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Camboja, Laos e Vietnã: encontro com a paz

Camboja, Laos e Vietnã: encontro com a paz

Os três países do sudeste asiático já foram sinônimos de guerra. Hoje, atraem gente do mundo todo aos seus templos milenares e suas cidades modernas

Por Natasha Sá Osório

Após décadas de conflitos de todos os tipos, o sudeste asiático abraçou a paz e abriu as portas ao turismo. E engana-se quem pensa que Laos, Vietnã e Camboja sejam destinos exclusivos para mochileiros. Os novos visitantes podem contar com hotéis refinados, spas, shopping centers, confortos e tecnologia dignos do ocidente. Mas sem perder de vista a espiritualidade e os marcos da história milenar. Conheça nas páginas seguintes o que há de mais encantador nesses três países.

Camboja – Terra de dramas e de surpresas

O Camboja é um lugar intenso, onde as emoções se alternam entre comoção e deslumbre. O histórico recente cheio de violência contrasta com a rica espiritualidade e a alegria das pessoas nos dias atuais. Com 14 milhões de habitantes, encravado entre Vietnã, Laos e Tailândia, o país tem no turismo sua segunda maior fonte de renda, depois apenas da indústria têxtil. E dá para entender por quê.

A capital e maior cidade, Phnom Penh, cresceu de modo avassalador nos últimos 10 anos, atingindo 2,2 milhões de habitantes. Cada vez mais arranha-céus, avenidas largas, investidores e bancos internacionais abrem espaço. É um contraste com o Camboja de um passado não muito distante.

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O atraso reinou nas várias décadas de colonização francesa (que foi até 1953). O prognóstico de futuro era desanimador nos anos 60, quando bombardeios frequentes atingiam o país durante a Guerra do Vietnã. E tudo parecia perdido em meados dos anos 70, período em que as lutas internas levaram ao poder o pavoroso regime do Khmer Vermelho (1975-1979), com sua política genocida.

Mas isso passou. Pouco a pouco, nos últimos 32 anos, os cambojanos deixaram aflorar o lado bom de sua cultura. E o resultado é a pujança das cidades e a preservação dos sítios históricos. O frenesi dos dias de hoje pode ser visto caminhando pelo enorme Mercado Central de Phnom Penh, com sua cúpula e quatro “braços” emergindo. Ali encontra-se de tudo, o que quer que falte na sua mala de viagem, ou que você precisava e nem sabia. O mais bacana é que, assim que ele fecha, uma feira noturna levanta suas barracas, espalhando-se pelas ruas ao redor.

Siem Reap em Camboja (Foto: shutterstock.com)

Siem Reap em Camboja (Foto: shutterstock.com)

Durante o dia podem-se explorar várias atrações, a começar pelo Palácio Real. Dourado por fora e cercado por jardins coloridos, ele fica logo ao lado do Museu Nacional, que contrasta graças aos seus tons rosados. Este último, aliás, tem uma rica coleção de 14 mil itens, entre esculturas, objetos de arte e de arqueologia – muitos datados de tempos pré-históricos. O ponto turístico mais notável, contudo, é Wat Phnom, o templo budista do século 14 que se ergue sobre uma colina. A capital do Camboja cresceu em volta dele. Diz a lenda que foi construído em 1387 por Daun Penh, uma viúva muito rica. Daí o nome da cidade “Phnom Penh”, que significa “colina de Penh”.

Há lugar também para os mais aventureiros. Agências locais como a Blazing Trails (nature-cambodia.com) oferecem passeios de quadriciclo pelo entorno da metrópole. Os caminhos são de pedra e lama, passando por campos de arroz, lagos com belas flores aquáticas, palafitas, templos escondidos e um santuário de animais selvagens. Nesses tours, o almoço é servido em piquenique à beira-rio.

