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Nova Zelândia: uma viagem de outro mundo

Nova Zelândia: uma viagem de outro mundo

Tudo é diferente no país onde foram filmados O Hobbit e a saga O Senhor dos Anéis: as paisagens, os animais, as praias, a cultura e, claro, as cidades – que estão entre as mais gostosas de visitar em todo o planeta

Por Paulo D’Amaro

A Nova Zelândia é diferente. Muito diferente. Um país em que dá para ir de uma estação de esqui a uma praia paradisíaca em menos de uma hora. Um lugar onde fiordes como os da Noruega e vulcões como os do Chile convivem lado a lado. Uma nação em que os esportes mais venerados são o rúgbi e o iatismo.

Um recanto isolado onde convivem a tradição britânica, o pragmatismo norte-americano e a rica cultura dos polinésios. E, por isso tudo, esse arquipélago do tamanho do estado do Rio Grande do Sul está cada vez mais na mira dos viajantes. Cerca de 2,4 milhões de turistas o visitam anualmente. Não parece muito? Pois saiba que esse número equivale a mais da metade da população do próprio país, que é de 4,4 milhões de pessoas (um quarto da Grande São Paulo).

A Nova Zelândia atrai brasileiros também, sobretudo depois do lançamento dos filmes da saga O Senhor dos Anéis e de O Hobbit – todos filmados por lá, para aproveitar os cenários bastante incomuns (veja quadro). E o melhor: não é tão caro quanto muitos pensam. As passagens para lá, com escala no Chile, saem a partir de US$ 1.900. Nada mal para uma viagem ao outro extremo do globo. Os voos internacionais descem sempre em Auckland, a única metrópole do país, com quase 1,5 milhão de habitantes. Fica na Ilha do Norte – a porção mais habitada do país, em contraste com a Ilha do Sul, que é mais selvagem.

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Uma pesquisa feita em 2011 apontou Auckland como o terceiro melhor lugar do mundo para viver. Faz sentido. É uma cidade agradável, de frente para o mar, repleta de áreas arborizadas e com nível de pobreza e violência zero. É um recanto multicultural, onde imigrantes de toda a Ásia e das ilhas do Pacífico se uniram aos nativos da etnia maori e aos descendentes de britânicos que colonizaram a região no século 19. A mistura é perceptível na comida, nas opções de entretenimento e nas ruas em geral, onde se ouvem mais de 30 idiomas.

A primeira parada na cidade é a Sky Tower, o cartão-postal. Essa torre colossal proporciona uma visão panorâmica de toda a região do alto de seus 328 metros. É a mais alta estrutura já construída no hemisfério sul. A vista da Sky Tower serve para revelar algo totalmente inusitado em qualquer cidade: vulcões na paisagem. Sim, parece incrível, mas há mais de 48 deles espalhados pela metrópole – só que, felizmente, todos em um sono profundo. Segundo os geólogos, Auckland está literalmente boiando em um mar de lava, que fica a uns poucos quilômetros abaixo da superfície. Para tranquilizar a todos, os mesmos cientistas revelam que faz mais de 600 anos que não ocorre uma erupção por ali.

No topo da torre, além de um mirante, um restaurante giratório, o Orbit, tem culinária internacional a preços bem razoáveis. O menu fechado, que inclui entrada, prato principal e bebidas, sai por 49 dólares. Dólares? Bem, vale lembrar que, apesar de ter sido colônia britânica, a Nova Zelândia estreitou muito suas relações com os Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial, a ponto de trocar o nome de sua moeda de libra para dólar em 1967. Não admira, portanto, que a própria culinária local seja bem mais atraente que a da terra da rainha.

Auckland (Foto: shutterstock.com)

Auckland (Foto: shutterstock.com)

Se for ao Orbit, comprove essa afirmação deliciando- se com o típico grilled market fish, feito à base de peixe grelhado, com purê de ervilhas, risoto de gengibre, creme de ostras e suco de uva italiana do tipo nero-d’avola. Detalhe curioso: uma vez no alto da Sky Tower, o visitante pode deixar o elevador de lado e pular da torre, numa experiência de bungee jump que está entre as mais emocionantes do mundo.

Na parte de baixo da torre, destaca-se o Sky Casino, onde há centenas de máquinas de caça-níquel, além de mesas de jogo de todos os tipos: roleta, black jack, pôquer… Mas se você acha que é um cassino “comum”, saiba que ele vai além da jogatina tradicional. Há também enormes monitores de vídeo sincronizados com o jóquei clube e com o divertido circuito de corridas de cachorros. Dá para apostar a distância e torcer por alazões e galgos.

