

Mas poucas epopeias serão tão marcantes e importantes quanto ter feito, em meio a uma pandemia, uma quarentena no Caribe, seguida de uma viagem a Miami, onde tive a imensa alegria de ser vacinado contra o coronavírus. Um perrengue diferente de todos os que já passei, mas que serviu para um propósito maior, e acabou adicionando um case e tanto à minha bagagem de viajante. E mais do que isso, incentivou outras pessoas a fazerem o mesmo.

Já que o assunto “turismo da vacina” tem despertado tanto interesse, que tal esmiuçar o passo a passo deste tipo de viagem, através da nossa própria experiência? São diversos riscos assumidos por quem topa embarcar nessa jornada rumo à imunização contra a COVID-19, mas que compensam imensamente quando, uma vez em solo norte-americano, a tão sonhada seringa é aplicada em seu braço.

 

O que é “turismo da vacina”?

“Turismo da vacina” é a denominação popularmente adotada para definir aquelas viagens cujo principal propósito é a imunização contra a COVID-19. A partir do momento em que alguns países passaram a aventar a possibilidade de vacinar turistas, adotou-se esta terminologia.

 

É algo legal ou estou de alguma forma furando a fila da imunização?

Não, não há absolutamente nada de ilegal em se vacinar em outro país. Tampouco se trata de uma furada de fila. À medida que uma nação avança em seu programa de imunização, e passa a ter doses excedentes de vacina, ela é soberana para decidir o que fazer. A maioria dos países nesta situação deve doar as sobras das vacinas para aqueles que estejam mais necessitados, mas guardando uma parte para si, para a eventual necessidade de uma terceira dose, e para imunizar os cidadãos que ainda não foram tomar sua dose.

Mas há casos como o dos Estados Unidos, onde há tanta, mas tanta vacina sobrando, que é possível doar parte do excedente (como aliás o presidente Joe Biden já disse que fará), e ainda abrir o programa de imunização para turistas estrangeiros. Logo, você não está furando fila alguma: primeiro porque nenhum país abrirá a vacinação de forma ampla para estrangeiros antes de ter possibilitado que a maior parte de sua própria população se imunize; e segundo porque você não está tirando a vacina de ninguém no Brasil. Na verdade, são grandes as chances de você acabar salvando uma dose que poderia ir para o lixo no fim do dia.

 

Mas o governo dos Estados Unidos está incentivando abertamente a vacinação de turistas estrangeiros? Ou isso é feito por debaixo dos panos?

Não houve uma declaração expressa por parte do governo federal, mas alguns governos estaduais e municipais se adiantaram, e já oferecem as vacinas contra COVID-19 de forma oficial aos turistas de fora. É o caso, por exemplo, de estados turísticos como a Flórida e o Alasca, e da cidade de Nova York, onde o prefeito Bill de Blasio falou abertamente sobre seu plano de imunizar turistas em pontos como a Times Square e as estações de metrô (algo que inclusive já vem ocorrendo).

Cabe destacar ainda que os próprios pontos de vacinação administrados pelas esferas do governo (federal, estadual e municipal) estão imunizando turistas estrangeiros.

 

Eu preciso de uma documentação específica para conseguir minha vacina nos Estados Unidos?

Na maioria dos casos, basta apresentar apenas o seu passaporte. Cabe destacar que estamos tomando como base a política de estados mais turísticos e mais procurados por turistas brasileiros, como FlóridaNova York e Califórnia. Outros estados podem ter políticas que diferem, mas a tendência é que cada vez mais entes federativos abram a imunização para todos, sem distinção de origem.

 

Legal, então posso começar a planejar minha viagem para tomar a vacina nos Estados Unidos? Acho que já vou comprar minha passagem pra Miami ou Nova York

Calma lá! É aqui que a coisa começa a complicar para nós, brasileiros. A situação atual, do dia 23/05/2021, quando esta matéria foi escrita, é a seguinte: os Estados Unidos continuam proibindo a entrada de estrangeiros de QUALQUER NACIONALIDADE que tenham estado no Brasil nos últimos 14 dias, salvo raras exceções.

Vejam bem: a proibição não é relativa aos brasileiros, mas a quem esteve em território brasileiro nas últimas 2 semanas. Por isso, brasileiros contam com uma alternativa para chegar aos Estados Unidos: fazer uma quarentena de 2 semanas completas em algum outro país, que esteja aceitando turistas brazucas, e que esteja com entrada liberada na terra do Tio Sam.

 

Em quais países posso fazer minha quarentena então?

Atualmente, as opções mais viáveis são MéxicoRepública DominicanaCosta Rica e Colômbia. Há algumas ilhas no Caribe onde também é possível quarentenar, como Bahamas e Curaçao, mas os quatro destinos acima são os que contam com a melhor conectividade de voos tanto com o Brasil quanto com os Estados Unidos. Nações vizinhas, como PeruArgentina e Uruguai, estão com severas restrições para turistas vindos do Brasil, de forma que não servem como opção para a quarentena.

 

E entre estes países citados, qual vocês mais recomendam para a quarentena?

Aqui, volto a falar da minha experiência. A maioria dos brasileiros tem pensado primeiro no México, principalmente a região da Riviera Maya, hospedando-se em CancúnPlaya del Carmen ou Tulum, sem sequer considerar outras opções.

