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Florianópolis: a praia é só um pretexto

Florianópolis: a praia é só um pretexto

Visitar a Ilha da Magia é viver boas experiências, sejam elas gastronômicas, culturais ou de contato com a natureza. O convite é válido para qualquer estação do ano

Por Letícia Martins

Muita gente acredita que as belezas naturais da capital de Santa Catarina são as responsáveis por atribuir a ela a fama de Ilha da Magia. De fato, Florianópolis é abençoada por um punhado de lindas praias, além de lagoas, trilhas e dunas que enchem os nossos olhos. Mas a explicação para esse título vem das inúmeras lendas que povoam o imaginário e as conversas dos moradores da região, principalmente os mais antigos.

Na Praça XV de Novembro, em frente à Catedral Metropolitana, por exemplo, vive majestosamente uma figueira plantada em 1871 que, dizem, serve de pouso para as bruxas, depois que elas retornam de uma noite de algazarra. Outra versão garante que completar no mínimo três voltas em sentido anti-horário ao redor da árvore traz fortuna e casamento. Prefiro acreditar na segunda opção – dei as três voltinhas para iniciar minha viagem por Floripa com o pé direto.

Avenida Beira-Mar (Foto: Embratur)

Avenida Beira-Mar (Foto: Embratur)

E foi com o pé certo que comecei a desvendar o centro histórico e a ticar da lista alguns dos principais pontos da cidade, como a Catedral Nossa Senhora do Desterro, que substituiu a capela erguida em 1651 pelo fundador da cidade, o bandeirante Francisco Dias Velho. Quase em frente à igreja, ao lado da praça onde reina a figueira, um casarão exuberante do século 18, em estilo neoclássico e barroco, destaca-se.

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Trata-se do Palácio Cruz e Souza, que servia de residência e local de trabalho para o Presidente da Província e, mais tarde, para os governadores de Santa Catarina. Foi palco de um episódio que marcou a história de Florianópolis. Em 1891, por ocasião da Revolução Federalista, o prédio foi tomado por revolucionários que se colocaram contra a política de Floriano Peixoto, o vice-presidente em exercício na época. Hoje, o sobradão rosado sedia o Museu Histórico de Santa Catarina.

Nos arredores da praça central e em diversas ruas do centro, como na Conselheiro Mafra e na Felipe Schmidt, antigos casarões coloniais transformados em lojas ainda ostentam a arquitetura luso-brasileira, com forte influência da cultura trazida pelos imigrantes das Ilhas de Açores, em Portugal. São edificações de mil oitocentos e lá vai bolinha, com suas sacadas decoradas e grades de ferro, portas e janelas alinhadas, além de alguns adornos de louça ou azulejo.

  • A reportagem completa está disponível na edição 85 da revista Viajar Pelo Mundo.

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