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Versalhes: dicas para uma visita certeira

Versalhes: dicas para uma visita certeira

A ostentação e o tamanho são tão impressionantes que a gente fica sem saber por onde começar. Aqui reunimos as melhores dicas para explorar o palácio e seus jardins.

Por Cristiane Sinatura

Só o apelido já deixa pistas sobre a personalidade meio megalomaníaca de Luís XIV: o Rei Sol. O ápice de
sua opulência foi o palácio barroco que ele mandou erguer nos arredores de Paris – a uma distância segura
das doenças e confusões da capital. O que antes era um refúgio real de caça foi expandido e enfeitado
ao longo dos anos por uma sucessão de governantes, até virar o icônico Palácio de Versalhes que conhecemos,
com 2.300 cômodos em quase 65 mil m². Sede da corte francesa desde 1682 até a revolução de 1789,
hoje recebe turistas para ver os aposentos, os jardins e a coleção de 60 mil peças, como pinturas e mobília
(não necessariamente originais da época), espalhadas entre o palácio principal e os vizinhos Trianon.

 

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Comprando o ingresso

Para evitar filas, compre as entradas antecipadamente pelo site chateauversailles.fr. São vários tipos de ingresso: o que tem melhor custo-benefício é o Passaporte, que cobre todos os edifícios da propriedade (a partir de € 18, com audioguia). Quando não tem espetáculo, o acesso ao parque é gratuito. De novembro a março, todo primeiro domingo do mês é grátis; menores de 18 anos são sempre isentos. Fecha às segundas.

Como Chegar

O melhor jeito é pela linha C5 do trem RER, que sai das estações da margem direita do Rio Sena, até a parada Versailles-Château-Rive-Gauche. Atenção para o tipo de bilhete: o T+ Ticket, válido na região central de Paris, não pode ser usado.Compre a passagem específica do RER, que cobre as áreas mais distantes: Versalhes está na Zona 4 e custa € 3,55 por trecho, disponível nas máquinas das estações. Os trens são frequentes e a viagem dura em torno de 40 minutos. Uma vez em Versalhes, a caminhada até o palácio é de dez minutos.

Entendendo Versalhes
Dedique um dia inteiro à visita, chegando logo às 9h. Só para o Château em si, o mínimo recomendado é de uma hora e meia. Evite as terças-feiras e os finais de semana, que, segundo o site oficial, são os dias mais cheios, especialmente em alta temporada (abril a outubro). É possível fazer visitas guiadas por € 7 em áreas e temas específicos. Pagos à parte, podem-se contratar tours de “patinete” elétrico Segway, fazer passeios de barco, usar o trenzinho e alugar carrinho de golfe ou bicicleta. Caminhar de um edifício a outro leva meia hora, no máximo.

foto: shutterstock

Salão dos Espelhos
As pinturas no teto celebram as vitórias francesas, enaltecidas por 357 espelhos posicionados em frente às 17 janelas. Além de salão de baile, serviu de palco para a assinatura do Tratado de Versalhes, que encerrou a Primeira Guerra Mundial.

Petit Trianon
Encomendado por Luís XV, foi seu herdeiro quem tornou o palacete célebre ao oferecê-lo à esposa, a excêntrica rainha Maria Antonieta. Ali ela fez seu refúgio, rodeado pelo Jardim Inglês, com destaque para o Templo do Amor, o Belvedere e a Gruta.

Templo do Amor | foto: shutterstock

Domaine de Marie-Antoinette
A fim de se afastar cada vez mais da corte, Maria Antonieta mandou construir uma verdadeira aldeia rural perto de seu Petit Trianon, à beira de um lago artificial, com direito a celeiro, moinho, estábulos…

Grand Trianon
Construído para que o rei Luís XIV pudesse descansar da pompa da corte e viver seus affairs, o palácio de mármore
rosa em arquitetura italiana foi reformado, mais de cem anos depois, por Napoleão Bonaparte. Confira os aposentos cor-de-rosa da imperatriz Maria Luísa, a capela e a Sala da Malaquita, que expõe esculturas feitas com a pedra verde,
presentes do czar russo Alexandre I.

Galeria das Batalhas
A maior sala do palácio, com 120 metros de extensão, é do século 19 e expõe uma série de pinturas que retratam
guerras francesas.

Galeria das Batalhas | foto: shutterstock

Capela Real
Do século 18, sediava diariamente as missas matinais do rei. Só pode ser vista de fora – apenas quem está no tour guiado consegue entrar.

Apartamentos Reais
Os aposentos do rei são compostos por sete salas, decoradas com afrescos, mármore e ouro. Elas tinham diversos usos, como salão do trono, quarto de dormir e espaço para recepções sociais, refeições e lazer. Atualmente fechados para reforma, os apartamentos da rainha seguem os mesmos moldes.

Jardins, Parque e Canais
Ao longo de 1,6 quilômetro, o Grand Canal foi pensado para refletir o pôr do sol. Ele é cortado pelo Petit Canal, ladeado pelo Caminho Real e rodeado por 900 hectares de verde. Pode-se caminhar em trilhas entre os bosques
e pomares. Há uma série de fontes com estátuas colossais. Em dias e noites selecionados, há shows nas fontes
e nos jardins.
Veja a programação em bit.ly/showsversalhes-viajar.

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