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Bélgica: um destino para se descobrir

Bélgica: um destino para se descobrir

Viajar de trem é sempre um jeito agradável e prático. Na Europa, então, é algo mais que tradicional e a Bélgica rende um belo roteiro: cultura, lazer, gastronomia, monumentos históricos e badalação são alguns dos ingredientes dessa viagem

Por Carolina Maia

O que você sabe sobre a Bélgica? Fãs de música eletrônica talvez tenham noção de que se trata da terra natal do festival Tomorrowland; os de desenhos, que é onde surgiu Tintim e os Smurfs; outros a conhecem pela cerveja e pelas guloseimas, como chocolate, waffle e batata frita. Mas o país vai além e se mostra culturalmente rico e com cidades belíssimas. Encante-se com a região de Flandres (ao norte), que guarda joias como Antuérpia, Gent e Bruges. E com a capital Bruxelas que, de quebra, rende interessantes bate-voltas. Ainda damos uma esticadinha até a província de Liège, onde fica a cidade de Spa, famosa pelo Grande Prêmio de Fórmula 1. E o melhor: de trem, um dos meios de transportes europeus mais tradicionais, é fácil e prático explorar esses destinos.

Antuérpia: terra dos diamantes

Cidade-irmã de Roterdã, distante uma hora e vinte, é a segunda maior da Bélgica. Conhecida por seu porto, um dos maiores do mundo, e como centro mundial de lapidação de diamantes, está às margens do Rio Escalda. Mas nem só do precioso mineral imortalizado por Marilyn Monroe vive a região, que também é o principal polo de moda do país. Comece a descobrir Antuérpia através da Estação Central, já que ela será seu ponto de chegada. Em um prédio histórico, é rico em detalhes de ouro e mármore.

Bem em frente, você irá se deparar com um pagoda-gate, portão de entrada para a Chinatown. Sim, há diversas delas espalhadas por aí e o princípio é sempre o mesmo: decoração chinesa, lojas e restaurantes. O bairro dá uma boa ideia de como a cidade é cosmopolita, já que engloba 174 nacionalidades. Parada certa para quem gosta de comida oriental, prove algumas iguarias, como os deliciosos dim sum – mas guarde espaço para a sobremesa.

Estação Central (Foto: shutterstock.com)Estação Central (Foto: shutterstock.com)

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Vá rumo à charmosa e arquitetônica Meir, principal rua de compras do destino. Onde, por entre edifícios antigos, fontes e estátuas, há cerca de 150 lojas como Zara, Mango, H&M, Forever 21 e Accessorize. Quem preferir, tem também os típicos comércios de bairro, que garantem alguns achadinhos, além dos supermercados, que são ótimos para comprar chocolates e cervejas belgas com preços mais em conta. Não deixe de visitar o Stadsfeestzaal, prédio neoclássico de 1908 que abrigava a antiga Câmara Municipal e que foi convertido em um shopping.

Lembra da dica de guardar espaço para sobremesa? O motivo é simples: na Meir você encontra o Coffee Go, que é conhecido por ter um dos melhores waffles da cidade e por menos de € 5. A via reserva, também, outra delícia: a The Chocolate Line, situada no Paleis op de Meir, palácio onde morou Napoleão Bonaparte. A chocolaterie é mundialmente conhecida por conta da criatividade de Dominique Persoone, responsável por ideias inusitadas, como o Chocolate Shooter – para inalar! A invenção para lá de curiosa foi feita a pedido dos Rolling Stones, em 2007. De fato, algo para os que fazem jus ao termo chocólatra. Aos mais tradicionais, tem bombons artesanais.

A uma curta caminhada, no centro histórico, fica a Catedral de Nossa Senhora, concluída em 1521. Em seu interior, é possível apreciar obras do pintor barroco Peter Paul Rubens, um dos grandes nomes do século 17. Aliás, a casa em que o artista morou (próximo ao Stadsfeestzaal Shopping) virou um museu com uma ampla coleção de seus trabalhos. Na hora da visita, quem apresenta o bilhete de trem ganha desconto no ingresso.