Uma das iguarias muito comuns é a rã no espeto (que tem sabor semelhante ao de galinha assada). O passeio termina no Choeung Ek – o mais notório dos chamados killing fields, isto é, campos onde as vítimas do genocídio do Khmer Vermelho eram enterradas em valas comuns. No centro, ergue-se um monumento repleto dos crânios encontrados.

O Museu do Genocídio Tuol Sleng conta a história desse período negro, em que o ditador Pol Pot liderou o extermínio de mais de um milhão de pessoas (há quem diga que foram 3 milhões), por serem intelectuais ou contrários ao governo. O fato inspirou o sucesso do cinema Gritos do Silêncio, vencedor do Oscar em três categorias em 1985. A tristeza desse lugar é suavizada pela beleza da natureza que surge ao lado das estradas e pelo sorriso tímido, mas sempre presente, dos locais.

Os templos de Angkor

A cerca de 400 quilômetros de Phnom Penh está Siem Reap, uma cidade com ares de vilarejo, mas dotada de tudo que um bom destino turístico pode oferecer. Ali há bares e restaurantes com cardápios em inglês, o agitado mercado noturno de Psar Chaa e os spas à moda asiática. Isso significa ver gente enfiando os pés em tanques lotados de peixes-médico. Eles delicadamente mordiscam a epiderme, tal e qual uma pedicure natural. Nos últimos anos, houve igualmente um boom de hotéis e estabelecimentos como o charmoso Pavillon d’Orient Boutique-Hotel – vencedor do prêmio Travelers’s Choice do site Trip Advisor. Ou do suntuoso La Residence d’Angkor, pertencente à rede Orient-Express, a mesma dos trens de luxo que cruzam a Europa.

A razão desse progresso é o Parque Arqueológico de Angkor – uma área de 1000 quilômetros quadrados, onde florestas verdejantes permeiam as ruínas de inúmeros sítios arqueológicos. Angkor foi a capital do Império Khmer até o século 15, quando o declínio causado por ataques e pilhagens de povos siameses (originários da atual Tailândia) obrigou um milhão de habitantes a migrar rumo ao sul. O espaço ficou ao abandono até ser descoberto por exploradores no século 19. Hoje, turistas do mundo todo costumam levantar bem cedo para ver o sol nascer por trás do mais místico e imponente templo de todos, Angkor Wat. O show de rara beleza é apreciado com silêncio no ar – apenas quebrado pelos cliques das câmeras fotográficas.

(Foto: shutterstock.com)

(Foto: shutterstock.com)

Quando o sol finalmente desperta, pode-se ver Angkor Wat por dentro e visitar os demais templos – tarefa que exige sapatos confortáveis, roupas discretas (que escondam os joelhos e os ombros), bastante água e preparo físico para subir e descer escadas. O melhor é que nenhum sítio arqueológico se parece com o outro. Cada um tem algo de único: o motivo da construção, a cordas pedras, as estátuas e a sua história. Um dos templos mais fascinantes é Ta Prohm. Quem viu o filme Tomb Raider, protagonizado por Angelina Jolie, vai reconhecê-lo. Dele brotam gigantescas árvores que se mesclam com a arquitetura – as pedras acabam curvadas por raízes mais altas que uma pessoa.

Angkor Thom é outro sítio popular. Trata-se de um enorme complexo de quase 10 quilômetros quadrados, recheado de monumentos. Ele ganhou fama pelas torres decoradas com rostos esculpidos na pedra. Quem passa o dia todo por ali acaba assistindo ao pôr do sol na colina de Bakheng, de onde pode ver a floresta exuberante ao longe. Esse é o final de jornada perfeito nessa terra mística e repleta de surpresas, onde nem as maiores tragédias apagaram o brilho daquilo que o homem e a natureza construíram.

Laos – para admirar e relaxar

Viajar ao Laos é adentrar um mundo onde outro ritmo de vida impera. O país de apenas 7 milhões de habitantes preserva um dos últimos sistemas de governo comunistas do planeta. Mas, apesar do regime pouco democrático, é uma terra que convida à contemplação, com a calma e a virtude próprias de um povo budista. A cidade de Luang Prabang, capital espiritual e cultural, é o destino principal.

