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Berlim: 13 coisas para fazer no verão

Berlim: 13 coisas para fazer no verão

Depois de longo e rigoroso inverno, os berlinenses ficam enlouquecidos pelo verão e promovem uma celebração generalizada – e você está convidado a participar

Por Redação

Como no conto da cigarra e da formiga (às aves-sas), os alemães passam o inverno inteiro entocados, esperando o calor bater à porta para curtir a vida adoidado. Para nós, latinos calientes, os 10 °C que marcam a largada ainda são uma “friaca” danada. Mas quando, lá pelos idos de junho, os termômetros atingem os 20 °C e o sol se despede às dez e tanto da noite, Berlim é uma farra universal. Aproveitar um verão na capital alemã é uma das obrigações na lista de qualquer viajante. Programações infinitas preenchem as agendas de manhã até bem tarde – invariavelmente, ao ar livre. Selecionamos alguns dos melhores passeios do verão berlinense para você se jogar na festança da cidade mais cool do mundo.

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  1. Mergulhe na Badeschiff
    Nadar no Rio Spree, a rigor, não pode. Só se for na Badeschiff, uma piscina flutuante construída dentro do rio e sensação do verão. Perto da conhecida Oberbaumbrücke, os deques de madeira e a longa piscina azul fervem nos dias quentes, de maio a setembro. Por € 5, você pode se banhar e aproveitar o burburinho. A programação conta com festinhas ocasionais, massagens, curso de stand up paddle e ioga. Para evitar espera, é bom chegar cedo, porque quando lota (e não “se” lota), só é possível entrar depois que alguém sai. E se tem um lugar que faz jus à máxima forrozeira “quem está fora quer entrar, mas quem está dentro não sai” é a Badeschiff.
    » Eichenstraße, 4. Aberto conforme a programação disponível no site: arena.berlin/veranstaltungsort/badeschiff

    Badeschiff | foto: shutterstock

  2. Um rango no Café am Neuen See
    O Tiergarten, maior parque de Berlim, é como uma série dividida em quatro temporadas: deve ser explorado com calma. Por isso, vamos pular para o grand finale, pegar você pela mão e levar ao melhor lugar para comer no verão. À beira do Lago Neuen See, no sudoeste do parque, luzinhas esticadas sobre as mesas de piquenique do biergarten dão a dica de que vale a pena. Pequenos botes coloridos partem dali, onde se pode escolher entre especialidades alemãs e pizzas em esquema self-service – além do indispensável
    caneco de cerveja. Ao fundo, um restaurante de madeira, no estilo acampamento chique, serve versões mais requintadas (e caras)
    das comidas saboreadas lá fora.
    » Lichtensteinallee, 2. De segunda a sexta, a partir das 11h. Finais de semana, a partir das 10h. cafeamneuensee.de

    Café Am Nuen See | foto: shutterstock

  3. Cervejinha no YAAM
    Sinta as areias da Jamaica sob seus pés… em Berlim! Tudo bem, a areia não é jamaicana, mas a vibe do lugar foi importada
    diretamente da ilha caribenha para rechear as tardes de paz e amor. Na entrada, há várias opções de comidas de rua e outras referências culturais, como artes e grafites. Seguindo um corredor comprido, chega-se à prainha. As cadeiras espalhadas
    à beira do Spree convidam a tirar os sapatos e tomar uma cervejinha despreocupadamente. O lugar faz as vezes de uma espécie de embaixada informal de culturas africanas e latinas na cidade, e há uma programação intensa de reggae, ragga e dancehall à noite.
    » An der Schillingbrücke, 3. Aberto diariamente, a partir das 10h. Depois das 18h, música até o último cliente. yaam.de