Saindo da igreja, a poucos passos se chega a Grote Markt, praça que fica no coração da cidade. Lá estão alguns ícones arquitetônicos dos séculos 15 e 16. É o caso do palácio municipal, sede da prefeitura, erguido em 1565. Em seu contorno estão cafés, bistrôs, restaurantes e brasseries. Perca-se pelas ruelas, mas antes, garanta uma foto da estátua de Brabo, um herói local. Dizem que um gigante costumava cobrar da população que quisesse atravessar o rio, e os que se recusavam tinham uma de suas mãos cortadas e arremessadas nas águas. O jovem foi o responsável por derrotá-lo.

MAS Museum (Foto: shutterstock.com)

MAS Museum (Foto: shutterstock.com)

E por falar no Escalda, às margens dele fica o castelo Het Steen, considerado a construção mais antiga da Antuérpia. A fortaleza medieval, datada de 1200, outrora foi prisão, residência e museu naval. Hoje é apenas mais um marco histórico. Nos arredores estão três pontos que valem a pena. O primeiro deles é o MAS – Museum Aan de Stroom (Museu Sobre o Rio), que expõe obras antigas e contemporâneas ligadas à cidade. Dele, é possível ter uma vista panorâmica incrível. Quase colado está o De Burgerij, com fartos e saborosos hambúrgueres. E o Zuiderterras Café, cafeteria/restaurante  que chama atenção por sua estrutura que lembra a de um navio atracado.

Para quem gosta de pedalar, em toda a extensão do porto há uma grande ciclovia para passeios de bicicleta. Já aos fãs de moda, o MoMu – Museu da Moda de Antuérpia é o local ideal para se aprofundar no assunto. Baixe o aplicativo Fashion in Antwerp para facilitar ainda mais as compras pela cidade. Em um dia, é possível ter uma noção de tudo que o local tem a oferecer, mas dê uma esticada e passe a noite, aproveite para tomar, em algum bar, a Koninck, cerveja local que é uma das mais tradicionais da Bélgica. Com notas maltadas, especiarias e um leve toque frutado. Mas tenha uma boa noite de sono, pois um novo destino o aguarda. Distante cerca de uma hora, Gent irá surpreendê-lo.

Gent: um conto de fadas real

Daqueles lugares que conseguimos conhecer em um dia – e batendo perna (quem preferir pode optar pelo tram) –, a pitoresca cidade no meio do caminho entre Bruges e Bruxelas é tida como um segredo bem guardado. Quase uma volta no tempo, mais precisamente para a Idade Média, foi fundada no século 7º, ao redor de duas igrejas importantes: St. Bavo e St. Nicholas. Seu ar medieval é perceptível até hoje no centro histórico, na arquitetura de muitas edificações e nas ruas de pedras.

Siga em direção à região central, através da Veldstraat, rua comercial com todas as lojas queridinhas dos brasileiros, como Zara, H&M, C&A e The Body Shop. É no final dessa via que você irá se deparar com o cartão-postal de Gent: a combinação no horizonte de St. Nicholas, o Belfry (campanário) e St. Bavo, que formam as três torres e as principais atrações turísticas.

Grote Markt (Foto: shutterstock.com)

Grote Markt (Foto: shutterstock.com)

A primeira igreja, em estilo gótico, teve sua construção iniciada em 1440, porém foi finalizada apenas em 1825. Atualmente em reforma, tem como destaques o órgão produzido pelo francês Aristide Cavaillé-Coll e obras como Cristo na Cruz de Anthony Van Dyck. Na sequência está o campanário erguido entre os séculos 8º e 9º. Com 91 metros de altura, é o mais alto do país. Patrimônio Mundial da Unesco, tem carrilhão de 44 sinos e um dragão colocado no topo da torre em 1377 para ser o guardião simbólico da cidade. Aliás, do alto – depois de subir 256 degraus –, a vista é digna de muitos likes.