Os turistas chegam diariamente em barcos que descem o rio Mekong, rovenientes da Tailândia. E logo se encantam com o cenário tomado pelas plantas exóticas e pela arquitetura colonial das casas. Boa parte do charme vem da colonização francesa, que durou de 1893 a 1954. Ela está evidente nas belas fachadas, nas ruas de paralelepípedo e também no idioma – o francês é ainda bastante falado como segunda língua. Há confeitarias como a JoMa, onde se serve café latte decorado, baguetes frescas e bolos bem europeus.

Estátua de Buda em Luang Prabang (Foto: shutterstock.com)

Estátua de Buda em Luang Prabang (Foto: shutterstock.com)

Tombada como Patrimônio da Humanidade pela Unesco, Luang Prabang é famosa pelo ritual chamado Tak Bat (“Ronda das Almas”), em que monges de trajes laranja vivo tomam as ruas e são presenteados pelos moradores com comida, incenso e outros agrados. É possível conhecer a cidade alugando bicicletas ou nos tuk-tuk – aquele tipo de taxi sobre um triciclo motorizado.Em poucos minutos se chega ao suntuoso palácio real Haw Kham. Hoje em dia, ele abriga o Museu Nacional, repleto de obras de arte doadas por países europeus e também de estátuas de Buda. Apresentações de dança e teatro abertas aos turistas acontecem vez por outra nos seus belos jardins.

Quem gosta de comprar suvenires tem destino certo: é o mercado noturno da rua Sisavangvong, onde tem todo tipo de artesanato. Desde cobertores e almofadas até temperos e guloseimas. Os vendedores, ao contrário do que se vê em outros países, são tranquilos e não abordam o turista de forma agressiva. Pelo contrário, recebem com sorrisos e nada além.

Além dos palácios, templos e mercados de artesanato, o centro exibe uma série de pequenas agências de turismo que oferecem passeios de elefante e tours pelas aldeias de palafitas, onde se pode ter contato direto com os locais. Um programa imperdível é subir o monte Phu Si, onde há uma vista panorâmica deslumbrante da região. Lá em cima desponta uma estupa – monumento típico, que contém relíquias budistas. Há esculturas douradas (a do Buda gigante deitado é a mais fotografada pelos visitantes) e aquilo que muitos acreditam ser uma pegada do Buda no cimento.

Outro passeio agradável é pela floresta, até as cascatas e piscinas naturais. Os farang – como são chamados os ocidentais – lotam o lugar em busca de diversão nos trampolins montados por sobre a água cristalina. Uma boa dica é levar uma lanterna para explorar as diversas grutas pelo caminho: para surpresa geral, muitas têm estátuas de Buda no seu interior. Há barcos que levam até a gruta Pak Ou, uma das mais famosas. Lá dentro está uma vasta coleção de estátuas de Buda danificadas (sem nariz ou dedos), que foram reunidas pelos monges ao longo dos anos. Hoje, estão cercadas não de fiéis, mas de morcegos, que voam assustados pelos flashes das câmeras.

A caminho da capital

A 210 quilômetros de Luang Prabang fica a capital Vientiane. A viagem quase sempre é feita de ônibus, passando por paisagens impressionantes, graças às encostas das montanhas que caem abruptamente. Ali é comum ver os raios de sol formarem belos arco-íris ao se encontrarem com a neblina típica – um deleite para quem gosta de fotografar.

A viagem também tem seus momentos de adrenalina. Quando o ônibus para pelo caminho, o motorista avisa: não se aventure floresta adentro. Isto porque o Laos detém um recorde não lá muito invejável: dois milhões de toneladas de explosivos foram lançadas pelos Estados Unidos durante os anos 60 e 70, quando a Guerra Fria transformou o sudeste asiático numa enorme área de conflito. Grande parte das bombas não explodiu e permanece ali, no meio do mato, à espera de algum desavisado.