Acabam pagando mais caro e ficam em um país com altíssimo nível de contágio da COVID-19, onde são comuns cenas de festas e aglomerações. Eu confesso que também pensei no México inicialmente, mas quando comecei a ver os preços de resorts all inclusive na região de Cancún, me assustei! Foi então que me lembrei de Punta Cana, na República Dominicana, destino turístico com ótima estrutura de resorts all-inclusive, que está aberto para brasileiros.

Quando vi que os preços dos hotéis lá estavam bem mais baratos do que em Cancún (em alguns casos, custando metade do valor), não pensei duas vezes: coloquei na minha cabeça que seria Punta Cana o destino de minha quarentena.

 

Mas por que Punta Cana para a quarentena?

Porque os preços, tanto de passagens aéreas como de hotelaria, estão bem mais em conta do que na região de Cancún; porque é um destino que oferece uma gama enorme de resorts all-inclusive, nos quais é possível ficar durante os 14 dias completos da quarentena, sem precisar sair para nada; porque é um lugar cujo maior atrativo é a praia em frente aos resorts, então a tentação de sair para passear acaba sendo menor (não sei se eu conseguiria ficar internado em um hotel em Cancún sem querer sair para visitar as inúmeras atrações turísticas da Riviera Maya); porque proporciona bastante espaço ao ar livre, com uma praia com enorme faixa de areia; e porque a República Dominicana está com a situação epidemiológica um pouco melhor do que países como México e Colômbia.

Sobre este último, aliás, cabe ressaltar que está passando por forte instabilidade política. Correndo por fora como opção para a quarentena, está a Costa Rica, que é um país rico em natureza (mas possui preços mais elevados de hotelaria).

 

E se eu preferir ficar em uma casa ou apartamento alugado ao invés de ficar em um resort all-inclusive?

Muita gente tem feito esta indagação, sobretudo porque o aluguel de um imóvel pelo período da quarentena acaba saindo mais em conta do que as diárias de um hotel à beira-mar. É uma alternativa viável, mas que engloba riscos maiores. Você vai acabar se expondo mais, pois terá que sair na rua algumas vezes, para ir ao mercado, fazer compras, resolver eventuais imprevistos.

Não terá, nem de longe, a mordomia que um hotel proporciona. Fora que um resort que leva a sério as medidas de prevenção acaba formando uma espécie de bolha segura. Ao ficar em uma casa ou apartamento, você também terá bem mais trabalho, ao passo que em um hotel, poderá descansar durante duas semanas.

Se mesmo assim você preferir alugar um imóvel, nossa recomendação é focar no México ou em algum destino mais urbano. A própria região de Cancún tem uma boa estrutura de comércio e serviços. Destinos mais isolados, como Punta Cana, não são os mais indicados para este tipo de hospedagem.

 

Quais são os protocolos que devo adotar ao sair do Brasil para meu destino de quarentena?

Depende do país escolhido. No México, basta preencher um formulário de saúde on-line, e na República Dominicana, basta preencher um questionário também on-line, que gera uma espécie de visto com um QR Code, que deverá ser apresentado na imigração. Nenhum dos dois países exige qualquer tipo de exame para entrar lá. Já a Costa Rica obriga ter um seguro saúde com cobertura para gastos com a COVID-19, além do preenchimento de um formulário do governo, mas também não exige teste.

Mas cabe observar sempre o bom senso: não é porque o país não exige exame para a COVID-19 que você vai sair por aí metendo o pé na jaca antes da viagem. Até porque a última coisa que você quer é descobrir que está com a COVID-19 durante a quarentena. E cabe lembrar que estas regras podem mudar de uma hora pra outra, então é sempre bom conferir as normas atualizadas antes de comprar sua passagem, e antes de embarcar.

 

Com tantos senões, e a exigência de uma quarentena de 2 semanas, ainda vale a pena me aventurar a ir tomar a vacina nos Estados Unidos?

Aí é uma questão extremamente pessoal. E volto a usar meu exemplo para ilustrar: estou na faixa dos 30 anos, não faço parte de grupo prioritário, portanto não tenho a menor ideia de quando poderei ser vacinado no Brasil. Tenho uma agência de viagens e para eu poder voltar a exercer meu trabalho plenamente e com segurança, só com a vacina.

Estava em isolamento domiciliar desde o começo da pandemia. Fui vacinado em maio nos Estados Unidos, o que pelos meus cálculos, me fez ganhar em torno de 6 meses, já que duvido que conseguiria me vacinar antes de outubro/novembro no Brasil.

No meu caso, portanto, mesmo correndo alguns riscos durante toda a viagem, valia a pena arriscar, pois o benefício que eu ganho, em tempo e em qualidade de vida, supera qualquer risco. Agora, se você tem alguma previsão mais concreta de quando conseguirá se imunizar no Brasil, se faz parte de algum grupo prioritário, aí vale a pena pesar os riscos e benefícios, pois talvez seja o caso de esperar mais um pouco e se vacinar em seu local de residência mesmo.

Se após pesar tudo que foi colocado aqui, você ainda considerar que vale a pena arriscar, prepare as malas e comece a pensar nos próximos pontos importantes: como será a quarentena, e o que fazer na hora de entrar nos Estados Unidos. Abordaremos estes pontos nas próximas matérias. E saiba que, mesmo com toda a preocupação, é possível se divertir e aproveitar a viagem com responsabilidade.

 

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