Por fim, na Praça de Korenmarkt, a St. Bavo, do século 14, seria mais interessante se um de seus ícones não se encontrasse em restauração no Museu de Belas Artes de Gent até 2017. Quem quiser pode ir até o local acompanhar o processo que envolve a pintura Adoração do Cordeiro Místico, mais conhecida como Retábulo de Ghent. Assinada pelos irmãos Van Eyck, foi a mais disputada da história, atraindo a cobiça de diferentes personalidades, incluindo Napoleão Bonaparte e Adolf Hitler. É, inclusive, uma das peças procuradas em Caçadores de Obras-Primas, filme estrelado por George Clooney e baseado em um livro sobre fatos reais de especialistas em arte que, durante a Segunda Guerra Mundial, recuperam milhares de obras roubadas pelos nazistas.

Outro ponto que não pode ficar de fora do roteiro é o suntuoso Gravensteen: originalmente uma fortaleza construída pelo Conde Baldwin I, foi reconstruída como castelo em 1180 por Felipe de Alsácia, o Conde de Flandres. Símbolo da época medieval, fica ao redor de belos canais. Ao longo de sua história, passou de casa da realeza para sede de julgamento de crimes, prisão e local de tortura. Ainda é possível ver alguns dos objetos usados naquela época – incluindo uma guilhotina. Para adultos acima de 26 anos, a entrada custa € 10. Bem próximo, não deixe de dar uma passadinha na loja da mostarda Tierenteyn, que data de 1860!

Nos arredores, dá para contemplar a região de Graslei, um dos lugares mais bonitos de Gent. O cenário vai render muitas fotos e é de onde partem os barcos para passeios pelos canais. Mas guarde essa ideia para Bruges, acredite, vai valer mais a pena. A área também é repleta de lojas e restaurantes. E por falar neles, em qualquer um que sirva comida típica, como o De Witte Leeuw, prove o stoverij, ensopado de carne num molho de cerveja. Para acompanhamento, batata frita e uma Gruut – único chope elaborado artesanalmente na cidade.

De despedida, passe no rústico pub Dulle Griet, onde há uma seleção de 250 rótulos, como as trapistas e exclusivas Gueuze, Kriek e Delirium. Todo decorado como na época que a cidade foi fundada, tem como curiosidade o fato de que quem pede uma Max tem os sapatos confiscados. Isso mesmo! Ao menos até que toda a bebida seja tomada. Só para constar, a taça é enorme. Belo jeito de se despedir, hein?

Bruges: a Veneza do Norte

Em 30 minutos se chega a esse romântico destino onde tudo é petit. Não vai precisar muito tempo para conquistá-lo, isso tende a acontecer logo na saída da estação. Reserve pelo menos dois dias para ele e faça tudo a pé, é o melhor jeito de conhecê-lo bem. E apesar de Bruges não se resumir aos seus pontos turísticos, já que por si só é um atrativo, guarda locais interessantes.

Famosa quando outrora, nos séculos 13 e 15, era um dos portos da rota dos tecidos, hoje em dia vem ganhando espaço nos roteiros de quem visita a Bélgica. Daquela época, preservou edifícios góticos, pontes de pedra sobre os canais que a cercam e casinhas de tijolo vermelho que remetem a um cenário de filme. Esse romantismo medieval pode ser visto por todos os lados. Comece caminhando ao longo do canal Dijver em direção ao centro histórico, classificado como Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

Canal em Bruges (Foto: shutterstock.com)

Canal em Bruges (Foto: shutterstock.com)

O coração dessa área se resume às praças Grote Markt e Burg, recheadas de restaurants e lojinhas, bem como construções icônicas, como o campanário e seus 83 metros de altura e carrilhão de 47 sinos. Depois de uma escada estreita com 366 degraus, se tem um panorama de 360º. Bem pertinho, na Burgstraat, fica a Basílica do Sangue Sagrado, do século 12, uma das menores do mundo. Abriga um relicário que contam ter sido trazido da Terra Santa, contendo o sangue de Cristo.