(Foto: shutterstock.com)

(Foto: shutterstock.com)

No meio do caminho, uma curiosidade. Os jovens mais afeitos a festas quase sempre dão uma paradinha em Vang Vieng, uma pequena aldeia praticamente criada para o turismo. Lá, a atração principal é o tubbing – a descida do rio sentado numa boia circular. A pessoa é então “pescada” pelos diversos bares temáticos que estão à margem. Nesses momentos, os visitantes contentam-se em aplacar o calor com a Beerlao, bebida adorada pelos conhecedores de cerveja mundo afora.

A “arrumadinha” Vientiane tem ares de lugar pequeno, cheia de jardins, mas com traços inconfundíveis de uma capital, expressos em suas avenidas amplas. Há bons hotéis por preços honestos. A unidade da rede Mercure, por exemplo, oferece diárias a partir de US$ 49. Já o chiquérrimo Settha Palace – destino certo de casais em lua de mel – cobra US$ 198 pela diária, com direito a toda a infraestrutura de lazer e descontos em passeios.

Por falar neles, ao sair pela capital, é impossível não dar de cara com o Patuxai, uma espécie de Arco do Triunfo de Laos, dedicado aos que lutaram na independência contra a França – o país tem autonomia desde 1949. Outro ponto alto é o Pha That Luang, o monumento dourado que é o símbolo da pátria. E se você tiver dias sobrando na viagem, aventure-se por lugares menos conhecidos.

No sul do país, as colossais grutas de Kong Lo e as 4 mil ilhas de Si Phan Don (no rio Mekong) proporcionam momentos de paz e contemplação. Antes de ir embora, lembre- -se de comprar todos os suvenires que tiver vontade, já que a moeda local, o kip, não é aceita nas casas de câmbio fora do país.

Vietnã – Renascendo a cada dia

Esqueça a imagem da guerra, das bombas de napalm, do sofrimento. Quase quarenta anos após o fim das batalhas que assolaram o país, o Vietnã revela hoje cidades modernas e uma harmoniosa mescla de passado e futuro. Seus 85 milhões de habitantes, claro, carregam cicatrizes do conflito – algo perceptível no jeito mais sério e fechado do que seus primos do Laos ou do Camboja. Ainda assim, trabalham com os olhos voltados ao que está por vir – e isso significa um fluxo cada vez maior de turistas. Em 2009 (último ano de que se tem números) foram 3,7 milhões de visitantes. Só para ter ideia, o Brasil todo recebe anualmente 5 milhões.

Faz sentido. A maior cidade do país, Ho Chi Minh, com seus 6,5 milhões de habitantes é surpreendentemente moderna. Chamada até 1975 de Saigon, foi rebatiza- após a guerra em homenagem ao revolucionário comunista Ho Chi Minh, morto em 1969. O que ele nunca poderia imaginar é que o comunismo do século 21 abriria espaço para lojas de grifes internacionais, edifícios futuristas como o Bitexco Financial Tower e shopping centers luxuosos como o Diamond Plaza e o Saigon Paragon.

Ho Chi Minh (Foto: shutterstock.com)

Ho Chi Minh (Foto: shutterstock.com)

A metrópole ostenta, como um dos seus pontos mais destacados, a versão vietnamita da Catedral de Notre-Dame – vale lembrar que o país também foi colonizado pela França, que só retirou suas tropas de lá em 1954. Assim como o mercado Ben Thanh. Ali, vendem-se comidas exóticas como as bolinhas de arroz gelatinoso enroladas em folha de bambu (o bak chang) ou, ainda, os vegetais embrulhados em papel de arroz – todos saborosíssimos.

De noite, a rua Pham Ngu Lao é o xodó dos turistas, que invadem os bares e restaurantes sob os néons coloridos. A cidade, aliás, é caracterizada pela cacofonia caótica das scooters que se multiplicam em infinito nas ruas. É comum vê-las invadindo as calçadas ou em sentido contrário ao dos carros, carregando de tudo em cima. É claro que ocorrem muitos acidentes. No entanto, as pessoas parecem sempre conformadas em se levantar e seguir viagem como se nada tivesse acontecido. Bem ao estilo vietnamita.