    Yaam | foto: divulgação

  4. Solte a voz no karaokê do Mauerpark
    Desde 2009, o irlandês Joe Hatchiban faz a alegria de mais de 2 mil pessoas – gratuitamente –, levando suas caixas de som potentes e um laptop com um grande acervo de músicas de karaokê. Todo domingo de verão, uma arena nos moldes de teatro grego do Mauerpark, em Prenzlauerberg, é tomada por corajosos cantores ocasionais. O mestre de cerimônias, suado, escolhe a esmo na plateia candidatos a soltar o gogó, e lembra: “Não importa se você canta bem, o que conta aqui é atitude”. Alguns impressionam (para o bem e para o mal), e dificilmente você vai ficar parado. De quebra, ainda dá para curtir o mercado de pulgas, os artistas
    de rua e a feirinha gastronômica no mesmo parque.
    » Bearpit Karaoke no Mauerpark. Domingos de maio a setembro, das 12h às 19h. bearpitkaraoke.com

    Mauerpark | foto: divulgação

  5. Requebre no Monbijoupark
    Não precisa ser um John Travolta para arriscar uns passos na pista de dança em frente ao Bode Museum, da ilha dos museus. É claro que alguns casais não perdem uma aula durante o ano e esbanjam malemolência em movimentos sincronizados ao ritmo de salsas, tangos, boleros, foxtrotes e até uns sambinhas e forrós. Isso não intimida bailarinos ocasionais. Os pernas de pau convictos também comparecem, senta-dos nos morrinhos gramados que cercam a pista para assistir ao baile e ao sol se pôr em um dos cenários mais bonitos da capital.
    »Finais de semana no Monbijoupark, horários variáveis

    Monbijoupark | foto: divulgação

  6. Escolha um parque para o piquenique
    Parque é o que não falta em Berlim, cada um com seu jeitão. O importante é comprar seus itens preferidos nos supermercados, escolher um gramado para chamar de seu e se deitar para receber a cota de raios ultravioleta. No Volkspark Friedrichshain há muita coisa para fazer – de mesas de pingue-pongue a quadras de vôlei de areia, além de área reservada para churrascos e um bonito chafariz. A vista é o forte do Viktoria Park, um dos morros erguidos com escombros da Segunda Guerra Mundial. Já o antigo aeroporto Tempelhof não conta com uma árvore sequer e deve ser evitado em dias muito quentes. Mas as pistas de pouso desativadas são perfeitas para praticar esportes como patins, skate e windsurfe com skate. O Treptower, no antigo lado soviético, esconde entre árvores um imenso memorial aos soldados russos mortos na guerra.

    Victoria Park | foto: shutterstock

  7. Curta o movimento na Admiralbrücke e Warschauerbrücke
    O que tem demais nessas duas pontes de Kreuzberg, o bairro hipster de Berlim? Nada e tudo. Pode ser que você apareça lá e realmente não aconteça nada. É mais comum que alguém surja para tocar e uma festa animada rola sem aviso prévio. Nos dias de verão, a segunda possibilidade se torna mais frequente do que a primeira. Se nada der certo, são bons lugares para papear e conhecer pessoas descoladas que moram na cidade – que podem indicar qual é a boa do dia. Fazer amigos locais nunca é demais.

  8. No topo de Berlim: Klunkerkranich
    Você pensou que não vive-ria para ver indicado um ro-lé em cima de um shopping center de Berlim. Pois é claro que essa cidade vai surpreendê-lo, já que o Klunkerkranich é um dos lugares mais legais que os locais frequentam. Para chegar lá, é preciso entrar no shopping Neukölln Arcaden, ao lado da estação de metrô U Rathaus Neukölln, pegar um elevador até o quinto andar e seguir o fluxo em direção a uma rampa que leva ao terraço. Pronto, você acaba de descobrir um segredinho de Berlim. As arquibancadas de madeira, os jardins e espreguiçadeiras dão vista para a cidade inteira. Vez ou outra, algum DJ se ocupa do som ambiente e o fim de tarde se torna mais especial ainda.
    »Karl-Marx-Straße, 66. De quinta e sexta-feira, das 16h até 1h30; sábados e domingos, das 12h à 1h30. klunkerkranich.de