Quem vê os vulcões desde a Sky Tower não resiste à tentação de desvendá-los de perto. Dentre todos, o mais turístico é também o mais afastado da região urbana. Fica na ilha de Rangitoto, na baía que banha a cidade. Chega-se lá de ferry, partindo do porto, em apenas 25 minutos, por 28 dólares.

Em Rangitoto, diversas pequenas agências promovem passeios por trilhas, quase sempre culminando no alto da cratera. De lá, avista-se boa parte da orla e da baía, algo particularmente belo aos domingos, quando os neozelandeses praticam o esporte nacional: o iatismo. São nada menos que 135 mil barcos a vela nas marinas e ancoradouros de Auckland – maior densidade per capita de veleiros do mundo. Quando boa parte deles vai para as águas, nos fins de semana, o mar adquire um colorido como não se vê em nenhum outro lugar.

Se você prefere algo mais “urbano”, tudo bem. De volta a Auckland, há uma excelente estrutura para turistas, com restaurantes, casas noturnas, bares, museus e áreas comerciais. Quem gosta de pechinchas tem que ir ao Otara Flea Market, aos sábados. Essa enorme feira, na Newbury Street, apresenta centenas de barraquinhas vendendo roupas, presentes, artesanato e comida. Na maior parte, os artigos à venda e as guloseimas são de inspiração maori ou de outros grupos polinésios, o que dá um charme todo especial à feira.

Para saber mais sobre esses povos, vale a pena dar uma passadinha no Auckland War Memorial Museum que, apesar do nome, vai além das exposições ligadas às guerras. Ali está a melhor mostra do mundo da cultura maori – e não pense que se trata apenas de uma exposição de objetos históricos: há performances diárias de artistas nativos, com música e dança. Com sorte, dá para acompanhar o ritual chamado haka, uma coreografia feita para revelar a virilidade masculina e, por isso mesmo, muito usada nos períodos de guerra.

O haka, por sinal, ganhou fama mundo afora graças aos jogadores de rúgbi – o esporte mais popular depois da vela. Antes de todos os jogos da seleção do país (apelidada de All Blacks), os atletas apresentam a dança de guerra para intimidar os adversários. Para a criançada, a cidade oferece o maior parque de diversões do país, o Rainbow’s End, com mais de 15 brinquedos radicais e diversas áreas temáticas. Sem falar no Kelly Tarlton’s Antarctic Encounter & Underwater World. Trata-se de um gigantesco aquário onde os pequenos podem ver e até interagir com pinguins, arraias, golfinhos e tubarões, entre outros animais marinhos.

E é bom ressaltar: nenhum passeio por Auckland fica completo sem uma passadinha em Viaduct Harbour. Esse bairro elegante ocupa as antigas instalações do porto, que foram totalmente reformadas e transformadas em hotéis, escritórios, lojas, restaurantes, bares e casas noturnas. O calçadão beira-mar interliga todos esses estabelecimentos e, quando há alguma regata de barcos a vela marcada, vira uma espécie de arquibancada, lotada de espectadores. Afinal, o iatismo para os neozelandeses é como o futebol para nós.

A terra dos maoris

Se Auckland é uma metrópole moderna e pulsante, as demais cidades neozelandesas primam pela calma e pela tradição – seja ela britânica ou dos nativos da região, o povo maori. Wellington, a capital do país, tem menos de 400 mil habitantes e é o melhor lugar para quem quer sentir o clima dos tempos coloniais, em que ingleses, escoceses e galeses chegavam para construir uma “Grã-Bretanha ensolarada”. Ao contrário de Auckland, onde é preciso ter carro ou gastar um bom tempo se deslocando de um lado para outro via transporte público, em Wellington dá para fazer muita coisa a pé.

Para os fãs de arquitetura, é uma espécie de Disneylândia: há bairros e mais bairros com casario preservado das mais variadas tendências – de casebres de madeira colorida feitos pelos primeiros imigrantes, no começo do século 19, a grandiosos prédios em Art Déco, dos anos 1930. Passando, é claro, por dezenas de edifícios públicos que lembram a Londres de cem anos atrás.

Wellington (Foto: shutterstock.com)

Wellington (Foto: shutterstock.com)

Um passeio obrigatório é ir de Lambton Quay – a principal rua de compras da cidade – até a colina de Kelburn – de onde se tem uma vista panorâmica da capital e de seu porto. Esse trajeto é feito num dos mais charmosos meios de transporte do mundo, o Wellington Cable Car – um bondinho que sobe vagarosamente a montanha, revelando os belos bosques que envolvem a malha urbana.

