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Como visitar Inhotim (MG)

Como visitar Inhotim (MG)

O instituto artístico e botânico no interior de MG completa uma década de vida em 2016

Por Victor Gouvêa

Só nas duas primeiras páginas de busca do Google em língua inglesa, o jornal britânico The Telegraph chamou de “Versalhes do século 21”; a revista nova-iorquina Vogue definiu como “must-see” do Brasil; o americano Huffington Post considera um “país das maravilhas” e o inglês Financial Times diz ser “um paraíso”.

Estão todos falando do Instituto Inhotim de Arte Contemporânea, em Brumadinho, a 60 quilômetros de Belo Horizonte. Um jardim luxuriante, uma espécie de Éden moderno, onde espécies raras de palmeiras do Sri Lanka e outras joias de paisagismo irretocável revelam galerias projetadas por arquitetos e artistas em simbiose com a natureza.

Talvez você já tenha ouvido falar desse lugar que reúne uma coleção particular do empresário Bernardo Paz, de 1.300 obras vindas de mais de 30 países, com destaque para artistas do gabarito de Olafur Eliasson, Yayoi Kusama, Hélio Oiticica, Adriana Varejão, Tunga e Cildo Meireles. Mas a pergunta mais importante é: qual a melhor maneira de explorar o Inhotim? Quanto tempo é necessário para conhecer? Onde ficar? Onde comer?

Como se fosse uma espécie de Disneylândia das artes, aqui, programação também é essencial. Uma coisa leva à outra. Por isso, lá vai o primeiro aviso: esqueça a ideia de conhecer o Inhotim em um único dia, porque é impossível. Caso tente, você vai falhar miseravelmente, correndo feito um alucinado ou, mais provável, perdendo muita coisa. Estamos no interior de Minas Gerais, cercados pelo parque estadual da Serra do Rola-Moça.

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Pressa para quê? A experiência bucólica da visita pede para que se acompanhe o ritmo tranquilo da região, onde sempre há tempo para um café acompanhado de pão de queijo e boas reflexões provocadas pela arte.

Em 2006, quando iniciaram suas atividades abertas ao público, eram apenas 13 hectares, e um passeio bate-volta de BH resolvia. Hoje, esse número cresceu mais de dez vezes: já são, ao todo, 140 hectares, 23 galerias, e não para de aumentar. Sabendo que as portas se abrem às 9h30 e fecham às 16h30 de terça a sexta, e às 17h30 aos finais de semana e feriados, o mais recomendável é separar três dias para degustar Inhotim.

Isso significa percorrer as trilhas pela mata fechada, ler as informações sobre os artistas, não se preocupar com o tempo de almoço e se derreter nos bancos de madeira maciça do designer Hugo França.

Só quem se permite entrar na frequência do lugar vai conseguir comer pitangas e jabuticabas no pé, ouvir o ronco dos macacos guicós na mata e observar esquilos, saguis e pássaros que aparecem para cumprimentar os visitantes. Então, são no mínimo dois dias, e não menos do que isso, combinado?

  • A reportagem completa está disponível na edição 83 da revista Viajar Pelo Mundo.
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