    Klunkerkranich | foto: divulgação

  9. Lagos refrescantes
    Olhando o mapa de Berlim, uma infinidade de pontinhos azuis de variados tamanhos se distribui pela cidade e por seu entorno. São os diversos lagos que, nos dias quentes, fazem o papel de praia da galera. Cada um tem sua peculiaridade: alguns são mais familires, outros do agito jovem. Às vezes abarrotados, outras vezes tranquilos. Pagos ou gratuitos, com ou sem estrutura, longe ou perto, de fácil ou difícil acesso. Ah, e um clássico alemão: peladões ou vestidos. Para escolher o lago certo para se refrescar, basta pesquisar com antecedência. Se quer uma dica rápida, aqui vai: experimente o Tegeler See, no noroeste da cidade. Não muito cheio nem vazio, jovem e familiar, fácil de chegar, com árvores para se deitar embaixo e fazer um piquenique, costuma agradar à maioria. Dos vestidos.
  10. Club der Visionäre: a essência de Berlim
    A eterna festinha na beira do canal Landwehr é alegria garantida. Por isso, na dúvida do que tem para hoje, 9 entre 10 berlinenses vão parar no Club der Visionäre. O sucesso se explica pelo cenário idílico do deque montado à beira do rio, grafites e muita gente bonita. Geralmente, começa por volta de 12h, e algumas pessoas frequentam como “esquenta”. Outros se animam com a atmosfera e por lá ficam até o dia seguinte amanhecer. Um verdadeiro curinga da curtição berlinense.
    »Am Flutgraben, s/n°. Aberto de segunda a sexta-feira, a partir das 14h; sábados e domingos, a partir das 12h. lubdervisionaere.com
  11. Filminho no cinema a céu aberto
    Pouco antes da sessão começar (pontualmente, estamos na Alemanha!), os convidados apanham suas cadeiras de praia e se espalham pelo gramado em frente à tela gigante. Recebem cobertorzinho (é noite, estamos na Alemanha!) e alguns levam travesseiros e outros itens de conforto. Quem quiser também degusta comes e bebes trazidos ou comprados no bar, e está armado um dos programas mais queridos da cidade no verão: o cinema a céu aberto. Justifica-se pelo fato de que ninguém ousa entrar em uma sala escura e fechada nesse período. O Freiluftkino Kreuzberg, atrás da Kunstraum, é um dos raros que têm legendas em inglês para filmes alemães e áudio original para as películas em inglês.
    »Adalbertstraße, 73. Aberto de acordo com a programação no site: freiluftkino-kreuzberg.de
  12. Bailando com os deuses na Sisyphos
    Sísifo, filho de Éolo, é o mais as-tuto dos mortais segundo a mitologia grega. Para entrar na balada, não tem teste de QI, mas seu estilo será colocado à prova pelos porteiros. Se passar no exame, lá dentro você vai entender que quanto mais descolado, maior a chance de ingressar nesse templo da música. A festa pode começar sexta à noite e se alongar até segunda de manhã, à moda berlinense. Diferente de outras casas noturnas conhecidas, na Sisyphos, os ambientes rústico-kitsch são abertos e é no pátio central que a maioria se concentra para dançar, conversar e curtir o clima.
    »Hauptstraße, 15. Aberta de sexta-feira, à 0h, até segunda-feira, às 10h. sisyphos-berlin.net
  13. Dinos para a molecada pirar
    Não é todo dia que o sol brilha no país de Angela Merkel. Por isso, mesmo no verão, é necessário ter algo na manga – principalmente em viagens com crianças. Desde dezembro de 2015, a novidade é a visita do esqueleto do Tiranossauro Rex Tristan Otto ao Museu de História Natural. Considerada uma das ossadas mais bem-preservadas do mundo, o gigante de quase quatro metros de altura leva os pimpolhos à loucura. As coleções ainda reservam outras surpresas a arqueólogos, paleontólogos e zoólogos mirins.
    »Invalidenstraße, 43. Aberto de terça a sexta-feira, das 9h30 às 18h, e sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h. naturkundemuseum.berlin

    Museu da História Natural | foto: shutterstock

Quem leva:
TT Operadora (11/ 5094-9494, lufthansacc.com)

CT Operadora (19/ 3871-9999, ctoperadora.com.br)

 

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