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Uruguai, um brinde aos vinhos tintos e à boa gastronomia

Uruguai, um brinde aos vinhos tintos e à boa gastronomia

Entre Montevidéu e Punta del Este, o país se apresenta como um produtor de vinho que merece atenção – e respeito –, principalmente pelos rótulos feitos com a uva Tannat

por Thelma Lavagnoli

Se você já ouviu falar dos vinhos uruguaios, foi, provavelmente, graças à casta Tannat. De origem francesa, ela passou a ser cultivada em terras latinas em meados do século 19. O país ganhou fama mundial ao criar um tinto encorpado e de sabor forte com essa uva, presença constante até hoje nos rótulos nacionais. É impossível visitar o país sem saborear alguns deles durante as refeições, principalmente combinados à tradicional parrilla, o churrasco nacional. Melhor que isso, no entanto, é visitar vinícolas em tardes regadas a ta-ças cheias, boas conversas e passeios por vinhedos e caves…

 

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As vinícolas viram no turismo uma forma de incrementar a renda e disseminar a qualidade dos seus vinhos, assim como suas vizinhas do Chile e da Argentina. Contudo, o Uruguai sai na frente quando o assunto é deslocamento, pois grande parte dessas propriedades estão nos arredores de Montevidéu (porta de entrada do país) e do balneário de Punta del Este, a 130 quilômetros de distância.

O bacana é que a viagem não precisa ser monotemática. Dá para passear pela Ciudad Vieja da capital ou curtir as praias banhadas pelo Atlântico ou Rio da Prata e ainda sobra tempo para visitar as áreas produtoras – dependendo da escolha, o trajeto leva menos de uma hora. As estradas são boas, basta alugar um carro com GPS e você se localiza tranquilamente. Mas se ninguém quiser ser o motorista da vez, a alternativa é contratar um transfer. A Senderos del Tannat, por exemplo, oferece um carro com motorista para levar até quatro pessoas à vinícola, esperar e vol-tar ao hotel, a partir de US$ 65.

As propriedades são de estilos diferentes, há opções grandes e cheias de atividades, além de outras mais simples, onde a graça é bater papo com os donos. Juntas, elas produzem 95 milhões de litros da bebida, segundo a associa-ção Los Caminos del Vino, que cuida da promoção de algumas delas. A maior parte desse número refere-se aos tintos. Não por acaso, de dez das garrafas ex-portadas, sete contêm esse tipo de vinho. Além da Tannat, castas como Merlot e Tempranillo produzem rótulos que se destacam nas degustações.

Apesar disso, dê também uma chance aos brancos, representados pelas criações com Sauvignon Blanc, Chardonnay e, nos últimos anos, Albariño (que veio da Galícia, na Espanha). Eles, aliás, vão bem com os peixes servidos no Parador La Huella. Entre os 20 primeiros da lista de melhores do mundo da revista Restaurant, fica à beira da praia Brava, na região de Punta. É a prova de que vinho pode não ser o único motivo da viagem ao Uruguai, mas a deixa muito mais saborosa. Com certeza.

Bodega Bouza
Camino de la Redención, 7.658, a 20 km de Montevidéu
Com perfil didático, tem tours pelo vinhedo e pelas adegas, além de visita à coleção privada de carros antigos da família que fundou o local. O visitante não precisa pagar o passeio ao comprar um dos vinhos Bouza, a partir de 490 pesos uruguaios ($U) – atenção para os rótulos da linha Parcela Única, produzida com as uvas que mais se destacaram na colheita. O restaurante da propriedade combina essas bebidas a pratos como o carré de cordeiro. bodegabouza.com

Artesana Winery
Ruta 48, Km 3.600, Las Brujas, a 40 km de Montevidéu
Criada em 2011, conseguiu chamar atenção ao cultivar a uva Zinfandel, muito popular na Califórnia – a combinação com as castas tannat e Merlot produz um dos principais rótulos da casa. A visita à vinícola é guiada por uma das duas simpáticas donas e pode terminar em degustação sob as árvores ou no terraço (a partir de $U 750). artesanawinery.com

Establecimiento Juanicó
Ruta 5, em Juanicó, a 38 km de Montevidéu
Mais de 150 anos de tradição – as últimas décadas sob a direção da família Deicas – fizeram da Juanicó uma das maiores produtoras do país. O tour pelas instalações, com visita à bodega de pedra dos primórdios da propriedade e degustação, custa a partir de US$ 30. Se for almoçar, o preço sobe para US$ 65 com entrada, prato principal, sobremesa e vinhos, é claro.
juanico.com

Colinas de Garzón
Ruta 9, Km 175, a 75 km de Punta del Este
Aqui, as estrelas são os azeites de oliva, que já receberam o prêmio de melhor extravirgem produzido fora da Europa, mas também há bons vinhos. O programa tradicional é o tour pela fábrica-butique e degustação dos produtos Garzón com queijos, pães e embutidos (a partir de $U 900). também dá para andar de bicicleta perto das oliveiras, fazer piqueniques e até passear de balão a mais de 300 metros de altura.
colinasdegarzon.com

Alto de La Ballena
Ruta 12, Km 16.400, Sierra de la Ballena, a 29 km de Punta del Este
“Quantidade não é qualidade” é o lema desta pequena vinícola comandada pelo casal Paula Pivel e Alvaro Lorenzo. Em clima intimista, eles recebem os turistas como velhos amigos: mostram os vinhedos e guiam a degustação ao redor de uma simples mesa de madeira no deque, com vista da propriedade (US$ 32).
altodelaballena.com

Quem leva: Flot Viagens (11/4504-4544, newsite.flot.com.br) e Visual Turismo (11/3235-2000, visualturismo.com.br)

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