Outro santuário que merece uma passadinha que seja é a Catedral do São Salvador. Dos tempos romanos, da sua estrutura original só restaram pedaços de colunas do antigo pórtico. Em seu interior, os vitrais e as pinturas chamam atenção. E completando a tríplice sagrada, a Igreja de Nossa Senhora guarda uma relíquia do mundo das artes: a escultura Madonna de Bruges, de Michelangelo. Outra obra que também foi roubada durante a Segunda Guerra e é o grande destaque do altar. Mas nem tudo remete ao passado, a Steenstraat, principal rua de comércio da cidade, traz os visitantes de volta ao presente. Em frente à catedral, seguindo até a Grote Markt, tem lojas como Desigual, Zara e L’Occitane.

Deu fome? Prepare-se para uma orgia gastronômica, pois na cidade encontram-se 12 restaurantes listados no Guia Michelin. Entre eles, o De Karmeliet (de especialidade francesa) e o De Gouden Harynck (cozinha mediterrânea). Mas quem não quiser algo tão requintado, na região central há lugarezinhos menores, como o De Mosselkelder, onde a estrela da casa é o moules frites (mexilhões ao vinho branco com batatas fritas). Peça uma Fruitbier (cerveja feita de frutas) para acompanhar. E o simpático Le Panier D’Or que, além de gostoso, tem preços atrativos.

Em Bruges, também tem muitas chocolateries, uma boa pedida para comprar algumas guloseimas antes de fazer um tour de barco pelos canais. Entre as mais badaladas está a Dumon Chocolatier. Quanto ao passeio em si, é um ótimo jeito de se apaixonar de vez pelo destino ou, ao menos, ter um ponto de vista diferente. Eles duram cerca de meia hora e a média de preço é de € 8.

E logo após o crepúsculo, prepare-se para uma nova versão de Bruges. Um tom de dourado parece tomar conta de tudo e as vias, os monumentos e, claro, os canais ficam ainda mais belos. Sem aquele ar de cidade grande, dá para vagar tranquilamente durante a noite e até sem necessidade de mapa, é só ir se guiando pelas torres altas que podem ser vistas de quase todos os pontos.

Bruxelas: cultural e gastronômica

Uma hora de viagem e eis a capital! Menos visada que suas “concorrentes”, é sede da União Europeia, da Otan e do Centro Regional de Informações da ONU para a Europa Ocidental. Apesar dessa seriedade toda que a cerca, é a terra do carismático Tintim e do saboroso chocolate Godiva. Some a esse cenário a mistura do moderno com o antigo, vários museus, edifícios art nouveau, restaurantes estrelados e mais de 600 tipos de cerveja e você tem uma cidade ideal para se explorar em dois dias.

Dividida entre cidade baixa e alta, comece pela Grote Markt ou Grand Place, que detém o título de Patrimônio Mundial da Unesco. Será fácil entender o motivo de encanto dos escritores Victor Hugo e Baudelaire, que não poupavam elogios à praça em seus textos…

Loja de chocolates Godiva (Foto: shuttesrtock.com)

Loja de chocolates Godiva (Foto: shuttesrtock.com)

Os monumentos e edificações misturam diferentes estilos arquitetônicos, indo do barroco ao gótico. Neste último caso, a imponente prefeitura, com sua torre de 96 metros de altura, é um bom exemplo. Em sua parte mais alta, dá para avistar a estátua do santo padroeiro de Bruxelas: St. Michel. Seu interior guarda tapeçarias e objetos de arte.

