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Ilha de Páscoa: dicas e curiosidades

Ilha de Páscoa: dicas e curiosidades

Explorar a história da Ilha de Páscoa é envolver-se em uma experiência endêmica, de paisagens marcadas por vulcões e moais, com uma cultura singular. É imergir no lugar mais isolado do planeta.

Por Carlos Marcondes

Força, resiliência e identidade. Esse trinômio se torna companheiro fiel de quem visita a Ilha de Páscoa, um pequeno pontinho quase imperceptível na imensidão do Pacífico, no meio do caminho entre Santiago do Chile e a Polinésia Francesa.

Lá se vão cinco horas de voo desde a capital chilena até o desembarque no pitoresco aeroporto internacional de Mataveri. O predomínio do castelhano garante ao passageiro que ele segue no Chile, mas ao pisar na ilha, a sensação já não é de estar no mesmo país.

A história de Rapa Nui, nome dado também ao povo e ao idioma, é verdadeiramente única no planeta. A teoria mais aceita da ocupação remonta a 600 d.C., com a chegada de navegadores das Ilhas Marquesas, da Polinésia Francesa. Aliás, pouca gente sabe, mas Páscoa – afastada cerca de 3.700 quilômetros da América do Sul – está no chamado Triângulo Polinésio, formado também pela Nova Zelândia e tendo o Havaí como ápice. Milhares de ilhas preenchem essa vasta área.

Praia de Anakena

Praia de Anakena (foto: shutterstock)

Moais, homem-pássaro e mais

Séculos de isolamento fizeram brotar costumes, crenças e até idioma distinto dos ancestrais polinésios. A tradição mais marcante delas, e um dos grandes ímãs de visitantes, é a das estátuas moais, iniciada pouco depois de 1000 d.C. e que durou até 1600, quando começou a era dos homens-pássaros. Embora a sociedade enfrentasse imensos desafios por viver em um lugar inóspito, o maior deles começou em 1722, exatamente em um domingo de Páscoa, quando os primeiros europeus aportaram na ilha, que passaria a ser conhecida com o nome da data católica. Os recém-chegados eram holandeses, liderados pelo capitão Jakob Roggeveen e seguidos de espanhóis, ingleses e franceses, até que em 1888 o território foi incorporado ao Chile.

 

Hanga Roa

Hanga Roa (foto: shutterstock)

O contato com o europeu foi avassalador. Levaram um terço da população de cerca de 3 mil habitantes para trabalhar como escravos no Peru e ainda introduziram doenças devastadoras na ilha. Os rapa nui quase foram dizimados, tanto que, em meados do século 18, havia apenas 111 bravos sobreviventes. O corte exacerbado de árvores, durante diversas gerações, também gerou escassez de recursos, contribuindo com o declínio social. Hoje a população é de pouco mais de 5 mil habitantes, quase todos concentrados em Hanga Roa, a pacata e simpática capital (com tamanho de vila), ponto de partida para a exploração de uma terra com três impressionantes vulcões extintos e outros 70 secundários.

Igreja em Hanga Roa

Igreja em Hanga Roa (foto: shutterstock)

Ao longo da trilha, passa-se ao lado de gigantes abandonados, de diversos tamanhos e formatos. O maior transportado até a costa chega a dez metros, com aproximadamente 80 toneladas, sem contar os imensos chapéus, que se acredita que eram colocados em alguns para proteger de relâmpagos. Mas o mais brutal não chegou a sair de sua fonte: mede 21 metros e segue preso nas paredes do vulcão, em um dos sítios arqueológicos mais extraordinários do planeta, onde se encontram 396 moais.

Com formatos de rostos, as estátuas representavam a alma de pessoas importantes da sociedade e eram esculpidas com ferramentas de basalto, mais duro que a rocha vulcânica. O processo, que levava mais de um ano, era feito por um artesão respeitado que recebia a missão como uma honraria. Uma vez desprendidos das pedras, os moais eram içados e deslizados em trilhos de madeira. Em seguida, eram colocados em pé, amarrados com cordas e movimentados como se fossem marionetes, em um processo pitoresco conhecido como a Caminhada dos Moais. Os trajetos até as plataformas construídas nas praias, chamadas de ahu, podiam atingir mais de dez quilômetros e levavam meses até o destino final.

Moais

Os Moais (foto: shutterstock)

No topo da orla da praia de anakena ficam os sete moais que formam a imagem mais conhecida de páscoa.

As esculturas encontradas pelos europeus foram derrubadas e danificadas. Portanto, todos os expostos na ilha passaram por minuciosas restaurações, como na famosa Ahu Tongariki, onde se encontram 15 enormes moais que formam um dos principais cartões-postais de Páscoa. Com sorte, é possível encontrar pessoas praticando ioga em um cenário espetacular, entre os gigantes de pedra e a fonte vulcânica que os gerou.

 

Leia mais sobre a Ilha:

Ilha de Páscoa: o mistério do Homem-Pássaro

Tapati: o carnaval da Ilha de Páscoa

Ilha de Páscoa: saiba o que fazer

 


Onde se hospedar na Ilha de Páscoa?

Explora Rapa Nui
Considerado o mais cobiçado hotel da ilha, impressiona pela arquitetura e pelo extenso portfólio de atividades.

Hangaroa Eco Village & Spa
Depois do Explora, é a segunda propriedade mais completa da ilha.

Kona Tau Hostel
É uma das opções econômicas mais procuradas da ilha. Tem cozinha comunitária.

Mais opções de hospedagem na Ilha de Páscoa

 


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