Inaugurado em 1902, o Wellington Cable Car vive cheio de turistas e está para a capital neozelandesa como o bondinho do Pão de Açúcar para o Rio de Janeiro. Mas transporta igualmente estudantes e muitos mochileiros, já que é no alto das colinas que ficam as principais universidades e dezenas de hostels. Ali também se destaca um dos mais antigos jardins botânicos do planeta, o Wellington Botanic Gardens, criado em 1868 e atualmente usado para piqueniques e área de lazer para a criançada.

A atração mais famosa, porém, é o Te Papa Tongarewa Museum. Esse complexo de museus tem de tudo: de mostras de artigos milenares dos nativos maoris até exposições de cultura pop. E para gente de todas as idades. Este ano, por exemplo, a grande mostra temporária (em cartaz até o final de abril) é sobre a história dos videogames, com mais de 100 exemplares de todas as épocas. Eles estão à disposição dos visitantes, que assim relembram joguinhos prosaicos dos anos 1970 e experimentam o que há de mais novo na tecnologia da diversão eletrônica. Detalhe: a entrada é gratuita.

Tão diferentes entre si, Wellington e Auckland podem ser as cidades mais famosas do país, mas têm outras rivais em termos de atrativos turísticos. A pequena Napier, a 315 quilômetros da capital, é um recanto peculiar. Totalmente destruída em um terremoto em 1931, ela foi reconstruída inteiramente no estilo Art Déco, nos anos seguintes. Por isso, tornou-se um verdadeiro arquivo vivo dessa tendência arquitetônica, com uma pureza estilística difícil de encontrar até na Europa – não à toa, é considerada a capital mundial da Art Déco.

Não bastasse isso, ela fi ca em uma das melhores regiões vinícolas da Nova Zelândia – o país é famoso pelos seus bons vinhos e pelas fazendas, onde é possível se hospedar e curtir a fundo o mundo dos tintos e brancos (veja quadro a seguir). Outra cidade da Ilha do Norte que se tornou atração turística atende pelo incomum nome de Rotorua. Dizem que quem vai até lá jamais esquece o cheiro do lugar – que, a princípio, não é dos melhores. O odor sulfuroso é resultado da grande atividade vulcânica em uma faixa que se estende por 250 quilômetros, batizada de Zona de Taupo. Em outras palavras, Rotorua está exatamente sobre o Cinturão de Fogo do Pacífi co – o perímetro geológico onde ocorrem os mais violentos fenômenos sísmicos do planeta. Para onde quer que você olhe, achará uma fenda, gêiser, fumarola ou fonte de vapor borrifando gases para a atmosfera.

Há ainda lagos de água fervente, poços de lama borbulhante e banheiras públicas para os turistas. Imperdível, por exemplo, ver o nascer do sol bem cedinho na beira do lago Rotorua (que deu nome à cidade), onde a água quente cria uma cortina de vapor que se contrapõe aos raios de sol e desperta os gansos, patos e outras aves para o dia que chega. O lago Rotorua, vale dizer, é grande e de águas incrivelmente translúcidas. Ele ocupa uma caldeira vulcânica adormecida – o que significa que seu fundo é feito de uma pequena camada de rocha solidificada sobre lava incandescente.

As margens revelam um parque arborizado que se tornou cartão postal da vilazinha. Há opções de passeios de todos os tipos pelo espelho de água morna, desde barquinhos antigos que lembram aqueles do Rio Mississipi, nos Estados Unidos, até lanchas pra lá de rápidas, que levam de um lado a outro em questão de minutos. Mas a vedete do lago Rotorua é o hidroavião que permite ver todo o rol de fenômenos geotermais do alto.

No centrinho de Rotorua há lojas, restaurantes, muitos pubs e charmosos hotéis e bed & breakfast. O que há de melhor para fazer por ali é desvendar a arte e a cultura do povo maori. É uma gente repleta de histórias para contar. Os moradores de Rotorua, por exemplo, são todos descendentes dos refugiados da vila de Wairoa, uma cidade que foi totalmente soterrada, da noite para o dia, por conta da erupção do vulcão Tarawera, em 1886.

A herança cultural dessa tribo pode ser observada no bairro de Whakarewarewa, bem na área termal da vila. Dá para apreciar o dia a dia de uma típica aldeia maori, assistir a apresentações de dança e até mesmo degustar carnes e vegetais preparados à moda hangi – isto é, cozidos diretamente nos vapores naturais que saem do solo. Tudo isso de cara para o Pohutu, um gêiser que periodicamente expele água a mais de 30 metros de altura.

