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Roteiros pela Itália: Emilia-Romagna

Roteiros pela Itália: Emilia-Romagna

Em lua de mel pela Bota, nossa repórter desvendou três roteiros para todos os gostos

Por Cristiane Sinatura

Eu já tinha estado ali dois anos antes, mas quis voltar na nossa lua de mel. Não unicamente, mas principalmente por um motivo: mostrar a ele o verdadeiro macarrão à bolonhesa. Direto da fonte, em Bolonha. O meu primeiro pratão havia sido na All’Osteria Bottega, mas agora havia um porém: a intolerância dele a glúten.

Assim começou nossa busca por um autêntico ragù sem trigo. Mas até que não foi difícil – como eu comprovaria ao longo de toda a viagem, a Itália está muito bem preparada para lidar com celíacos e simpatizantes, sem privá-los do maravilhoso mundo da massa.

Um punhado de quarteirões além do centro histórico e chegamos à Osteria Broccaindosso, um restaurante pequeno com porções fartas. No menu, o famoso prato aparece como Tagliatelle al Ragù – que é seu verdadeiro nome. A versão original do que chamamos de “molho à bolonhesa” leva menos tomate e mais carne moída, que deve ser bastante gordurosa e engrossada com banha (às vezes até leite).

De tempero, vão cebola, cenoura e salsão. E contrariando os costumes do mundo inteiro, não pode ser servida com espaguete: tem de ser massa à base de ovo, que é para o molho aderir melhor. A questão é tão séria que a receita oficial fica guardada na Câmara do Comércio de Bolonha.

Santuário Della Madonna Di San Lucca (Foto: shutterstock.com)

Santuário Della Madonna Di San Lucca (Foto: shutterstock.com)

Por essas e outras, Bolonha é conhecida como La Grassa – “A Gorda”. Ela é, afinal, capital da região de Emilia-Romagna, no norte do país, berço de algumas das criações mais famosas da cozinha italiana: o queijo parmesão, a mortadela, o presunto de Parma, o vinho Lambrusco, o vinagre balsâmico.

Suas principais cidades se distribuem ao longo da antiga Via Emilia, traçada nos tempos romanos. De um extremo a outro, Piacenza a Rimini, são 273 quilômetros, passando por Parma, Modena e Bolonha. Todas bem conectadas de trem. Mas pode ser uma boa ideia alugar um carro para conhecer as fazendas nas cercanias.

A região é uma parada conveniente durante um roteiro maior pela Itália. Pode ser um pit-stop no caminho entre Florença e Veneza, mas também pode suprir, ela sozinha, uma agenda de quatro noites, para saborear sem pressa, especialmente se a hospedagem for em propriedades de agriturismo – tipo um hotel-fazenda.

O apelo dessa viagem é, essencialmente, gastronômico. Mas não só: os fãs de carros vão desejar pelo menos uma visita ao museu da Ferrari, em Maranello. A scuderia é apenas uma das marcas automobilísticas sediadas na região – que, inclusive, ficou conhecida como Vale dos Motores. Maserati, Lamborghini e De Tomaso também estão por aqui. E ainda tem os autódromos, cerca de dez museus institucionais e coleções particulares de automóveis abertas ao público..

  • A reportagem completa está disponível na edição 81 da revista Viajar Pelo Mundo.
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