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Cuba mode on: roteiro no Cayo Santa Maria e Santa Clara

Cuba mode on: roteiro no Cayo Santa Maria e Santa Clara

As ilhotas da província de Villa Clara são a cereja do bolo cubano nos quesitos resort, praia e descanso

Por Tarcila Ferro

A foto é daquelas que vão ficar na posteridade. No Gran Teatro, em Havana, Obama discursa cheio de pompa sobre o fim do embargo econômico e exalta a importância da liberdade de expressão e religião ao povo cubano. Apertou a mão do octogenário Raúl Castro, juntos fizeram coletiva de imprensa e o presidente norte-americano ainda posou na Plaza de la Revolución com o enorme mural de Che Guevara como papagaio de pirata.

Para alguns, a visita de Obama a Cuba, em abril, foi um tiro no pé; para outros, sinal de um recomeço. Ideologias à parte, o congresso americano ainda precisa aprovar o fim das restrições econômicas, que já duram 54 anos, para que as mudanças efetivamente aconteçam. E o turismo em Cuba com isso? Muita coisa pode mudar a partir daí.

Entusiastas esperam ansiosos que as companhias aéreas do Tio Sam ganhem permissão para aterrissar em solo cubano; almejam que os transatlânticos que partem dos portos da Flórida para cruzeiros pelo Caribe possam atracar na ilha; e aguardam que os cartões de crédito americanos passem a ser aceitos no país. É um senhor fôlego para uma economia que não conta mais com a ajuda do petróleo venezuelano.

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Cayo Santa Maria (Foto: shutterstock.com)

O turismo no país só tem a ganhar e regiões como a província de Villa Clara, que engloba os Cayo Santa Maria, Cayo las Brujas e Cayos Ensenachos, têm tudo para ficarem ainda melhor. A seis horas de carro de Havana, visitar os Cayos (ilhotas) de Villa Clara ficou bem mais fácil depois que a Copa lançou voos para a cidade de Santa Clara, capital da província, a partir de São Paulo.

Com uma escala rápida no Panamá, o turista que vem do Brasil já chega com os pés na parte mais gostosa de Cuba. E vale um adendo aqui: Villa Clara fica na face norte da ilha, área banhada pelo Oceano Atlântico e não pelo Mar do Caribe, que beira o pedaço sul. O que muda? Nada, para ser bem sincera, já que o mar dos Cayos de Villa Clara tem tudo aquilo que se espera de Caribe: águas clarinhas, areia branquinha, muito sol…

Delfinário (Foto: divulgação)

No melhor estilo sun, sand and sea (sol, areia e mar), a vida nas ilhotas gira ao redor dos seus 12 resorts. Todos são all-inclusive, têm vida própria e 95% são cinco estrelas. Juntos, somam mais de 6.700 quartos. Até 2018, a expectativa é chegar em 10 mil. Ninguém mora na ilha, os funcionários dos hotéis e os vendedores da diminuta feira de artesanato vivem em outros municípios que fazem parte da província. Os três Cayos fazem parte do arquipélago Jardines del Rey, que reúne, ainda, os Cayos Coco, Guillermo, Paredón Grand e Cruz.

No total, o arquipélago soma 32 mil quartos. Em comum, todos são hotéis para os turistas que querem ficar completamente off. Tarefa que não é impossível, já que internet boa por lá só com reza brava. E assim como acontece em Punta Cana, a escolha não é pela praia, mas sim pela hospedagem.

  • A reportagem completa está disponível na edição 82 da revista Viajar Pelo Mundo.
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