E os atrativos de Rotorua não se restringem às fontes geotérmicas ou à cultura maori. Ali pertinho estão as famosas cavernas de Waitomo. À primeira vista, elas lembram simples grutas repletas de estalactites e estalagmites – como muitas outras mundo afora. Mas há uma diferença importante: essas formações rochosas são recobertas por organismos vivos microscópicos fluorescentes. Ou seja: elas brilham no escuro, rendendo um espetáculo de beleza ímpar.

A “selvagem” Ilha do Sul

A diferença é perceptível conforme se sai da Ilha do Norte para a Ilha do Sul. A maior massa de terra da Nova Zelândia é muito menos povoada. Ela abriga apenas 22% dos habitantes do país e suas maiores cidades – Christchurch e Dunedin – somam menos de 500 mil moradores. Essa porção do território neozelandês do tamanho do estado do Acre tem, ao norte, vilarejos praianos como Nelson e Picton, com suas enseadas paradisíacas e suas fl orestas perfeitas para quem curte trekking. Seguindo para o sul, surge Kaikoura, um dos pontos mais perfeitos do planeta para avistar baleias. Na costa leste, Christchurch e Dunedin revelam um belo e bem preservado casario vitoriano, enquanto a diminuta Queenstown, no sudoeste, é lotada de jovens em busca de esportes de natureza.

A vida selvagem também encanta na Ilha do Sul. E aqui vale uma explicação. Graças ao seu isolamento (o lugar mais próximo é a Austrália, a 2 mil quilômetros de distância), a Nova Zelândia desenvolveu um ecossistema absolutamente peculiar. Até poucos séculos atrás não havia mamíferos, à exceção de algumas espécies de morcegos. Por outro lado, sobravam aves exóticas, como o kiwi, que virou símbolo nacional. Esse simpático e gorducho passarinho não voa e é inconfundível, devido a seu bico comprido e suas penas curtas, espetadas e de coloração marrom. Foi ele quem inspirou os comerciantes neozelandeses a batizarem de kiwi-fruit a fruta que até 1959 era chamada de chinese goosberry.

Ilha do Sul (Foto: shutterstock.com)

Ilha do Sul (Foto: shutterstock.com)

Esses animais são visíveis nos inúmeros parques nacionais, como o Abel Tasman, onde se praticam caminhadas no verão e atividades de neve no inverno (de junho a outubro). Nesses parques, você encontra também pontos perfeitos para saltar de asa delta e curtir esportes aquáticos. Assim como diversos lugares onde curtir aventuras na natureza, incluindo o bungee jump, que é uma mania na Nova Zelândia.

Dividindo a ilha ao meio, desponta na paisagem a cadeia montanhosa chamada de Alpes – não por acaso, já que lembra as montanhas europeias. Ela vai até os incríveis fiordes no sul, à semelhança dos que existem na Noruega. Os Alpes são formados por 18 picos com mais de 3 mil metros de altitude, dentre os quais se destaca o Monte Cook, com seus 3.754 metros acima do nível do mar. A cordilheira exibe contornos tão radicais que só permite passar de um lado para outro em três pontos mais baixos, nos quais foram construídas estradas e ferrovias. Chamados de “passos”, são eles Lewis Pass, no norte da ilha, Arthur Pass, ao centro, e Haast Pass, no sul. Exceto por eles, as únicas maneiras de ir de leste para oeste é pelo ar ou escalando altos picos.

Nesse cenário, não faltam geleiras colossais, que lembram a superfície da Lua e desafiam os visitantes. A mais famosa é Tasman Glacier – a mais comprida do planeta, com o gelo se estendendo por nada menos que 28 quilômetros. As mais visitadas, no entanto, são a Fox e a Franz Joseph, onde há toda estrutura turística para desbravá-las de perto. As alternativas incluem desde trilhas para ir a pé até sobrevoos de avião ou helicóptero.

Estes últimos chegam a pousar no alto da imensidão gelada para que os turistas possam sentir a sensação de estar num mundo glacial Com tanto gelo, não admira a existência de 23 estações de esqui. A mais famosa, Coronet Peak, tem área especial para as crianças aprenderem a esquiar e pistas adaptadas para esqui noturno. Sem contar equipamentos que produzem neve artificial, quatro restaurantes e mais de dez hotéis nas imediações da pista.

