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Escambo de férias

Escambo de férias

Em tempos de dólar nas alturas, conheça três sites que propõem trocar trabalho por hospedagem e alimentação

Por Betina Neves

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A ideia dessas plataformas é fazer uma intermediação entre hosts (hospedeiros) do mundo todo que estejam à procura de uma ajudinha e viajantes que queiram diminuir os custos das suas férias (ou intercâmbio, ou ano sabático) e ainda ter experiências superautênticas, conhecendo gente nova e se aprofundando na cultura do país.

O bacana é a enorme variedade de atividades disponíveis: desde cuidar da recepção de um hostel até ser babá de cachorros, ensinar inglês, fazer trabalho social e trabalhar em uma fazenda orgânica. Veja as peculiaridades de cada site.

WorkaWay

É o maior e mais completo do gênero. É só você selecionar o país que tem interesse em visitar que ele mostra uma enorme lista de hosts, especificando de que tipo de trabalho precisam, por quanto tempo, quais meses do ano estão disponíveis, que línguas eles falam, como são as acomodações, o que mais oferecem (alimentação, Wi-Fi), além dos comentários de outros viajantes.

Na Itália, por exemplo, é possível ajudar em um pequeno bed and breakfast na Sicília, cultivar azeitonas na Ligúria, ensinar inglês para uma criança em Florença. Para participar, você deve criar um perfil, pagar uma taxa de US$ 29 (válida por um ano), entrar em contato com os hosts e aguardar um feedback.

Worldpackers

O grande diferencial é que o site é brasileiro, ou seja, disponibiliza as informações e o atendimento em português. Ele é mais focado em atividades em hostels, dividindo a busca pelo tipo de habilidade que você pode oferecer: limpeza, administração, promotor de festas, videomaker, professor de línguas ou esportes, guia turístico. Gosta de fotografar?

O Vatia Beach Eco Resort, em Fiji, está precisando. De cozinhar? O Kaktus Hostel, em Marrakesh, quer um chef. Assim como no Workaway, o perfil dos hosts explica o que oferecem, onde estão localizados e quantas horas de trabalho por semana requerem, com resenhas de outros hóspedes. Para se inscrever, deve-se pagar US$ 50.

WWOOF

Trata-se de uma enorme associação de voluntários (nesse esquema de troca de trabalho por alimentação e hospedagem) voltada para fazendas orgânicas mundo afora. Quem tem essa vocação rural/ natureba pode ajudar pequenos produtores de leite, vinho, grãos, pão, flores, vegetais e até cerveja. No site internacional, você clica no globinho e é direcionado para a página específica de cada país, que lista as opções existentes – a taxa de inscrição varia entre US$ 1 e US$ 72. Que tal participar de uma colheita de uvas em uma vinícola na França ou ajudar em uma fazenda de morangos na Austrália?

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