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Dubai: superlativos em meio ao deserto

Dubai: superlativos em meio ao deserto

A mais famosa cidade dos Emirados Árabes tem uma função: impressionar. E faz isso muito bem, deixando atônitos seus visitantes diante de construções faraônicas e futuristas, resultantes da riqueza do petróleo

Por Paulo Mancha D'Amaro

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Conforme o avião se aproximava do destino final, eu olhava pela janela e via quilômetros e quilômetros de areia. Uma inimaginável extensão de paisagens estéreis como eu não havia visto em nenhum outro continente. E, de repente, um milagre em forma de arranha-céus, avenidas, piscinas e parques. Assim foi minha chegada a Dubai, a mais improvável das metrópoles mundiais.

Não há viajante que não fique de queixo caído ao se deparar com o emirado. Intrigante pensar que, 40 anos atrás, esse lugar não passava de um vilarejo onde beduínos viviam da coleta de pérolas. Foi nessa época, começo dos anos 1970, que a “Nova York das Arábias” começou a nascer.

Jumeirah Madinat e Burj Al Arab ao fundo (Foto: shutterstock.com)

Jumeirah Madinat e Burj Al Arab ao fundo (Foto: shutterstock.com)

Enquanto as nações árabes se fartavam com os dólares oriundos do petróleo, um grupo de xeques decidiu ir por um caminho diferente. Eles resolveram investir bilhões na cidadezinha, visando o turismo de massa e de luxo. Deu certo. Hoje, essa pontinha de uma península oriunda do deserto é uma coleção de superlativos. Vide o maior arranha- céu do mundo, Burj Khalifa, com 163 andares espalhados por 828 metros de altura.

A megaconstrução agrega escritórios, hotéis, apartamentos, restaurantes e o Dubai Mall – maior shopping center do planeta, com 1.200 lojas, incluindo âncoras como Bloomingdale’s, além de um mercado de ouro, mais de 40 opções gastronômicas, pista de patinação no gelo e um aquário de tubarões. Tudo isso no térreo ou nos andares intermediários.

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