Porém, o destaque fica por conta da Casa do Rei, a Maison du Roi, idealizada no século 15 e reformada em 1873. Atualmente, abriga o Museu de Bruxelas, que narra a história local com uma vasta coletânea de pinturas, esculturas, gravuras e fotos. Aproveite para ir pela manhã, quando rola um mercado de flores que embeleza ainda mais a paisagem.

Famosos e gostosos, os chocolates Godiva podem ser encontrados na Grand Place. Mas quem quiser saber mais, bem pertinho, no Museu do Cacau e do Chocolate, estão reunidas mais de 200 variedades. A visita guiada explica todo o processo de produção e história, desde os primórdios, quando o cacau era cultivado pelos astecas e maias. E a melhor parte é que, durante o tour, dá para provar todos os tipos que são apresentados.

A uma curta distância, na esquina das ruas Du Chêne e De l’Etuve, prepare a câmera, pois você irá se deparar com a Manneken Pis, estátua mais fotografada do município. Dentro de uma fonte, o garotinho fazendo xixi é símbolo da irreverência belga. Cercado por lendas, uma das mais conhecidas conta que um menino teria salvado a cidade de um incêndio apagando a chama com sua urina. Histórias à parte, a adoração pela pequena obra de 60 centímetros vem desde o século 17. Outro fato curioso é que se tornou corriqueiro o monumento ser agraciado com roupas. Diplomatas e dirigentes políticos em visita à cidade ofertam trajes, em geral, bastante divertidos: piloto de Fórmula 1, Drácula e até Papai Noel. Os mais de 600 modelos estão expostos no Museu de Bruxelas.

Uma paradinha gastronômica, a essa altura, não será má ideia, ainda mais se for para provar um prato tradicional de Bruxelas. No Chez Léon, aberto em 1893, os mexilhões são servidos com batatas fritas. Na hora da sobremesa, siga rumo à imensa Galeries Royales Saint-Hubert, uma das mais antigas galerias comerciais europeias, famosa pelas lojas de luxo. O shopping tem bons restaurantes e cafés, como o Mokafé, uma mistura de bar e casa de chá. Peça um waffle amanteigado acompanhado do “submarino” – leite fervido com lascas de chocolate.

Energia extra garantida, é hora de um giro cultural. O Parc de Bruxelles, ainda no centro, fica em frente ao Palais Royal, residência official da realeza belga. No seu interior, há uma compilação de mobiliário renascentista, quadros e esculturas, bem como uma sala de espelhos que tem como grande atração um teto feito com mais de um milhão de besouros-verdes. Visitas podem ser feitas gratuitamente durante o verão, entre 22 de julho e 6 de setembro, das 10h30 às 16h30 (exceto às segundas).

Bem próximo estão a igreja Notre Dame du Sablon, erguida no século 15, com inúmeras obras de arte, e o Museu Real de Belas Artes da Bélgica, com uma coleção que abrange o período entre os séculos 15 e 18. Dentre as obras estão trabalhos de artistas como Van Der Weyden, Hans Memling, Van Dyck e Rubens. Outro parque que merece a visita é o Parc du Cinquantenaire, distante dois quilômetros. Caracterizado por três grandes arcos na entrada, é composto por jardins, lagos, monumentos e museus, entre eles o Autoworld, com foco em carros, o da Aviação e o de Arte e História.

Atomium (Foto: shutterstock.com)

Atomium (Foto: shutterstock.com)

Para ir até um dos ícones de Bruxelas, o metro é uma boa opção, já que está em uma área mais afastada da região central. Lançado para a Feira Mundial de 1958, o Atomium reproduz um átomo gigante. São 102 metros de altura, representando um cristal elementar de ferro ampliado 165 bilhões de vezes. Ligadas por tubos (com escadas em seu interior), conecta nove esferas formando oito vértices. Na mais alta está o observatório e o restaurante Panoramic, ambos com uma bela vista de 360º – mas que, devido à manutenção anual, estará inacessível entre 18 e 22 de janeiro de 2016. No entanto, outras quatro estão abertas para visitas e seguirão assim com exposições permanentes e temporárias dedicadas a arquitetura, design e sociedade.

