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Curaçao: conheça a cultura e a gastronomia

Curaçao: conheça a cultura e a gastronomia

Um mergulho na culinária de Curaçao, além dos museus e ruas com casas coloridas

Por Paulo Mancha D’Amaro

Não é apenas na porção urbana que Curaçao ostenta atrativos históricos de primeira linha. Na quase deserta costa norte da ilha, a 30 quilômetros de Willemstad, fica o museu Kas di Pal’i Maishi, que celebra as tradições culturais e culinárias africanas, com seu acervo de utensílios, roupas e fotos abrigado nas kunuku houses – as casas de argila construídas pelos escravos libertos no final do século 19. Além de conhecer o modo de vida pós-abolição (que veio em 1863), o visitante pode experimentar pratos típicos, como a sopa de cacto, tomada com pão artesanal.

Museu

Museu Kas di Pal’i Maishi (foto: divulgação)

Um pouco mais adiante, rumo à extremidade norte da ilha, desponta a Landhuis Savonet, uma típica fazenda dos séculos 18 e 19. Naquele tempo, ela produzia lã, milho, legumes, carne e madeira. Hoje, é um ilustrativo museu que conta toda a história da região. A sede, com sua arquitetura colonial, foi um dos bastiões da resistência contra a invasão dos ingleses, em 1804. E o mais bacana é que a visita a Savonet leva, invariavelmente, a uma das mais belas atrações naturais da ilha: o Parque Nacional Shete Boka, praticamente ao lado da fazenda. Trata-se de um conjunto de sete rochedos (ou sete bocas, em papiamento) através dos quais as águas revoltas do Atlântico quebram de forma espetacular, garantindo um verdadeiro show aos visitantes. Esse rincão selvagem é adorado pelos adeptos do trekking e da aventura, com suas cavernas, colinas, trilhas e até mesmo pequenas praias isoladas onde se podem apreciar tartarugas, iguanas e outros bichos em seu habitat natural.

 

Mergulho

Mergulho (foto: shutterstock)

 

Não se assuste com as ondas inclementes dessa região. Curaçao tem dois lados completamente diferentes. A porção voltada para a imensidão do Atlântico, a leste e nordeste, é de fato açoitada por águas bravias – tanto que é bem menos habitada e pouco desenvolvida. Já o lado que olha para a América, a sudoeste e oeste, é banhado por marolas calmas, em nada menos que 38 enseadas espalhadas por 60 quilômetros de costa. Todas elas cumprindo com o estereótipo caribenho: areias claras e águas verde-esmeralda com uma transparência difícil de acreditar.

É difícil definir qual delas é a mais agradável. Muitos afirmam ser Kenepa Grandi, com seus corais perfeitos para um mergulho de snorkel. Nessa mesma pegada, há a Playa Forti e a Playa Lagun, muito procuradas devido à presença de tartarugas, atraídas pelos peixes devolvidos ao mar por pescadores da região, após chegarem nas areias com seus barcos coloridos.

 

Praia

Praia de Curaçao (foto: divulgação)

 

Outros apontam como a praia mais bacana a pequena e isolada Jeremi, protegida por um enorme paredão de pedra à esquerda e completamente deserta… Mais idílica que ela, só Klein Curaçao, numa ilhota deserta com ares de cenário de Hollywood, aonde só se chega de barco. Bem diferente da badalada Pirate Bay, que ostenta quiosques com drinques exóticos, aluguel de equipamentos de mergulho, esportes náuticos e afins – tudo isso ao lado do tradicional Hilton Curaçao, um dos mais antigos resorts (de verdade) do Caribe, que está completando 50 anos de existência.

 

Onde comer em Curaçao

É bem ali que fica um dos estabelecimentos mais divertidos da ilha, o Pirate Bay Curaçao Beach Club. Com música ao vivo e pratos e drinques típicos, ele é um legítimo restaurante pé na areia. Porque as mesas estão, de fato, na praia, e você pode comer, beber e dançar entre um mergulho e outro.

 

Prato Pirata Bay (foto: divulgação)

 

A gastronomia, por sinal, é um ponto alto da jornada por Curaçao. Como qualquer ilha caribenha, não faltam bons pescados e frutos do mar à mesa. Se você não prescinde de uma generosa lagosta gratinada ou de fartos camarões fritos à perfeição, com acompanhamentos como abacate, a pedida é o Saltwater, restaurante literalmente sobre o mar, na John F. Kennedy Boulevard.

 

Drink

Licor Curaçau (foto: divulgação)

Mas o diferencial dessa ilha é a mescla de culinária africana e holandesa, expressa em pratos como o keshi yena. A iguaria é feita com uma farta porção de queijo gouda, envolvendo um refogado de frango, cebola, tomate, pimentão, cebola e especiarias. Tudo assado em forno
a lenha até atingir uma sutil crocância, servido com chips de banana… Um dos melhores locais para degustar esse prato é o descolado Café Gouverneur de Rouville, em Otrobanda. Instalado na antiga mansão de um governador local (daí o nome), o lugar ferve no happy hour, quando o clima de descontração se traduz nos drinques coloridos, preparados com o legítimo licor curaçau – que, ao contrário do que todos pensam, não é só azul: ele pode ser produzido igualmente nas cores vermelho, laranja e verde.

Com a belíssima vista panorâmica das casinhas coloridas de Punda ao longe e a romântica cena dos veleiros cruzando o canal de Willemstad ao pôr do sol, não há forma mais arrebatadora de terminar um dia no Caribe holandês.

 

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Onde se hospedar em Curaçao?

Curaçao Suites Hotel
Bastante simples, mas renovado recentemente, fica a cinco minutos a pé da Ponte Rainha Emma. Hóspedes podem usar a área de lazer e a academia do hotel vizinho. Langerstraat 13, Otrobanda, Willemstad

Hilton Curaçao
Os quartos são amplos, a praia em frente ao hotel é pequena e agradável. As refeições são ao ar livre, com música ao vivo em alguns dias, e há uma boa variedade de opções de lazer, incluindo mergulho. John F Kennedy Boulevard, 2.133, Willemstad

Lions Dive & Beach Resort
Hotel gigante, pé na areia, com escola e operadora de mergulho, próximo ao Aquário de Curaçao. Tem diversas alas, algumas mais modernas que as outras. Bapor Kibra, Willemstad

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