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Como viajar de trem pela Europa

Como viajar de trem pela Europa

Dicas práticas para planejar a viagem de trem pela Europa: quando vale a pena? Qual tipo de trem escolher? Como comprar a passagem?

Por Cristiane Sinatura

Quando vale a pena viajar de trem na Europa?

 

A vantagem do trem é que as estações são sempre bem localizadas, no centro das cidades (mesmo as pequenas). Mas a ideia de que esse tipo de transporte poupa dinheiro nem sempre é válida, principalmente para longas distâncias, quando compensa voar com aéreas low cost. Um trecho que leva acima de cinco horas nos trilhos pode ser vantajoso de avião, não só para o seu bolso como também para o seu tempo.

 

Os tipos de trem em cada país da Europa

 

Cada país da Europa tem sua própria companhia ferroviária e algumas operam trechos internacionais. Existem os trens regionais (de distâncias relativamente curtas), os de alta velocidade e os panorâmicos. Em qualquer um, você pode escolher entre primeira ou segunda classe, que diferem em relação ao espaço das poltronas e aos serviços oferecidos, como alimentação e Wi-Fi.

Trens de longa distância contam com vagão-restaurante, que servem refeições à la carte, ou com cafeterias para lanches rápidos. Já os regionais podem ter funcionários passando com carrinhos. Para percursos maiores, muita gente opta pelos trens noturnos como forma de ganhar tempo e economizar uma noite de hospedagem. Pode-se escolher entre poltrona convencional ou leito tipo beliche, em compartimento privativo ou coletivo. Mas avalie se isso é, de fato, compatível com o seu perfil – o movimento do vagão, as possíveis paradas no meio do caminho e o entra e sai de passageiros podem atrapalhar.

 

Alemanha: Deutsche Bahn (trem rápido: ICE)

França: SNCF (trem rápido: TGV e Thalys)

Itália: Trenitalia e Italo (trem rápido: Frecciarossa)

Espanha: Renfe (trem rápido: AVE)

Suíça: SBB

Inglaterra: Trainline (trem rápido: Eurostar)

Portugal: CP (trem rápido: Alfa Pendular)

 

(foto: shutterstock)

 

Como comprar a passagem de trem

Os bilhetes dos trens regionais de baixa velocidade normalmente podem ser comprados em máquinas ou guichês na própria estação, antes de embarcar – os preços são fixos na Itália, por exemplo. Mas antecedência sempre vai bem para viagens maiores, principalmente em alta temporada. Em geral, é possível comprar passagens três ou quatro meses antes no site da empresa, usando cartão de crédito brasileiro habilitado para transações internacionais. Existem diferentes categorias de tarifa (básica, flexível, etc), que podem ou não cobrir alterações e reembolsos, por exemplo. E fica a dica: crianças, jovens de até 28 anos e idosos acima de 60 podem ter descontos em alguns países.

O ideal é que dê para imprimir os bilhetes em casa ou apresentar, no embarque, apenas a versão digital (neste caso, lembre-se de baixar os arquivos ou o aplicativo da companhia antes e de manter o celular carregado!). Uma opção para quem prefere comprar em português é o site da Rail Europe, grupo que comercializa passagens e passes de diversos países da Europa. A questão é que, em muitos casos, a taxa de serviço cobrada por eles pode ser salgada. Compare sempre com os preços oferecidos diretamente pelas empresas nacionais.

Agora, fique esperto: alguns tipos de trens (como os de alta velocidade, os internacionais e os noturnos) exigem não apenas a passagem, mas também a reserva do assento, o que implica em uma taxa extra. A reserva, em geral, pode ser feita no momento da compra do bilhete pela internet – a opção de incluir assento deve aparecer antes de você finalizar o pedido e nem sempre está muito clara. Há trechos em que não é obrigatório “pagar para sentar”, mas também não há garantia de que haverá poltrona livre. Nesse caso, quem não tem reserva vai em pé, sentado no chão ou no vagão-restaurante. Algumas companhias, o entanto, podem realocar o passageiro para outro horário. Para quem vai fazer vários trajetos de trem, existem passes que permitem múltiplas viagens usando o mesmo bilhete, por um preço fechado.

É útil se você vai passar por muitas cidades e não quer se prender a horários – dependendo do tipo de passe, pode-se embarcar quando e onde quiser, dentro do mesmo país ou de vários, em uma determinada quantidade de dias. Só não se esqueça de que a necessidade de reservar assento, pagando taxa extra, continua valendo. Portanto, é bom comparar os preços de cada viagem individual com o valor do passe – o Eurail, por exemplo, começa em € 130, cobrindo pelo menos dois países.

Dicas para viajar de trem na Europa

Ao contrário do avião, não há restrições sobre o que levar na mala. Mas seja comedido no tamanho da sua bagagem. Apesar de, na prática, não haver controle sobre o peso ou a quantidade de itens, você deve levar apenas aqueles que consiga carregar. Em geral, há compartimentos específicos logo na entrada/ saída dos vagões, acima dos assentos ou entre as poltronas. Isso quer dizer que sua bagagem nem sempre ficará perto de você. Em hipótese alguma coloque-a no corredor. Não é preciso muita antecedência para embarcar, até porque os trens, normalmente, chegam não mais que 15 minutos antes do horário de partida. Ou seja, não há procedimentos de check-in nem inspeção de bagagem. Mas nas estações de cidades grandes, vale garantir um tempinho extra para encontrar a plataforma com calma. Não há catracas para controlar a entrada de passageiros: durante o trajeto, um fiscal a bordo passará checando os bilhetes um a um.

Atenção: ele pode solicitar seu documento de identidade. A exceção são os trens Eurostar, que ligam Londres a Paris: aqui sim é preciso passar pelo controle de passaporte e pelo raio X. Nesse caso, programe-se com pelo menos 30 minutos de antecedência.

 

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