Menos de dez minutos e você estará na Minieuropa, composta por réplicas em miniatura de cartões-postais famosos, como a Torre Eiffel e o Big Ben. São 300 modelos feitos com riqueza de detalhes. Vizinho à atração, o Parque Laeken, um dos mais charmosos da capital, abriga o palácio homônimo, que também serve como residência real desde o século. Por lá você encontra um complexo de estufas, onde são cultivadas espécies raras e plantas exóticas em um espaço de 14 mil m2.

Não, não nos esquecemos do Tintim. Para cumprir com louvor a visita a Bruxelas, é preciso ir ao Museu da História em Quadrinhos (dez minutos de caminhada a partir da Grand Place). Lá você encontra exposições de desenhos, animações, maquetes e esboços de artistas como Hergé, o autor do jovem aventureiro e seu cachorro Milu, e Peyo, idealizador dos Smurfs.

Partiu?

A partir de Bruxelas, existem cidadezinhas que valem – e muito – um bate-volta. Sendo assim, listamos três para você visitar, confira:

Mechelen (Foto: shutterstock.com)

Mechelen (Foto: shutterstock.com)

Mechelen: um achado

A cerca de 30 quilômetros – 25 minutos

Antiga capital dos Países Baixos, em 1559, foi um arcebispado de grande importância. Dessa época, restaram esculturas de madeiras que podem ser vistas nas igrejas. Também possui a sua Grote Markt, onde tudo acontece. Nela, prédios históricos se misturam a mesinhas de restaurantes e bares prontos para servir deliciosas cervejas belgas. Entre os must see estão os canais que cortam a cidade, o belo parque Vrijbroek e a St. Rumbold’s (Onder-Den-Toren, 12; sintromboutstoren.mechelen.be), catedral em estilo gótico francês. Seu principal destaque é a torre de 97 metros que, inclusive, faz parte da lista de patrimônios da Unesco. São 538 degraus que resultam em uma vista de tirar o fôlego. Tanto é que, quando o tempo está bom, dá para ver o Atomium – em Bruxelas.

leuven

Leuven: meca da cerveja

A 30 quilômetros – 30 minutos 

Bem universitária, o que lhe confere um astral animado, combina o melhor dos mundos: história, cultura, modernidade e cerveja. No primeiro quesito, está o fato de ter sido habitada por celtas, romanos, tribos germânicas e até vikings. Já no último, de ser a terra da Stella Artois. Atualmente, abriga em torno de 30 fábricas que, juntas, produzem mais de cem tipos diferentes. Explore ao menos uma delas. Em matéria de atrações pela região central, visite o Oude Markt (Mercado Antigo), que abrange 45 bares e cafés; e a igreja de St. Peter (Grote Markt, 1; leuven.be), datada de 986. Já a Town Hall (Grote Markt, 9; leuven.be) é um dos mais belos exemplares da arquitetura gótica.

mons

Mons (Foto: shutterstock.com)

Mons: destino de tradições

A 65 quilômetros – 50 minutos 

Dividindo o título de Capital da Cultura Europeia deste ano (2015) com Pilsen, na República Tcheca, a cidadezinha de pouco mais de 95 mil habitantes, na fronteira com a França (Paris está a 250 quilômetros de distância) é linda. Com ares medievais e ruas inclinadas, possui um rico patrimônio histórico e arquitetônico. Entre seus highlights estão a igreja barroca de St-Waudru (Rue du Chapitre, 3; waudru.be), a edificação da Câmara Municipal, que tem sua fachada inspirada no estilo gótico flamengo, e o campanário de 87 metros e um carrilhão de 47 sinos.

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