Mas não pense que você terá de acampar ou passar por desconfortos para curtir tudo isso. Coronet Peak fi ca a meros 20 minutos de carro da cidade de Queenstown. Outros skiing resorts, como Remarkables e Wanaka, não estão muito mais longe do que isso. Queenstown é conhecida como um dos melhores destinos do mundo para fãs das atividades e esportes radicais. Rodeada de montanhas, situa-se às margens do Wakatipu, um lago de águas plácidas e paisagens magníficas. Ele tem uma praia descolada, que lota no verão, e seu cais repleto de lanchas e veleiros é pontuado por pequenas agências de turismo de aventura.

A maioria delas oferece passeios pelo próprio lago, incluindo pescarias, piqueniques a bordo e até navegações noturnas. Outras têm programas que incluem sobrevoos de helicóptero pelos cânions da região, com a aeronave fazendo rasantes e pousando no leito seco dos rios de degelo. Sem contar as expedições de rafting, nos meses de primavera e verão, quando a água que desce dos cumes gelados forma densas corredeiras. Há também operadoras que levam a lugares mais distantes, como Milford Sound – a três horas de carro. Trata-se de um dos mais impressionantes redutos naturais de toda a Nova Zelândia, graças a seus altíssimos fiordes que entram pela ilha e exibem dezenas de quedas d’água vertendo sobre o mar.

Dentro da cidade também tem aventura. Um teleférico em pleno centro de Queenstown conduz os visitantes ao Bob’s Peak, uma montanha 450 metros acima da vila. De lá, pode-se pular de bungee jump ou descer a encosta com muita adrenalina, de mountain bike, paraglider ou em um trenó com duas pistas de 800 metros de comprimento – uma delas mais lenta e com vista panorâmica, outra radical, em que se atinge alta velocidade. À noite, uma experiência inesquecível é jantar no restaurante Skyline, no Bob’s Peak, apreciando as luzes da cidade ao longe.

Mesmo quem gosta de calma encontra boas opções por ali. Há um calçadão com dezenas de lojinhas de suvenires, sobretudo artigos feitos de lã e madeira, típicos da arte maori. Um pequeno, porém agradável shopping center disponibiliza produtos de marcas famosas, roupas para esqui, perfumes e bijuterias.

E os 59 hotéis e bed & breakfast da região garantem acomodação de primeira, para todos os bolsos. O Kawarau Hotel by Hilton, por exemplo, oferece quartos com minicozinha a partir de US$ 78 às margens do Lago Wakatipu. Mas quem prefere luxo pode desembolsar US$ 390 por noite e se hospedar no elegante The Dairy Private Luxury Hotel. Ali há mimos como chá da tarde servido no apartamento, cookies distribuídos a qualquer hora do dia, spa, piscinas aquecidas e até mountain bikes para uso gratuito dos visitantes. Poucos lugares nos cinco continentes oferecem tanta comodidade ao lado de tamanha natureza preservada. A Nova Zelândia pode se orgulhar de ser um deles.

Ilha do Norte (Foto: shutterstock.com)

Ilha do Norte (Foto: shutterstock.com)

COMO SE LOCOMOVER

Alugar um carro na Nova Zelândia poderia ser uma boa ideia, não fosse um pequeno detalhe: lá se dirige do lado esquerdo da rua – a chamada “mão inglesa”, o que dificulta muito para os brasileiros. Fora isso, é um país com trânsito sempre bom, ruas, avenidas e estradas largas e marcado pela cultura do motorhome, que pode ser visto por todo lado. Se você não quer se arriscar a dirigir, tudo bem.

Os voos domésticos das companhias Air New Zealand e Jetstar são frequentes e baratos. Dentro das cidades, também não faltam opções seguras e confiáveis de transporte. Em Auckland (a maior metrópole), não há passe único nem turístico, mas as passagens são relativamente baratas. Mais informações no site: newzealand.com/int/getting-around.

PARA OS QUE AMAM VINHO

Nos últimos 30 anos, a Nova Zelândia se transformou em um dos grandes produtores de vinhos de alta qualidade do mundo. E, com isso, os passeios por vinícolas entraram no cardápio de atrações oferecidas pelo país. São dez regiões produtoras, onde as principais uvas cultivadas são sauvignon blanc (considerada por muitos críticos a melhor do mundo) e pinot noir. A mais famosa dessas áreas de produção é o Vale de Marlborough, na Ilha do Sul. Ali é possível visitar vinícolas, conhecer as plantações, comprar produtos alimentícios e até se hospedar nas fazendas. Doze das 40 vinícolas agregam pequenas pousadas. A lista delas (assim como de muitas outras pelo país) está no site wtn.co.nz.

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