Curiosamente, não faltam norte-americanos em Ho Chi Minh. As relações diplomáticas entre os dois países hoje em dia são cordiais e os visitantes originários dos Estados Unidos costumam ir ao Museu dos Remanescentes da Guerra. Ele exibe tanques, aviões e fotos dramáticas do conflito e suas consequências.

A propósito da guerra, outra atração são os túneis de Cu Chi, nos arredores da área urbana. Eles permitem entrar nos espaços minúsculos e nas casas camufladas debaixo da terra, onde os soldados se escondiam. Dá para assistir a filmes da propaganda Vietnamita e até escolher entre uma vasta gama de armas para atirar em alvos.

Patrimônio da Humanidade

Fora de Ho Chi Minh, o Vietnã guarda preciosidades como Hoi An, a apenas quarenta quilômetros do aeroporto internacional de Danang. Declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, essa cidade de 120 mil habitantes às margens do rio Thu Bon foi, durante vários séculos, um importante porto comercial da Ásia. Suas casinhas baixas, pintadas em tons amarelos, sobreviveram às guerras e encantam os turistas.

É aqui que o estereótipo vietnamita realmente ganha vida. As pessoas caminham calmamente de chapéu em formato de cone e portando o yoke (dois cestos presos a um pedaço de madeira, equilibrados sobre os ombros). O mercado junto ao porto é bastante fotogênico, mostrando os tradicionais barcos de madeira e os vendedores sentados no chão com a comida dentro de cestos. Graças a eles, um aroma doce e sutil paira no ar. Não faltam as “casas-museu”, moradias que permitem ao turista entrar e vislumbrar a arquitetura tradicional vietnamita.

Hoi An (Foto: shutterstock.com)

Hoi An (Foto: shutterstock.com)

Além da beleza, a cidade atrai por dois outros motivos. Primeiro, os variados spas que se espalham pelas ruas, prontos para garantir bons minutos de relaxamento ao visitante. Depois, os alfaiates que produzem roupas personalizadas a preços muito em conta. Um exemplo é a To To Boutique, onde se consegue peças sob medida, executadas com extremo capricho. Há peças a partir de US$ 10. Uma dica é fazer a viagem coincidir com o dia 14 de qualquer mês, quando se celebra o festival das luzes. De noite, as ruas se enchem de lanternas coloridas, e brinca-se de ba choi, jogo tradicional vietnamita que envolve cantoria e cartas.

Tem mais. Para os fãs do mar, a praia Cua Dai, a apenas 4 quilômetros dali, é calma e repleta de bons restaurantes. Outra vila costeira é Nha Trang, onde estrangeiros curtem a praia, os passeios de barco e os esportes radicais como parasailing, ao pôr do sol. Seja curtindo o mar, as cidades históricas ou a metrópole repleta de arroubos futuristas, o visitante certamente acaba se surpreendendo com o Vietnã. Em muitas ocasiões, nem parece um país que foi assolado por um conflito gigantesco há menos de 50 anos.

Não se perca!

Visitar o Vietnã requer organização. Vale a pena tirar o visto com antecedência, ainda aqui no Brasil, mesmo que exista a possibilidade, em teoria, de consegui-lo na chegada. Não conte com isso, pois as burocracias podem estragar sua viagem. Além disso, para entrar no país, a partir de Laos, prefira a via aérea: por terra há diversos empecilhos.
Uma vez no país, alugar carro, nem pensar.

Convém se locomover de ônibus. Eles fazem a ligação entre as cidades de todo o território, são limpos e confortáveis – de longe, os melhores do sudeste asiático. Tem até alguns com assentos duplos para casais. O inconveniente? Os programas musicais que passam nas telas de televisão são horripilantes e a um volume ensurdecedor – coisa da cultura local.

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